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18 de Junho, 2019

Major Jacinto Montezo

Data da entrevista: 23 de Julho de 2004


  • Como foi o seu início na música, quem o influenciou a aprender, que circunstâncias o levaram para a música?

    O meu início na música foi um desastre. A 1ª vez que ouvi uma banda (com 6 anos) não gostei nada. Até tive medo. Estava com a minha mãe e pedi para me levar para casa. Quatro anos mais tarde, tinha eu 10 anos, o meu pai perguntou-me se eu queria aprender música e eu, no momento disse que sim. E comecei a aprender na banda de Paio Pires. Foi o meu pai que me incentivou. A escola da banda assentava na pessoa do Sr. João Teixeira, e foi ele que me ensinou as primeiras notas.

  • Quando se tornou profissional?

    Em 1974, a seguir ao 25 de Abril, estava eu no Instituto Superior Técnico em engenharia de máquinas. A instabilidade política que na altura era patente pelo país fora também se fazia sentir no Instituto. Tínhamos poucas aulas, os prof. não as queriam dar, havia movimentos de revolta entre os professores enfim, era incerto o futuro face ás circunstâncias do momento. Pensei numa forma de ultrapassar essa fase. Fazer a tropa, as coisas entretanto acalmariam e depois regressava ao Instituto. Estava aberto o concurso para a Banda da GNR, concorri e foi neste contexto que entrei, apenas com o objectivo de fazer a tropa e regressar á faculdade, em 1976. O tempo passou, comecei a ganhar gosto pela música, entretanto fui contemplado com uma bolsa para estudar na Polónia durante um mês. E cada vez mais a vontade de ser profissional se foi cimentando.

  • Manteve sempre ligações à Filarmónica?

    Mantive-me sempre em contacto com a filarmónica embora a vida profissional por vezes me obrigasse a algum afastamento.

  • Porque e quando decidiu aprender direcção?

    Em 1982, 6 anos após ter entrado para a GNR, o Ten.Cor. Alves Amorim, que dirigia a Banda de “Os Loureiros”de Palmela, porque tinha as vindimas na sua terra, em Arcos de Valdevez, convidou-me a ir dirigir a banda na sua vez. Eu, inicialmente recusei, e recomendei outros colegas que para além de grande valor tinham mais experiência, pois os meus conhecimentos de direcção eram nulos. O Ten.Cor.Amorim respondeu-me que compreendia mas que preferia que fosse eu. Aceitei, e foi aí a minha primeira experiência de direcção, e gostei. Tomei o gosto e aproveitei todas as oportunidades que foram surgindo. (Lapa-Cartaxo, Alenquer, Carris, Pinhal Novo) Foi nas filarmónicas que comecei a desenvolver as minhas capacidades.

  • Fascinava-o poder ser um dia Maestro da Banda da GNR?

    Ser maestro da banda da GNR é com certeza o sonho de muitos músicos mas não foi essa a razão principal que me fez concorrer ao curso de oficiais. Na altura, as possibilidades de progressão na carreira de sargento eram exíguas, então pensei na carreira de oficial, chefe de Banda, frequentei o curso de oficiais e fui colocado em Évora como chefe da banda da Região Militar do Sul.

  • Naturalmente há diferenças entre dirigir uma Banda Sinfónica e uma Banda Filarmónica.

    É mais difícil dirigir uma filarmónica, por várias razões. Mas, tecnicamente, dirigir uma banda profissional é muito mais complicado. A diferença entre uma banda filarmónica e entre uma banda sinfónica é substancial. Trabalhar a filarmónica é como pegar uma pedra e transforma-la num diamante. A banda sinfónica é um diamante que precisa de um trabalho muito minucioso para ficar perfeito, contudo não podemos lapidar demais se não estragamos o diamante. (banda) Na filarmónica temos uma margem maior para errar. Vão-se notando logo os pequenos ajustes e sente-se quase de imediato a evolução. Na banda sinfónica para se fazer sentir melhoria para além do normal é muito mais complicado. O grau de exigência é muito maior, o nível dos executantes é incomparavelmente diferente, a resposta é outra. Na banda filarmónica as preocupações do maestro são muito diversificadas: muitas vezes cingem-se a ter em conta a atenção dos executantes para que não se esqueçam de entrar aqui ou ali, a interpretação é muito leve se não esquecida, os conhecimentos muitas vezes parcos dos executantes significam para o maestro atenção redobrada para que sejam reduzidas ao mínimo as hesitações dos músicos, a preocupação em ter os músicos concentrados é constante. Na Banda sinfónica essas preocupações não existem e a atenção aos aspectos interpretativos são de redobrada importância. É lógico que não é assim tão simples e não é com meia dúzia de frases que se define o trabalho da filarmónica e da banda sinfónica. (profissional)

  • Quando começou a dar formação a Músicos Filarmónicos?

    Em Portugal, foi em 2002. A empresa Cardoso & Conceição, de Sta Maria da Feira, convidou-me a fazer um curso de direcção para jovens maestros, na Academia de Musica de Fornos, na Feira, com o objectivo de lhes transmitir conhecimentos na área teórico-prática da direcção de Banda e abordar com eles aspectos relacionados com a comunicação entre maestro e músicos bem como a convivência entre as diversas faixas etárias, que sempre existem nas filarmónicas e que muitas vezes o descorar desses aspectos provoca sérios danos, não raro irreparáveis, no seio destas instituições. Aceitei. Foi o primeiro curso ou estágio de direcção. A orquestra de Sopros da Academia foi o suporte para os candidatos trabalharem a técnica e durante um fim-de-semana, 25 alunos, uma banda e eu realizamos o evento. No fim todos se mostraram contentes e satisfeitos com a experiência e com vontade de a repetir a um nível acima. Desde então repetiram-se em vários pontos do centro e norte do país.

  • Que panorama encontra (cultura musical) quando começa um novo estágio ou curso de direcção?

    Hesitação no início, timidez, poucos conhecimentos. No fim, assimilação, entusiasmo e vontade de repetir. No entanto é de salientar que perante um curso de tão curta duração não é possível obter grandes resultados ou modificações nas técnicas e práticas de direcção.

  • Com que bagagem ficam os seus instruendos no fim dos estágios de direcção?

    Ninguém aprende a dirigir num fim-de-semana. Contudo algo se aprende. Sobretudo cria-se gosto pela técnica de direcção e motivam-se os alunos para prosseguir o estudo tendo por base as linhas mestras apresentadas em cada curso. Os cursos (ou estágios) têm como objectivo dotar o aluno de maior capacidade de discernimento das dificuldades técnicas que poderão surgir na direcção de banda e formas de as ultrapassar.

  • Sabemos que os participantes nos seus cursos ficam radiantes com o seu método, com a forma como comunica, como expõe as suas ideias e com o conforto que lhes proporciona durante os momentos de trabalho. Crê que é um dos problemas sérios, no tecido filarmónico, a deficiente comunicação entre o regente e a banda?

    Deveremos ter sempre em conta que música é também comunicação e a comunicação é feita nos dois sentidos, logo é fundamental existir uma boa comunicação entre o maestro e a banda. A forma como se comunica e a capacidade de comunicação de cada maestro permite uma maior liberdade de expressão da banda, um maior à vontade na execução e uma maior responsabilidade de e entre cada um. A deficiente comunicação ou a falta da mesma implica a existência de problemas nas bandas que deverão ser resolvidos com urgência mas com bom senso, coerência e serenidade.

  • Estarão os maestros das Filarmónicas menos bem preparados, em termos de relações humanas, para o cargo?

    Julgo que actualmente estão mais bem preparados do que há uns anos atrás, mas deveremos ter em atenção que há e sempre houve excepções à regra. Para existirem excelentes relações humanas entre o maestro e a banda é necessário ir um pouco mais além da confiança e do conhecimento mútuo, é preciso entrar no campo da psicologia e sociologia, em especial de grupo.

  • Sob o seu ponto de vista que nome deveríamos dar a quem dirige uma Banda Filarmónica? Maestro, regente, mestre, director ou qual?

    Maestro é a perfeição, é o topo, o mais completo. Mestre é aquele que ensina que dirige também, apesar das suas limitações (embora nalguns casos possa ser precisamente o contrário). Regente é o que rege a Banda, o que marca os compassos. Director é um termo que pouco se utiliza em Portugal mas que pode ser definido como o regente que também tem funções de direcção na banda ou colectividade. Em Portugal é vulgar utilizar indiscriminadamente o termo maestro. Não creio que esteja correcto mas os usos e costumes fazem lei e creio que existem problemas mais importantes a resolver nas filarmónicas do que o nome que se há-de dar à pessoa que dirige.

  • Que estrutura têm os seus cursos de direcção?

    Uma parte teórica e uma parte prática. A parte teórica visa abranger alguns aspectos gerais sobre regência com especial incidência no aspecto social, e a história da regência das filarmónicas. A parte prática tem em vista trabalhar a postura e as formas de direcção e a comunicação entre o maestro e os executantes. É fundamental a comunicação. O maestro tem de se fazer entender, o músico tem de entender as indicações e a interpretação do maestro.

  • Quando se desloca ao estrangeiro que diferenças encontra comparativamente ao nosso panorama?

    Bons técnicos, muito estudiosos e aplicados mas com menos alma na execução.

  • O que é e o que deveria ser para si uma Banda Filarmónica?

    Um grupo de amigos da música. Há sempre pessoas com funções diferentes. Os músicos, direcção, organização. Satisfação das necessidades dos músicos e do meio onde está inserida.

  • Temos bons compositores para Banda em Portugal?

    Temos bons compositores. Mas é necessário mais repertório e maior diversidade.

  • Temos bons maestros de Banda em Portugal?

    Temos várias situações: Bons amadores, bons curiosos e acho que temos pessoas que estariam muito bem a desenvolver outra actividade. O maestro ideal tem de saber o que quer, ser trabalhador, organizado, e conseguir fazer-se entender pelas pessoas que tem pela frente. Capacidade de regência, seleccionar devidamente o repertório mais adequado á banda, estimular ou motivar o seu pessoal a trabalhar, ter dimensão humana, e ter uma grande capacidade de comunicação. Já vi maestros de banda por quem eu não dava nada que fizeram melhor trabalho que aqueles que eu pensava que eram espectaculares. Temos bons maestros agora a percentagem de maestros bons é discutível.

  • Fale-nos da diferença entre repertório de qualidade e repertório difícil.

    Há repertório que, à primeira análise, dá a sensação que os compositores tentaram dificultar ao máximo a vida dos músicos e o resultado não é nada especial. O repertório de qualidade é aquele que a banda consegue tirar partido dele, que o maestro o entenda, que se encaixe dentro do espirito da banda e que consiga transmitir algo á assistência. Sem ser necessariamente difícil sob o ponto de vista técnico. No entanto há repertório difícil de excelente qualidade. Ser de difícil execução não significa necessariamente de qualidade, e, repertório fácil de tocar pode ou não, ser de excelente qualidade. É necessário saber enquadrar o repertório no contexto da assistência, da banda e das circunstâncias envolventes. Repertório de qualidade para mim é aquele que exige da banda, que faz com que a banda consiga transmitir toda a sua capacidade de execução á assistência e que pode cativar essa assistência a tomar atenção a uma obra que não conhece. O repertório difícil pode ser de qualidade mas nem sempre.... A qualidade tem a ver com vários factores.

  • Diga-nos, no seu entendimento, o que uma banda deveria tocar num arraial? Repertório popular, festeiro, de fácil reconhecimento pelo público, ou repertório de qualidade, dos grandes compositores, erudito?...

    Contextualizar em função da assistência e da atmosfera envolvente, mas nem sempre é assim. Há que ter em conta e respeitar as tradições da própria zona onde se actua. Se há um determinado hábito de repertório numa certa terra ou região a mudança ou intenção de mudar deve ser gradual, pouco a pouco. Não podemos no entanto esquecer a função didáctica das bandas em meios por vezes carenciados de espectáculos musicais.

  • Como deve ser seleccionado o repertório para uma Banda?

    Tendo em consideração as características da própria banda, as funções que desempenha, os locais onde actua. A selecção de repertório que se enquadre no espirito da própria banda é uma boa solução.

  • Que passos recomenda, a uma Banda Filarmónica, para montar uma obra pela primeira vez?

    A obra pode ser montada por blocos ou por elementos, por compassos, por temas, mas há um aspecto fundamental para montar uma obra: É que precisamos assimilar a ideia da obra, primeiro que tudo. O Maestro tem de estudar a partitura exaustivamente, integra-la no período histórico, conhecer o compositor, conhecer esse período da vida do compositor e conhecer a que se destina ou a que se destinou. Saber se o agrupamento que tem pela frente é capaz ou não de a executar. Se é possível ser executada, entregar a obra atempadamente aos músicos para que a possam trabalhar previamente, depois então fazer a interpretação. Essa interpretação deve ser tão explicada quanto possível para então, pouco a pouco, colmatar as lacunas que existem. É possível estudar a obra pelas partes fundamentais, contudo esse tipo de estudo tem alguns inconvenientes: é que olvidando as partes acessórias podemos esquecer as pontes de ligação de um trecho para outro que, regra geral, são fundamentais para a montagem da obra.

  • Como ultrapassar as dificuldades técnicas numa obra que aparenta ser complicada?

    Se a obra é interessante e cativa a atenção dos músicos é lógico que eles conseguem com alguma facilidade estudar as obras. Temos de no ensaio estudar com os músicos para os cativar e motivar. Não obstante se o maestro tiver gosto e interesse na obra a motivação é quase suficiente para motivar os músicos. O maestro tem de conhecer bem a obra, explicá-la aos músicos e apresentar-lhes as dificuldades para que as possam ultrapassar. Reservar nos ensaios um pouco para ensaiar com eles. Fundamentalmente não conseguimos motivar ninguém se não estivermos motivados.

  • Como “obrigar” estimular os músicos filarmónicos a estudar as peças, quando muitas vezes trabalham duro na sua profissão e no fim do dia querem é descansar?... Como dirigir-se a um filarmónico de 70 anos e dizer-lhe que tem de estudar o seu papel porque não está tecnicamente bem trabalhado, e está a prejudicar o acabamento da obra, quando este homem que ajudou a vencer muitas dificuldades na Banda quer é uma palavra de apreço por ainda estar ao “serviço” e até já fez muito pela instituição, e sente que o estão a “escorraçar”?

    Carinho e respeito são a chave para a relação com os idosos e jovens. O Maestro tem de convencer a Banda que a obra é excelente. Que a nossa escolha é acertada. Nós escolhemos mas quem vai tocar são os músicos. Precisamos que a comunicação seja fácil e clara. O músico, independentemente da idade que tenha, é importante no grupo e que sem ele não funciona. E é verdade, todos fazem falta. O maestro tem de ser ao mesmo tempo na filarmónica, um pai, um professor, um amigo, um camarada, um psicólogo. Ás vezes ou em certas circunstâncias a parte musical é o menos importante.

  • Que futuro têm as bandas?

    As bandas fazem parte da nossa identidade cultural. É difícil as bandas acabarem enquanto houver todo um colectivo que as adora e as mantém. Enquanto as populações tiverem tempo para se recriarem, para se divertirem, para a cultura as bandas existirão. As tradições populares são fundamentais para a nossa identidade cultural. O povo sabe escolher e filtrar o que quer. Vemos muitas vezes fenómenos sazonais de artistas populares que arrastam multidões, que parecem que ultrapassam as bandas e que elas cairão no esquecimento mas na verdade passam esses “artistas” e a banda continua....A Banda Filarmónica é um factor de agregação ou de congregação de uma sociedade em torno de objectivos comuns: defesa de interesses culturais, regionais e nacionais.

  • Que rumo deveriam tomar?

    O rumo que uma banda deve tomar está dependente de inúmeras variáveis mas deverá sempre ter em conta o repertório e a qualidade de todos os factores envolventes e influenciáveis da banda.

  • A preferência deve dar-se sempre aos mais novos?

    Os mais novos devem ser acompanhados, acarinhados e incentivados o que é diferente de dar sempre s preferência aos mais novos.

  • Os velhos já deram o que tinham a dar?

    Os mais idosos são uma fonte de conhecimentos que embora possam já não ter as capacidades dos mais jovens são uma mais valia numa filarmónica que não deve ser descurada.

  • Usa sempre Batuta a dirigir? É indispensável?

    Não uso sempre nem acho que seja indispensável. A batuta é um precioso auxiliar da regência em determinadas situações. Mas a direcção com as mãos é mais expressiva do que com a batuta. Acho que a Batuta ajuda em determinado tipo de gestos, nomeadamente nos gestos mais minuciosos ou nas obras em que necessitamos de gestos mais curtos ou mais elaborados. As mãos são mais expressivas e ás vezes apenas com os dedos expressam muito melhor. Para o género dito clássico prefiro a batuta. Quanto ás características da batuta não existem regras definidas em relação ao seu comprimento: O maestro tem de se sentir bem com a batuta e a mesma deverá ser tida como uma extensão do próprio.

  • Que dimensão e que características deve ter a batuta?

    Varia de pessoa para pessoa mas eu prefiro as batutas leves, pouco flexíveis e entre 30 a 40 cm de comprimento.

  • Qual foi o maestro que mais admirou ou admira? Porquê?

    Leonard Bernstein pela sua forma de comunicar e pelo excelente pedagogo que foi.

  • Usa sempre as duas mãos a dirigir, ou sempre que é necessário? Porquê?

    Eu utilizo todo o corpo embora, e por razões óbvias, utilize mais as mãos. A utilização de uma ou das duas mãos deve ser um factor a ponderar no estudo da obra e no desenvolvimento do trabalho e técnica de direcção nomeadamente em relação ao que se pretende transmitir ou exigir.

  • Dirige sempre com a partitura na frente? Ou dirige de memória? Há alguma vantagem?

    Dirigir de memória tem vantagem de dar mais atenção aos músicos contudo tem o inconveniente poder haver um lapso e o maestro esquecer-se de pormenores importantes. Dirigir com partitura e concentrar-se muito nela excessivamente é como se apenas marcasse o compasso.

  • Que postura deve ter o maestro á frente da Banda? Duro ou frio, simpático, indiferente?

    Sendo a música uma arte de comunicação o maestro não pode ser duro, frio ou indiferente. O Maestro tem de adequar a sua postura ao contexto do momento, ao grupo que tem à sua frente e ao grau de conhecimento que tem dos mesmos.

  • Que futuro perspectiva para si?

    Não julgo que o meu futuro possa ter interesse para os leitores desta entrevista.

  • Quem o vai substituir na Banda da GNR?

    Julgo que esse assunto será ponderado e decidido no momento oportuno pelo comando da GNR.

  • Que conselhos daria a um jovem que quer, como o Sr. Major quis, vir a ser profissional da Música?

    Além de bom músico tem de ser honesto, franco, coerente e com muita vontade de trabalhar.

  • O que acha deste site: bandasfilarmonicas.com? Que utilidade vê para o meio musical?

    O SITE bandasfilarmonicas é muito importante. Deveria ser mais divulgado. Falta-lhe, quanto a mim, uma parte de formação musical em que pudesse ser abordado um tema, tecnicamente, de tempos a tempos, para que os músicos pudessem á vontade, absorver aí conhecimentos que lhe serão úteis. Acho que o site é muito útil e poderá melhorar.