Existiu, em Rio Tinto, há mais de 150 anos, uma Banda de Música, tida, então, como uma das mais conceituadas da região do Porto e do Norte. Porém, com cariz iminentemente familiar, veio a extinguir-se, em 1936, quando a figura mais emblemática, o maestro Delfim Neves adoeceu gravemente. O maestro ainda tentou que os seus dois filhos prosseguissem o seu trabalho, mas foi um esforço em vão, já que nenhum deles quis seguir a obra do pai.
Foi então que cerca de duas dezenas de executantes se juntaram e formaram, novamente, a Banda, com a ajuda do povo, que muito carinho nutria por ela e, em especial, com o contributo de um homem chamado Marques de Sá (o mesmo que hoje dá nome à principal artéria da cidade). Foi este homem que emprestou o dinheiro necessário para a aquisição de alguns instrumentos indispensáveis, bem como para o fardamento, que começou, nessa altura, a uniformizar-se e a aproximar-se, em muito, com a indumentária actual desta Banda.
A Banda Marcial de S. Cristóvão de Rio Tinto (re)nasce, finalmente, em 1937, sob a regência de José Saramago, ainda como Banda Nova de Rio Tinto. A sede estava localizada na Rua Dr. Antunes Guimarães (actual Rua da Boavista). Mais tarde, por altura das comemorações das Bodas de Prata, alguém se lembrou que a Banda deveria assumir o nome do padroeiro da cidade vindo, desta forma, a designar-se pelo nome de Banda Marcial S. Cristóvão de Rio Tinto.
Em 1971, os associados conseguiram comprar um terreno na Rua de Santa Luzia, local onde se edificou a presente sede social da agremiação, um trabalho feito à custa de muito sacrifícios e sem o apoio de qualquer entidade oficial.
A sede foi inaugurada em Abril de 1974, tendo sofrido uma remodelação e ampliação significativa mais recentemente. Possui uma escola de música com mais de uma dezena de alunos, que tem a função de ensinar gratuitamente e incentivar o gosto pela música, preencher os tempos livres dos jovens e promover a renovação contínua da Banda S. Cristóvão. A Banda, que desde Outubro de 2005 tem o nome de Banda S. Cristóvão de Rio Tinto, é actualmente constituída por cerca de 50 elementos, e dirigida pelo Sr. M. Jorge Dinis. |