No ano de 1899, decidiram alguns bairristas da freguesia de São Roque dota-la de uma Filarmónica. Agregando boas vontades e auxílios vários, conseguiram os necessários instrumentos musicais e formaram o 1° agrupamento que foi dirigido por José Joaquim de Matos, como noticiou o "Diário dos Açores" de 27 de Setembro daquele ano.
As discórdias foram, todavia, constantes; muitos elementos saíam, mas de imediato eram substituídos pelo que o povo apelidou a "Banda Filarmónica Musica dos Estorninhos".
Em 1902, a Banda conseguiu, com a ajuda de Jose Maria Raposo do Amaral completar o seu instrumental e alterou a sua designação Para "Lira de São Roque". 1954 trouxe à Filarmónica uma nova Sede.
De 1959 a 1976 a Filarmónica Lira de São Roque esteve inactiva. Em 1977, consegue, com o valioso contributo de Humberto Tavares Faulha, reabrir as suas portas e apresentar-se condignamente nos vários acontecimentos sociais a que era chamada.
Passando ainda por crises graves de inactividade, consegue, em 1989, reunir condições para retomar o exercício da musica.
Fazem-se melhoramentos na Sede e instala-se a Escola de Musica. Actualmente, o agrupamento conta com 35 executantes; realiza cerca de 40 serviços por ano.
Em 1994 deslocou-se à ilha Terceira por ocasião da festas Sanjoaninas, onde dignificou o seu nome e o da freguesia de São Roque. |