Foi fundada em 1818 na então vila de Torres Vedras com a denominação de Philarmónica Torriense por iniciativa do comerciante António Manuel Sizudo em colaboração com o Padre Estevens.
Em 1834 após a batalha da Asseiceira acompanha o Marechal Saldanha na sua caminhada vitoriosa Cartaxo-Lisboa. Em reconhecimento dos serviços prestados à causa Liberal, o Marechal concede à Philarmónica Torriense o privilégio de poder usar no seu uniforme espadim, cinturão e barretina.
Em 1 de Maio de 1926 é integrada na Associação dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras, data em que passa a usar a sua actual denominação.
Desde 1926 foram seus dirigentes os maestros: Tenente Costa Brás, Manuel Vargas, Dr. Francisco Xavier de Melo, Dr. António Reis, Joaquim Luís, Emílio Ferreira, António de Amorim Pereira (1943-1975) e Major Mário José da Costa Marques (1975-1985).
Actualmente é seu maestro o Tenente-Coronel João Monteiro da Silva, superintendente da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa.
Fazem parte dos seus quadros cerca de 65 elementos com idades compreendidas entre os 11 e os 75 anos, sendo de salientar o elevado número de jovens.
Tem a funcionar uma Escola de Música que proporciona o ensino da música, teoria musical e prática instrumental.
Contando já com 187 anos de existência muitos terão sido os acontecimentos que marcaram a história da Banda. Da sua história mais recente salientam-se na década de 40 do século XX os concertos radiodifundidos pela Emissora Nacional.
Em 1991 a Banda deslocou-se à Alemanha, a convite da Musikverein-Stadtkapelle Sindelfingen, onde efectuou diversos concertos.
Em 1992 deslocou-se a França, à cidade de Villenave d’Ornon, tendo actuado nesta cidade e em Bordéus, na Feira Internacional.
Em 1993, em colaboração com a Camerata Vocal de Torres Vedras e o Coral Da Capo de Carcavelos, realiza três concertos onde foram executados diversos arranjos para Coro e Banda. Como peça de fundo foi executada a Fantasia Op. 80 de Beethoven para Coro, Banda, Piano e Solistas Cantores, com arranjo e direcção do Maestro João Monteiro da Silva.
Em Agosto de 2005 desloca-se à região autónoma dos Açores, a convite da Sociedade Filarmónica Unânime Praiense, da Praia do Almoxarife, onde realizou concertos, tal como na cidade da Horta.
Das suas condecorações colectivas salientam-se em 1975 o Diploma de Serviços Distintos com que é homenageada pela Câmara Municipal de Torres Vedras. Em 1985, mais uma vez a Câmara distingue-a, agraciando-a com a Medalha de Ouro do Concelho pelos relevantes serviços prestados.
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