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Paulo Martins

Vencedor do 1º Prémio da 1ª Categoria e vencedo...

 
   

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 Paulo Martins
02.Mai.2012
 

Vencedor do 1º Prémio da 1ª Categoria e vencedor do Passodoble.

A ARMAB apresentou-se a concurso com 80 Músicos

O seu quadro de efetivos normal é de: 85 Músicos


Antes de mais muitos parabéns pelo êxito.

 

 Maestro, que significado tem para si este prémio, pela 2ª vez!?

Este prémio tem o mesmo significado que teve o outro, ou seja, o reconhecimento do trabalho realizado, contudo, não deixa de ser especial porque é o último, se repete, e todos sabemos que chegar a um bom nível é difícil, mas mantê-lo é ainda mais.



 Acha que não teve rivais à altura neste concurso?

Não posso responder a essa pergunta porque não tive oportunidade de ouvir as outras bandas a concurso.



 A ARMAB deu o melhor de si nesta participação ou pode ainda vir a surpreender-nos?

No dia em que achar que este grupo não pode dar mais, demito-me. Certamente que neste momento todos tentaram dar o seu melhor, contudo se perguntar ao grupo se podiam fazer melhor, a resposta será maioritariamente um “sim”.



 Um dos muitos comentários que surgiram logo após a atuação da Banda da Branca (ARMAB) era de que “a banda não é deste campeonato”. Concorda? Acha que está muito acima da média?

É engraçado que não sabia que já havia campeonatos no meio filarmónico, no entanto fico muito feliz pela valoração positiva que nos é dada. Eu sei que as pessoas gostam de classificar ou catalogar as bandas, mas isso é muito relativo. Veja, na nossa essência não deixamos de ser uma banda filarmónica que faz o que todas as outras fazem (concertos, festas religiosas, procissões, festas populares, etc…) e sei que em determinadas festas populares ou romarias, como lhes chamamos aqui no norte, nem sempre somos bem cotados, porque uma parte das outras bandas tentam passar a imagem às comissões de festas e aos aficionados (tal como na sua questão) que estamos deslocados, ou seja, também se diz que “a ARMAB não é uma banda de romaria”. Eu pergunto porquê? Porque tocamos menos transcrições ou menos rapsódias que as outras? Ou será por outros motivos de conveniência? No entanto, quando analiso o panorama, fico muito feliz por ver tantas bandas a tentar fazer o mesmo que nós, e constato que mesmo os ouvintes menos formados e conservadores (mas apaixonados e tão valiosos) que durante muito tempo achavam que “banda boa tem que tocar 1812, Tanhhauser, Inferno” e outras obras do género, já conseguem reconhecer que a ARMAB é uma banda diferente, mas dentro das melhores.
Por outro lado, enquanto for diretor artístico desta instituição não será por causa de um nicho tão pequeno de pessoas com opiniões infundadas, que mudarei as minhas convicções e objetivos.
Se acho que estamos acima da média? Acho que sim - sem querer ser presunçoso - porque pelo que vejo, também trabalhamos mais que a média.



 De uma forma muito sintética defina-nos a Banda da Branca artisticamente?

A ARMAB é um grupo que trabalha com objetivos bem definidos e planificados, trabalho esse que é feito de uma forma regular, sendo a assiduidade e regularidade nos ensaios bem como a escolha de repertório, pontos-chave do nosso sucesso.
Tem no seu elenco uma série de excelentes músicos profissionais a trabalhar dentro dessa regularidade já referida, que servem de alavanca motivacional para a grande maioria dos músicos que são amadores. Não posso deixar de referir que nos últimos anos a quantidade de jovens da Branca que iniciaram a sua formação na banda e enveredaram pela via profissionalizante aumentou em grande número.



 O quadro de efectivos da banda foi reforçado para este concurso?

Sim, por necessidades impostas pela obra livre que apresentamos, convidamos um contrabaixista, que é professor na Escola da ARMAB, e uma pianista mais, porque só temos um. Todos os outros elementos são efetivos.



 Que aspetos considera relevantes, para a banda e para o diretor artístico, para participar num concurso?

Que o concurso traga mais-valias para a banda e sobretudo para os músicos, daí que se realcem os aspectos motivacionais, a criação de novos objetivos artísticos, a promoção da união do grupo e claro a evolução artística do mesmo. É igualmente importante que o concurso possa projetar a imagem da banda para o exterior.



 Crê que as congéneres da mesma categoria não tiveram esses aspetos em consideração?

Penso que estes aspectos são transversais a todos os grupos.



 Gostaria de saber a sua opinião sobre a que categoria concorrer, no momento da decisão de participar num concurso. Considere os seguintes quadros perante os quais se depara o diretor artístico de uma banda:


a) Há nível para concorrer a “X” categoria mas corre-se o risco de não ser premiado.
Decisão: É melhor concorrer à categoria inferior;

b) Há nível para concorrer à categoria superior mas os rivais são muito “fortes”.
Decisão: É melhor não. Optar por uma categoria inferior é a melhor solução para a banda;

c) “O espírito que deve presidir à decisão de participar num concurso é a evolução da banda”. Mas participar e não ganhar pode “beliscar” a imagem do diretor artístico ou da banda. A autoestima pode ficar afetada....
Decisão: É mais seguro concorrer a um nível inferior;

Maestro Paulo Martins, que decisão tomar?

Nenhuma delas. Sempre que participei em concursos, a minha decisão foi sempre tomada em função do nível artístico do meu grupo e nunca deixei de ir a uma categoria superior por achar que não poderia ganhar, no entanto respeito as pessoas que o fazem.
No que diz respeito à imagem, não me sirvo do meu grupo para me autopromover, bem pelo contrário, estou para o servir e para elevar a autoestima dos meus músicos sempre que for necessário. Por outro lado, como nunca iria participar num concurso sem estar bem preparado e com isso submeter o grupo a más críticas, essa questão não se põe.



 Maestro, se não tivesse sido premiado como reagiria?

Em primeiro lugar felicitava os vencedores e depois analisava o porquê de tal situação. As decisões do júri devem ser sempre respeitadas, e quando somos submetidos a avaliações temos que entender que podem ser diferentes das nossas.



 Quais são os “aspetos a melhorar”, na sua opinião, neste concurso?

Penso que não devo tecer grandes comentários sobre essa matéria neste contexto, apenas tive pena que a entrega dos prémios fosse feita tão tarde porque os músicos não puderam permanecer na sala para viver os momentos de tensão e adrenalina próprios dessas ocasiões.



 Muito obrigado Maestro Paulo Martins pela sua colaboração e pela sua disponibilidade.




 

Curriculum de Paulo Martins

Teve como primeiro instrumento o Saxofone, concluindo o curso complementar no Conservatório de Música do Porto na classe do professor Francisco Ferreira, com as mais altas classificações.

Prosseguiu os seus estudos em Fagote com o professor Hugues Kesteman, ingressando posteriormente na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE), onde obteve a Licenciatura em instrumentista (Fagote) tendo sido atribuído o Prémio da Fundação Eng. António de Almeida por ter concluído a Licenciatura Bietápica em Instrumento/ Fagote com a mais elevada classificação, no ano lectivo 2000/2001.

Em 2001 continua os seus estudos de fagote na Alemanha onde concluiu em 2004 o curso de solista – DKA (Diplom Künstlerische Ausbildung - Fagote) e o mestrado em performance – Konzert Examen, na classe do Prof. Gunter Pfitzenmaier na “Hochschule für Musik Karlsruhe” (Alemanha) ambos com a máxima classificação, e como prémio gravou o concerto de Mozart com a Orquestra de Câmara da mesma escola.

Trabalhou ainda com os fagotistas Sérgio Azzollini, Milan Turkovic, Pierre Kerremans, Robert Glazburn, Arlindo Silva entre outros.

Foi premiado em diversos concursos, nomeadamente “Juventude Musical Portuguesa”, “Jovens talentos dos CTT”, “ Concurso do Conservatório de Música do Porto”, e “Concurso de Jovens dos Distritos de Coimbra e Aveiro”.

Apresentou-se a solo com a Orquestra e Banda de Jovens de Santa Maria da Feira, Orquestra Sinfonieta, Orquestra ARTAVE e Orquestra de Câmara da Staatliche Hoschule für Musik Karlsruhe (alemanha), e integrou várias Orquestras entre outras: Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Sinfonieta, Orquestra Sinfónica da Póvoa do Varzim, Orquestra de Jovens do Concelho de Santa Maria da Feira, Orquestra Sinenomine, Orquestra Regional de Braga, Orquestra de Jazz do Porto, Orquestra das Escolas Particulares, Orquestra do Conservatório Regional de Gaia, Grupo de Instrumentos de Sopro de Coimbra, tendo actuado por todo o país, em Espanha, França, Bélgica, Macau e Alemanha.

Orientou master classe no “IV Curso Internacional” da escola ARTAVE, no “VI festival de música das terras de Santa Maria”, no Instituto Piaget, e nos Açores, apresentando-se igualmente em concerto.

Estudou direcção de orquestra com o maestro Osvaldo Ferreira e fez master classe em direcção de orquestra e música de câmara com o maestro Ernest Schelle, Eugene Corporon e Jorma Panula.

Em 2007 obteve o mestrado em direcção com o conceituado maestro Jan Cober no Conservatório de Maastricht – Holanda.

Como maestro foi premiado no Certamen Internacional de Bandas de Música de Valencia em 2002 e 2005, no Certamen Internacional de Bandas de Música Vila d Altea em 2006 e 2007 e no 2.º Concurso de Bandas – Ateneu Artístico Vilafranquense.

Teve ainda a oportunidade de dirigir algumas orquestras tais como: Orquestra de Sopros da Academia de música de Castelo de Paiva, Orquestra do Salão Jardim Passos Manuel do Coliseu do Porto, Orquestra Raízes Ibéricas, Banda Sinfónica de Alaquas (Valência), Banda Sinfónica do Conservatório de Música de Aveiro, Orquestra de Sopros da Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, Orquestra clássica e Orquestra de Sopros do Instituto Piaget, a Banda da Guarda Nacional Republicana de Lisboa (GNR), Banda Militar dos Açores, Banda Militar do Porto, Orquestra de cordas da Academia de Música de Santa Maria da Feira, a Orquestra Clássica do Conservatório de Música de Fornos, Orquestra Clássica da Madeira e Orquestra Nacional do Porto.

Integrou o júri do concurso “Prémio Jovens Músicos” da RDP, do “ I Certame Nacional de Bandas de Música D Almàssera” em Valência, do prestigiado “Certâmen Internacional de Bandas de Musica – Cidade de Valência”, e é director artístico do “Concurso Nacional de Bandas Filarmónicas Cidade de Aveiro”.

É professor no Conservatório de Música de Aveiro, Coordenador artístico do mestrado em direcção de Orquestra de sopros no Instituto Piaget de Viseu, Director Artístico da Orquestra e Banda Sinfónica de Jovens do Concelho de Santa Maria da Feira, e da Associação dos Amigos da Branca.

 

 
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Reportagem Banda Sinfónica da PSP

V Aniversário do Ensemble Palhetas Duplas

Entrevista/Reportagem: Banda Juvenil de São João da Madeira

 
 
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