Consta que, antes da fundação da Associação Filarmónica 25 de Setembro (na altura chamava-se Sociedade Musical 25 de Setembro), já teria existido em Montemor-o-Velho outra Filarmónica, denominada Real Filarmónica de Montemor, regida pelo maestro espanhol D. Agostinho Pena, que residiu na vila e que a tradição diz ter sido um grande músico.
Fez a Filarmónica atingir um certo nível artístico. Desconhecem-se, no entanto, as datas da sua formação e o seu tempo de duração.
Desorganizada, ficou latente a ideia da criação de uma nova Filarmónica, o que só se viria a concretizar com a vinda para Montemor-o-Velho, em Abril de 1892, de um funcionário de Finanças, de nome Francisco Maria Simões de Carvalho, que era um esplêndido amador de música.
Foi convidado para reger a Banda, o que aceitou.
Depois da sua fundação, a Filarmónica passou por várias fases, algumas brilhantes, mantendo
sempre acesa a chama da música e da cultura populares.
Durante décadas possuiu um Orfeão, dois Ranchos Folclóricos e um Grupo Cénico.
Organizou inúmeros serões artísticos em Montemor e, durante muitos anos, os festejos da Feira Anual de Montemor, uma das mais antigas e concorridas do País.
A Associação Filarmónica comemorou, no ano de 1992, o 1º Centenário, com brilhantismo, sendo seu Presidente Carlos Sousa Mendes e seu regente Gonçalo Rocha.
Actualmente conta com 53 músicos executantes.
A actividade das Escolas de Música, que contam hoje com 39 aprendizes, tem-se revelado de capital importância, não só pelo enriquecimento cultural e educativo dos jovens, mas também pelo preenchimento dos tempos livres dos alunos, de molde a afastá-los de caminhos negativos. |