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 José Brito
09.Dez.2004
 

 

 Como foi o seu início na Música?

Tinha 11 anos. Como tinha um primo meu a aprender musica o meu pai um dia perguntou-me se eu também não queria aprender. Eu disse que sim!! Mas nem sequer sabia que instrumento queria… Levou-me o meu pai um dia à Academia de Paços de Brandão, em Santa Maria da Feira, e foi-me mostrada uma montra onde estavam instrumentos e perguntou-me qual deles queria aprender. Eu olhei com alguma atenção e curiosidade - estavam lá vários instrumentos - vi um instrumento com muitas “chaves” e disse ao meu pai : - “Quero aquele!” Nem sequer sabia que se chamava Saxofone!!!!



 Fez o curso de Saxofone?

Comecei com o saudoso Prof. António Gomes e terminei o curso, naquela Academia, da minha terra, com o Prof. Domingos Freitas.



 Como surgiu o interesse pelas Bandas?

Como muitos jovens (da altura e de hoje!!), reprovei a matemática no 12º ano. Tinha pela frente um ano praticamente parado, só com aquela disciplina para fazer, bem como a Academia de Música! O meu Professor de Saxofone de então aconselhou-me a concorrer à Banda do Exército do Porto, se não mais, para fazer o serviço Militar, e era uma responsabilidade na minha vida que ficava “arrumada”. Não achei má ideia e lá fui concorrer. Foi a minha primeira Banda.



 Como surgiram as Filarmónicas?

Depois de estar no RIP - Banda do Exército - recebi um convite de um 1º Sargento que dirigia a Banda dos “STCP” (similar à Carris de Lisboa), o Sr. Armindo Nunes, para fazer parte do seu efectivo. Foi a minha primeira Banda Filarmónica. Depois seguiram-se outras…



 Quando entrou para o Exército tinha intenção de seguir a carreira militar?

Não! Queria apenas cumprir o serviço Militar Obrigatório e voltar para a vida civil. Um dia a conversar com o então Alferes Gonçalves (o célebre Ratinho) numa viagem de autocarro (77) do RIP para S. Bento, ele convenceu-me a ficar. Disse-me que tinha muitas qualidades, que poderia ir longe se seguisse a carreira militar, que a vida “cá fora” estava difícil.... convenceu-me pelo menos a tentar!! Entretanto abriu um curso para Sargentos, concorri, fiquei aprovado. Frequentei o 15º CFS que durou dois anos e no final fui colocado na Banda do Exercito em Queluz. Foi assim que entrei definitivamente na carreira profissional.



 Contudo não parou de estudar?..

É verdade! Não gosto de ficar parado!! E sei que a única forma de “agarrarmos” oportunidades é estarmos preparados para elas. Logo que terminei o Curso de Sargentos fui acabar o 12º ano! Entretanto abriu o Curso de Direcção de Orquestra, na Academia Nacional Superior de Orquestra e, de novo, fiquei aprovado. Fui, juntamente com o Maestro António Ferreira (que não está ligado às Bandas),um dos primeiros a terminar o Bacharelato em Direcção de Orquestra.



 Porquê Direcção se a sua formação era em Saxofone - como instrumentista ou eventualmente como professor?

Depois de ter decidido seguir música comecei a interessar-me por ela num âmbito geral. A direcção era uma área que me fascinava por todos os contornos que a envolve. Surgiu uma oportunidade, eu reunia condições, aproveitei-a! Preferia Direcção de Banda, por ser a área onde trabalho, mas como não havia...



 Que aconteceu depois do Curso Superior de Direcção de Orquestra?

Infelizmente em Portugal, não havia grau acima que pudesse frequentar. Continuei a ser músico na Banda do Exército, continuei a trabalhar, estudar repertório, a ouvir muita música, a assistir a concertos de bons e maus maestros e a participar em projectos pontuais. Mas não parei!!!



 E como foi parar à Direcção de Bandas Filarmónicas?

Enquanto frequentava o curso na ANSO, um dia fui recomendado pelo, na altura, Cap. Montezo, para a Banda da Sociedade 1º de Dezembro do Montijo. Falei com o meu professor de Direcção de Orquestra para saber a sua opinião, se me seria útil. Ele disse-me que fazia bem. Que tomasse conta do projecto. Incentivou-me a fazê-lo, dizendo-me que “Música é Música, quer seja numa Orquestra ou numa Banda!”



 Considera que teve um bom professor, o Maestro Jean Marc Burfin?

Muito bom! A ele devo tudo o que sei como Maestro em todos os domínios que envolve a Arte da Direcção. Não só no aspecto musical. Alguns aspectos de relacionamento musical com músicos, com instituições, etc…



 Fez um curso de quatro anos para aprender a arte da direcção e licenciar-se nessa mesma arte. Será que são precisos tantos anos para aprender a dirigir uma Banda ou uma Orquestra?

Fiz quatro anos numa escola superior e considero que não sei e nunca saberei tudo!!! Ser finalista de um curso, ainda que no nível superior, não significa que se saiba tudo acerca da arte ou ciência que se pretendeu aprender. Na realidade aprende-se muito, mas ficamos com a noção de, como dizia o filosofo, quanto mais há para aprender. É o resultado do nosso trabalho que vai justificar o que aprendemos numa Licenciatura ou outro nível. A base para nos projectarmos para um determinado trabalho, está lá, no que aprendemos. Agora se somos capazes, mercê do que assimilamos no curso, no nosso trabalho atingir um nível elevado, só o tempo o dirá, não o título ou o grau académico que conseguimos em quatro ou mais anos. E mais, não há curso nenhum que nos prepara para a realidade que vamos encontrar no dia-a-dia!! Lidamos com pessoas, não com máquinas e é aqui onde reside a maior dificuldade que encontro!!



 Que matérias abordou no seu curso?

Além da Direcção, tive Análise, Estética e Historia da Linguagem Musical, Sociologia da Música, Piano, Orquestração, Redução de Partituras ao Piano, Acústica e Organologia, Gestão e Produção de Orquestras, Psicologia Prática de Grupos, etc…



 Considerando que os nossos Maestros das Bandas Militares formam-se para a arte de dirigir no fim de dois anos de curso, nas próprias Instituições, e que depois vão dirigir músicos, instrumentistas, com licenciaturas em escolas superiores e até mestrados, não acha que haverá uma certa desproporção de conhecimentos, invertida, entre quem dirige e quem é dirigido?

Eu não vejo o caso assim dessa forma linear! Há bons músicos que não têm nenhum curso superior! Também há bons maestros que não têm qualquer formação académica na área! São poucos, mas existem!!! Mas respondendo à questão, em certos casos é um facto. Creio que, numa ou noutra circunstância, poder-se-á criar um certo desconforto em certas cabeças… Pode originar até um certo descrédito na classe… Também acontece o contrário, quando temos pela frente músicos com muitíssimo menos conhecimento do que seria desejável, ou que até não deveriam sequer ocupar o lugar que ocupam não temos que os estar a embaraçar vez após vez!.. A menos que o provoquem constantemente!... Cada um deve saber analisar os seus limites e saber situar-se neles… Quer seja Maestro quer seja Músico, é a minha opinião… Mas a qualidade dos Maestros Militares tem muito a ver com as matérias em que são examinados, os tipos de prova que prestam, os examinadores, etc…



 Consegue fazer-se respeitar pelos músicos independentemente do posto que ocupa, ou recorre à hierarquia para impor as suas ideias?

Não são os galões que impõem respeito. Está totalmente deslocado aquele que recorre aos galões para se fazer entender ou para impor o respeito artístico. Os galões apenas diferenciam os postos. A disciplina e a ordem nos ensaios também depende do respeito artístico que os músicos tem pelo Maestro. Disso não restam dúvidas.



 Acha que as Bandas Militares ainda são uma referência para as Bandas Filarmónicas, ou já não é tanto assim?

Na verdade já não é tanto assim. A diferença substancial entre uma Banda Militar e uma Filarmónica (de hoje) reside no facto de uma ser profissional e outra não. A desproporção em termos artísticos que deveria existir entre uma e outra é cada vez menor. Pelo seguinte: Hoje temos nas Bandas Filarmónicas muitos bons músicos, como nas Bandas Militares (muitos deles fazem parte de ambas), e também em termos de quantidade já começam a haver Filarmónicas tão grandes como as Militares. O nível começa a aproximar-se. Claro que são coisas distintas. Contudo, as Filarmónicas estão próximas do povo e as Bandas Militares estão voltadas mais para a instituição. É mais fácil uma Banda Filarmónica rapidamente conseguir reunir músicos de bom nível, do que uma Banda Militar pelos requisitos que isso implica (extra-musicais).



 Quais são os requisitos para ser um bom Maestro?

Primeiro ser músico, depois adquirir todos os conhecimentos necessários para exercer a função. Trabalhar bastante!! É também necessário enfrentar o medo ou o receio de dirigir.



 Como e onde aprender a arte de direcção de Banda em Portugal?

Em Portugal, para além da Academia Nacional Superior de Orquestra, não existe nada relativamente a Banda. Há que aproveitar as Master Classes que vão existindo pelo país fora (ainda bem) embora sirvam apenas para aflorar os assuntos pela “rama” ... Em Portugal é necessário ser criativo e ir estudando de forma autodidacta.



 Acha que os Maestros em Portugal conseguem fazer um bom trabalho?

Alguns. Numa faixa muito pequena. Com muitas lacunas, mas vão fazendo o que podem. Concordo com o que diz o Jorge Almeida na sua entrevista a este site: “A quantidade de Maestros bons que existe nas Bandas cabe na palma das nossas mãos”. Concordo plenamente. Muitos bons maestros significaria muito boas Bandas.



 Mas, em sua opinião, como temos mais de 700 Bandas Filarmónicas, como poderíamos formar mais de 700 Maestros?

Criando cursos nos Conservatórios, nas Academias, nas universidades. Os candidatos a maestro deveriam frequentar esses cursos. Acontece que a muitos são dadas as oportunidades de direcção e eles em lugar de se desenvolverem tecnicamente para a função deixam de estudar, porque já sabem tudo!!!



 Em direcção o gesto é tudo?

É. É necessário aprender a mímica ideal e fazer com que os músicos a entendam. Creio que muitos dos nossos maestros tem muita sorte em que os músicos entendam o que gesticulam.



 Considera que o Maestro se deve manter em formação contínua?

Sempre, sempre, sempre!!! Estudar partituras, ouvir muita música, assistir a concertos, estudar, analisar etc... Não há boas Bandas nem más. Há bons e maus Maestros. Tudo se aprende. Se existir vontade!!!



 Mas atendendo a que há Bandas com músicos de muito bom nível e Bandas com músicos de nível muito modesto ou baixo, como poderemos confirmar a veracidade da sua afirmação: “Não há boas Bandas nem más. Há bons e maus maestros”?

É fácil! Cumpre ao Maestro diligente enquadrar o repertório no nível da Banda. De que serve tentar tocar o “1812” se a Banda não tem capacidade para o fazer ? Também se vê nessa circunstância a qualidade do director artístico. A selecção do repertório é um aspecto de extrema importância que reflecte também a cultura do próprio Maestro, a sua sensibilidade e até a sua personalidade.



 Considera-se um bom Maestro?

Não devo ser eu a dizê-lo. Mas situando-me no meio que me rodeia creio que cumpro o que artisticamente me é exigido. Não se trata de imodéstia. Apenas de realidade!!



 Considera que a Banda Sinfónica da PSP tem um excelente nível?

Considero-a, neste momemto a melhor Banda Sinfónica Portuguesa!! Sem desprestígio das outras, efectivamente!



 Mas a Banda Sinfónica da GNR foi e é considerada a mais carismática de sempre pela qualidade dos seus músicos. Acha que a Banda da PSP está melhor?

Está. Não tenho dúvidas. A Banda da GNR está a atravessar um período mau em termos de pessoal. Quem faz as Bandas são os músicos e não a tradição. A carência de músicos que neste momento tem a Banda da GNR reflecte-se na sua qualidade. Isto não é novidade para ninguém. São fases que as Bandas atravessam, que toca a todas, e nesta altura toca à Banda da GNR. Não significa que esteja má. Nada disso. Mas que não está ao nível dos seus melhores dias, em minha opinião, não está! Isto, com todo o respeito que me merecem todos os seus componentes. Espero que a Banda volte rapidamente aos tempos áureos que conhecemos.



 Nos concertos da Banda Sinfónica da PSP privilegiam os compositores portugueses?

Sempre inserimos no repertório dos nossos concertos os compositores Portugueses. Entendemos que é nossa obrigação faze-lo. Acho que lhes devemos essa honra.



 Conhece os compositores que neste momento estão a escrever para Banda, como Carlos Marques, Afonso Alves, Luís Cardoso, Jorge Salgueiro, o Alexandre Coelho etc?..

Sim conheço-os a todos e de quase todos toquei obras. São excelentes compositores.



 Toca na Banda Sinfónica qualquer um destes compositores que referimos, sem qualquer preconceito?

Sem preconceito absolutamente nenhum. São tão bons compositores como os dos outros países. Nós é que temos a "mania" de pensar que não. Pensamos que tudo o que vem de fora é que é bom!!!



 Acha então que agora temos um leque de bons compositores para Banda em Portugal?

Muito bons, os de agora e de outros tempos! Começamos a ter mais uma geração de muito bons compositores para Banda, felizmente.



 Sabemos que já colaborou com o INATEL, como formador. Que nos diz relativamente ao trabalho que lá se desenvolve neste momento?

É pouco produtivo o sistema que adoptam! Foi apresentado por mim uma vez um projecto de trabalho, com continuidade, que seria “cimentado” com o tempo, com objectivos definidos à partida, mas não foi aceite. Foi uma decisão de quem de direito e as coisas continuam um pouco desfasadas da realidade dos objectivos!



 O que é para si uma Filarmónica?

Uma sociedade Filarmónica é um ponto de convergência de pessoas com o fim de conviverem de forma culturalmente sadia. É um centro de promoção cultural muito importante no nosso país. Como diz o Jorge Almeida “é o ex-libris cultural” no âmbito da música Filarmónica do nosso país. Temos sopros do melhor que há, derivam das Filarmónicas como se sabe, e não precisamos de recorrer ao estrangeiro nessa área.



 Artisticamente, sente que as Filarmónicas estão a evoluir?..

Estão, de facto, a evoluir em termos de repertório, qualidade artística, de organização, etc…. Outro aspecto é o de hoje já não haver (salvo algumas, raras excepções) polivalência nos professores das Bandas. Especialistas em cada instrumento garantem hoje a evolução que estamos a assistir!!!



 Atendendo a que no Norte as Filarmónicas auferem rendimentos pelos seus serviços (romarias) e no Sul não, mas as Filarmónicas do sul sobrevivem, qual destas realidades acha que vai ter mais futuro?

Não podemos dizer que qualquer destas realidades está em risco. Agora que os encargos elevados possam ser um caso sério para as Bandas do Norte, também não digo que não... Mas todas já passaram por períodos difíceis e souberam ultrapassá-los. Com certeza que no Norte o saberão controlar se alguma vez essa hipótese surgir. No sul, salienta-se talvez mais o espírito Filarmónico do “amor à camisola”. Não se busca a receita em proveito próprio mas o convívio e o divertimento aliado à arte da música, embora também existam os “paristas”!!!



 Tem alguma coisa contra os despiques no Norte?

Não. Nada. Concordo até com a rivalidade sadia, não doentia. Toquei durante anos nos despiques do Norte. Uma vez toquei numa determinada Banda, numa romaria que tinha duas Bandas, e depois de um intervalo, prestes a iniciar-mos o concerto, ouvimos o speaker do som dizer: - Agora vai começar o combate entre as duas “afamadas” Bandas! Ora isto é revelador do espírito de rivalidade que existe nalguns casos no Norte...No Sul também os há, mas não neste plano...



 Usa sempre a batuta a dirigir?

Não. Nem sempre.



 Que sugere como técnica de ensaio para ultrapassar as dificuldades “técnicas” das obras?

Ensaiar uma obra é como estudar um instrumento! Isolar os problemas, trabalhar num andamento que permita chegar ao fim da passagem sem erros, ir aumentando o tempo até ao desejado!!! No entanto não existe nenhuma formula mágica!! A formula é o trabalho… do instrumentista principalmente! Num ensaio não é para ver os aspectos técnicos de cada um! Isso é em casa, individualmente!!!



 Como trabalhar, nas Filarmónicas, com as diferentes faixas etárias e as diferenças em termos de capacidade artística?

Carinho e atenção, com muita paciência, sem demonstrar desprezo pela falta de capacidade dos músicos sejam novos ou idosos. É dever do maestro estudar e entender as limitações de cada um.



 Que projecto de trabalho acha que deve ser o de um maestro que dirige uma Banda Filarmónica?

Cada caso é um caso. Entendo que os maestros devem estudar as Bandas por forma a rentabilizar os seus recursos no máximo. Estudar o meio onde estão inseridas e dinamiza-las nesse contexto o tempo todo, quer tenham serviços (de romaria ou outros) ou não. Defendo que a Banda deve trabalhar continuamente embora nalgumas circunstâncias ou períodos possa diminuir o ritmo de trabalho.



 Que importância reconhece que tem o site Bandasfilarmonicas.com?

O Site é impecável. È extraordinário para o meio. Pontualmente aparece no fórum um ou outro com comentários fúteis e desnecessários - à boa maneira portuguesa. Mas a tendência é irem desaparecendo, dando lugar aqueles que intervém com assuntos de real interesse para todos. O Site é realmente uma mais valia para o meio.

Agradecemos muito a sua disponibilidade para esta entrevista. As suas opiniões são muito importantes para o meio Filarmónico em geral. Sentimo-nos muito honrados em tê-lo connosco nesta grande família, amiga da música.

Bandasfilarmonicas.com
Novembro de 2004




 

Curriculum de José Brito

Nasceu Rio Meão, Santa Maria da Feira, iniciando os seus estudos musicais com a idade de 11 anos, na Academia de Música de Paços de Brandão onde concluiu o curso de Complementar de Saxofone.

Em Janeiro de 1985 ingressa no Serviço Militar, como músico, na Banda da Região Militar Norte. Passou ao Quadro Permanente do Exército em Agosto de 1988, ficando colocado na Banda do Exército como solista em Saxofone Alto, atingindo o posto de Sargento Ajudante. Durante a sua permanência no Exército ministrou as disciplinas de Saxofone, Harmonia, Transcrições Musicais, Instrumentação, Acústica e Organologia aos diversos cursos de promoção da especialidade, incluindo elementos oriundos dos diversos PALOP´s. Em Junho de 1999 concluiu o Curso Superior de Direcção de Orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra, na classe do Maestro Jean-Marc Burfin (então Maestro assistente da Orquestra Metropolitana de Lisboa ), conferindo-lhe a Licenciatura em Direcção de Orquestra. Durante a frequência do curso dirigiu regularmente a Orquestra Académica Metropolitana em concertos realizados em diversas localidades do país.

Participou em algumas Master Classes de Direcção de Orquestra, sendo de salientar em Fevereiro de 1995 com o Maestro suíço Luca Pfaff, em Julho de 1995 com o Maestro francês Jean-Sébastien Béreau e em Maio de 1998 com o Maestro Robert Delcroix.

Na Direcção de Banda participou na Master Class promovida pela Universidade Nova de Lisboa, ministrada por Sir David Whitwell, em Janeiro de 2002, constituída por uma sessão prática sobre “Sonoridades das Bandas” e por uma conferência subordinada ao tema “The Role of the Wind Bands in the 21st Century” (“O Papel das Bandas no Séc. XXI”). Em Novembro do corrente ano, participou na Master Class de Direcção de Banda ministrada pelo Maestro norte-americano Dr. Mitchell Fennell que decorreu na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa.

Durante a sua Licenciatura foi convidado a leccionar a disciplina de Orquestra no Conservatório Metropolitano de Lisboa, História da Música e Saxofone durante os anos lectivos de 96/97 a 00/01. Como professor de Saxofone leccionou durante alguns anos na Escola de Música Leal da Câmara, em Rio de Mouro (Sintra). Em Abril de 97 participou numa Master Class de Saxofone ministrado pelo saxofonista francês Jean-Ives Formeau, realizado no Fórum da Maia.

Foi membro fundador , Director Artístico e Maestro da Orquestra de Sopros de Sintra e da Camerata Instrumentalis da Amadora. Faz parte do Corpo de Formadores dos “Cursos Nacionais de Aperfeiçoamento de Regentes Amadores” promovidos pelo INATEL.

Foi Maestro da Orquestra de Sopros do “I Curso para Jovens Músicos de Leiria” e Professor de Música de Câmara do “V Curso para Jovens Músicos de Caldas da Rainha”, em 2000. Convidado para ministrar uma “Aula de Música”, no Salão Nobre da S.F.U.M. “Os Amarelos”, em Moura, integrada na FESFORJOVEM e subordinada aos temas A Origem da Música e Instrumentos Musicais, bem como participar numa Conferência onde foram debatidos alguns assuntos relativos aos diferentes tipos de Música e a sua relação com a Juventude actual. Foi monitor de Saxofone no “Xmas Master Class 2003” realizada em Dezembro de 2003 na S.F.U.M. “Os Amarelos”. Tem feito parte do Corpo Docente dos “Cursos para Instrumentistas e Regentes” promovidos pelo Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Desde Setembro de 1994 dirige a Banda e a Orquestra Ligeira da Sociedade Filarmónica 1º Dezembro, do Montijo.

Em Maio de 2000 passou a ocupar o cargo de Maestro Assistente da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, tendo ingressado nesta Instituição depois de ter prestado provas e de ter sido aprovado no Concurso Público para preenchimento de uma vaga para o posto de Subcomissário.

Foi Maestro convidado da Orquestra Clássica da Madeira em Novembro de 2001, tendo efectuado concertos em localidades da ilha da Madeira.

Como instrumentista colaborou com as seguintes Bandas Filarmónicas: Banda dos STCPorto, Banda dos Bombeiros Voluntários de Espinho, Banda Musical de Nespereira, Banda Marcial de Paços de Ferreira e com a Banda “Os Amarelos” (Moura).

É membro da WASBE (World Association for Symphonic Bands and Ensembles) e da IMMS (International Military Music Society).

 

 
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