A Banda de Música de Riba de Ave tem inícios a em 1806, consequentemente há 197 anos atrás, não com a designação actual mas assim com o que viria a ser uma junção, por volta da década de 20, entre duas bandas daquela época que eram a Banda dos Conceições e a Banda do Tojão que viria a denominar-se "Banda dos Conceições e do
Tojão".
Numa terra em que se começava a desenvolver o que viria a ser um polo industrial, no coração do vale do Ave, as fábricas existentes na altura davam trabalho a quem tivesse conhecimentos musicais do modo que a Banda nunca teve falta de músicos oriundos dos diversos pontos do norte de Portugal.
Por volta de 1900, o grande industrial local Narciso Ferreira decidiu passar a custear o agrupamento musical, que passou a denominar-se: "Banda das Fábricas de Riba de Ave", até ao ano de 1949, sendo regida nos últimos anos pelo Maestro Albano Evangelista Pereira.
Em 1950 quando se dá a fundação dos Bombeiros da localidade a esta passou a denominar-se "Banda dos Bombeiros Voluntários de Riba de Ave" mas que na prática nada tinham em comum, sendo regida pelo Cap. Biscaia, da Inf. N.º6 no Porto.
Numa altura de crise onde se dá o fenómeno da emigração a Banda perde grande quantidade de músicos e vê-se forçada a parar 1 ano. Surge então em 1968, com a alteração dos estatutos e contando com sócios, passa até recentemente a denominar-se "Sociedade Artística Musical de Riba de Ave e Banda dos B. V. de Riba de Ave", sob a batuta do Prof. António Brito.
Seguidamente, passaram por esta Banda os mais ilustres maestros de Bandas Militares tais como: Major Oliveira Rebelo, os Capitães Amílcar Morais, Manuel da Silva, António Domingos da Silva, Sarg. José Maria, e Sr. Manuel Torres, um Ribadavense de gema. Ao longo dos anos a sua actividade desenvolveu-se a abrilhantar romarias em todo o país mas mais frequentemente no norte de Portugal, zona de grandes tradições
nos famosos despiques musicais.
Tem no palmarés o prémio de vencedora dos Concursos de Bandas Filarmónicas no Palácio de Cristal no Porto em 1891 e em Vila Nova de Famalicão em 1895. Em 1990 é atribuída á Banda a "Medalha de Honra do Município".
Em 2000 teve uma actuação em Castellon-Valência-Espanha, onde participou num Festival Internacional de Música em conjunto com outras bandas estrangeiras e no ano 2001 a Banda convidou uma banda espanhola de modo a organizar um intercâmbio cultural ibérico o que foi conseguido com grande êxito. Tem tido também forte presenças em Festivais Nacionais de Música onde o último foi em 2002 em Bucelas -
Loures.
Em Setembro de 2008 voltou novamente a Castellon-Valencia Espanha a fim de participar num certame musical em parceria com a Banda Amics de la Musica de San Juan de Moro, ao abrigo do intercambio celebrado entre ambas as bandas onde efectuou um concerto memorável do agrado da assistência presente e ficou na retina dos espanhóis uma saudade que solicitaram outra visita o mais breve possível.
Nas suas actuações apresenta-se com 55 elementos sendo o seu director artístico e maestro Luciano Machado, sargento ajudante músico da Banda do Exercito, sendo um dos solistas do naipe de clarinetes.
No seu elenco, figuram alguns valores como alguns músicos militares e vários alunos da "ARTAVE" - Escola Profissional de Música do Vale do Ave; do "CCM" - Centro de Cultura Musical (Conservatório Regional), da ESMAE do Porto, do Conservatório Gulbenkian de Braga e da própria Escola da Banda, que forja parte dos alunos.
A direcção actual, foi empossada para o biénio de 2009/2010, novamente com Artur Duarte a presidente, tem pela primeira vez na sua história a presença de duas senhoras (Cláudia Guimarães e Teresa Lopes) que face à ausência de pessoas disponíveis para lidar com os destinos da banda se prontificaram a colaborar. |