| Maestro titular | Maestro adjunto | Subchefe |  |  |  | | Major Basílio | ”Não há actualmente” | Sargento-Mor F |
Síntese histórica
Herdeira das mais antigas tradições musicais do Exército Português, nomeadamente através das históricas Banda de Infantaria 1 e Banda de Caçadores 5, é instituída em 1988, por despacho de 25 de Março do Chefe do Estado Maior do Exército, General Firmino Miguel – a Banda Sinfónica do Exército.
Em 1806 as Unidades passam a ser numeradas, cabendo a esta a denominação de Regimento de Infantaria n.º 1. Este regimento adere à causa Miguelista em 1826, tendo na altura uma Música de doze executantes dirigida por um espanhol. O Rei D. Miguel determina em 1832 que este Regimento passe a denominar-se Regimento de Infantaria de Lisboa, mantendo-se a sua Música, embora reduzida a dez elementos, sob a direcção do músico italiano Vazari. Em 1890, por apreço de Sua Majestade El-Rei D. Carlos, pela lealdade e serviços prestados por este Regimento, e querendo dar a sua esposa Rainha D. Amélia, uma prova particular de estima, determina que o mesmo se passe a designar por Regimento N.º1 de Infantaria da Rainha. A sua Banda dá concertos nos aniversários da entrada das tropas liberais em Lisboa nos dias 24 de Julho de cada ano e ainda abrilhanta festivais militares e concertos públicos no Jardim da Estrela e na Tapada da Ajuda.
Com a abolição da Monarquia em 1910, o Regimento volta a designar-se Regimento de Infantaria N.º 1. Sob a chefia de Maximiano Rebelo (que anteriormente tinha regido Caçadores 5), toma parte activa na I Guerra Mundial. Por volta de 1950, considerada Banda de 1.ª Classe, com um efectivo de 60 elementos, eram conhecidos os concertos quer nos jardins públicos de Lisboa, quer na Emissora Nacional. Com o envelhecimento do Aquartelamento de Belém, o Regimento muda-se para a Amadora, fazendo-se acompanhar da sua Banda de Música. Depois de 1975 passa a designar-se Regimento de Infantaria de Queluz, aquando da sua mudança para o quartel fronteiro ao Palácio, tendo a Banda sido ali instalada já em Dezembro de 1974 (área onde ainda hoje se encontra).
Da fusão em 18 de Julho de 1977 da Banda de Caçadores 5 com a Banda do RIQ, resulta a Banda da Região Militar de Lisboa, que tomou parte desde 1978 em Festivais de Bandas Militares, tendo-se deslocado ao Luxemburgo para participar nas comemorações do 135.º aniversário da Banda de Música daquele Ducado.
De um estudo solicitado à Inspecção de Bandas e Fanfarras do Exército (IBFE) resultou o despacho de 21 de Março de 1985 do General VCEME aprovando o quadro orgânico e normas de funcionamento da BANDA do EXÉRCITO, que por motivos vários só foram postos em prática pelo despacho 25/88 de 25 de Março do Gen CEME. Banda representativa do Exército, compreende instrumentistas de corda, de sopro e percussão com um Quadro Orgânico fixado em 105 elementos, sendo seu actual chefe titular o Capitão CBMus Manuel Joaquim Ferreira da Costa. Criada por despacho de 25 de Março de 1988, do Chefe do Estado-maior do Exército, a sua primeira actuação teve lugar em 6 de Maio do mesmo ano. Agregada ao Regimento de Artilharia Antiaérea nº1 (Queluz) para efeitos de apoio administrativo-logístico, toda a sua actividade está na dependência do Chefe do Estado-maior do Exército, através da Direcção de Serviços de Pessoal -Chefia de Bandas e Fanfarras do Exército. Teve por origens e base na sua formação a ex-Banda da Região Militar de Lisboa, esta oriunda da aglutinação em 18JUL77 das Bandas de Infantaria 1 e Caçadores 5, sendo assim a digna continuadora das mais antigas tradições da música no Exército português. A renovação do seu efectivo é feita periodicamente através de concursos públicos, sendo as escolas de música civis, o seu principal viveiro. Funciona como Escola Prática de Música do Exército, ministrando cursos e estágios que visam essencialmente a formação e aperfeiçoamento dos militares músicos e clarins do Exército. Foi ainda responsável por um projecto de cooperação com os países de língua oficial portuguesa (PALOP), ministrando cursos especiais de música. A sua imagem reflecte-se grandemente no seio da população civil, graças à acção dos seus músicos que, de forma superior espelham a sua formação em instituições como a Escola Superior de Música de Lisboa, a Academia Nacional Superior de Orquestra, o Conservatório Nacional, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa e em outras escolas de música e grupos musicais de formação e estilos vários, que integram e/ou dirigem. Depois de uma participação intensa nas cerimónias militares ou de protocolo de Estado, a Banda Sinfónica do Exército actua em desfiles militares - integrando ou não outros Ramos das Forças Armadas; Representa o Exército em Festivais Militares – no país e no estrangeiro, exibindo-se isolada ou em conjunto com outras bandas congéneres. Inserindo as suas actuações no âmbito das actividades culturais e recreativas ou de divulgação do Exército, colabora com as autoridades e organismos civis na realização de concertos musicais.
Desde a sua criação, o seu prestígio e identidade surgiram cada vez mais reforçados pelo extraordinário e progressivo aumento de pedidos de actuações. Nas suas digressões pelo país, destacamos os êxitos alcançados nos concertos levados a cabo na EXPO98, no 1º Festival Internacional de Bandas Militares - Mafra 2001/2 e 3 (actuação conjunta com a Banda Militar Inglesa "The Blues and Royals"), e com a espanhola do comando central da Força Aérea, na Região Autónoma dos Açores, nos Teatros Maria Matos, S. Luís, da Trindade, Coliseu dos Recreios, Palácio Nacional de Queluz, enfim, em centenas de localidades desde o Algarve ao Minho. Outros êxitos obteve em deslocações ao estrangeiro, nomeadamente a França, onde tomou parte na Semana Portuguesa promovida pela Prefeitura de Biarritz em 1988, e em Junho de 1989 a Saumur, no Festival Internacional de Bandas Militares. Em DEZ99 teve a honra de ser a Banda Militar escolhida para integrar a Cerimónia de transferência de Macau para a China.
Por alvará de 07 de Outubro de 2005, foi atribuída à Banda Sinfónica do Exército por S. Exª o Presidente da República, a Medalha de Ouro de Serviços Distintos, condecoração entregue por S. Exª o GENCEME Luís Vasco Valença Pinto por ocasião do Concerto de Primavera no Palácio Nacional de Queluz em 31MAI06. |