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Vencedor do 1º Prémio da 1ª Categoria e vencedo...

 
   

José Ricardo Freitas

Vencedor do 1º Prémio da 2ª Categoria e vencedo...

 
 
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 José Ricardo Freitas
02.Mai.2012
 

Vencedor do 1º Prémio da 2ª Categoria e vencedor do Passodoble.

A Banda de Vilela apresentou-se a concurso com 63 Músicos

O seu quadro de efetivos, normal é de: 60 Músicos


Antes de mais muitos parabéns pelo seu êxito.

 

 Maestro José Ricardo, que significado tem para si este prémio?

O reconhecimento e homenagem que aqui presto aos meus músicos! Eles são os grandes vencedores!! Foram formidáveis no empenho e dedicação, no rigor e competência e isso torna mais fácil o nosso trabalho. Assim como à direção da banda em proporcionar todas as condições possíveis para a realização do nosso desempenho.



 Acha que não teve rivais à altura na sua categoria?

Tenho a certeza que todas as bandas participantes deram o seu melhor e essa questão torna-se pouco relevante na medida em que só podem ganhar três, mas pelo acto de coragem de estarmos cá a mostrar o nosso trabalho, sujeito a avaliações e interpretações várias, então devo referir que todas são vencedoras!! Ganharam aquelas que no entender do Juri foram as mais competentes e as que cometeram menos erros.



 Não poderia ter concorrido à categoria superior?

Esta é uma falsa questão…. Concorremos á categoria que achamos mais conveniente para mostrarmos o nosso trabalho de forma sustentada, séria e responsável. Após vencermos o 1º Prémio, essa pergunta deveria ser reformulada para…. “Maestro, em 2014 teremos a Banda de Vilela na 1ª categoria?” … e aí sim, faz muito mais sentido porque obriga-nos a olhar para cima, para o escalão superior.



 Quais são os objetivos da Banda de Vilela ao participar num concurso?

Elevar padrões de qualidade técnico/musical para níveis mais superiores. Procura-se elevar a banda para outro patamar ainda mais exigente.



 Como se preparou para este concurso? Qual foi o seu plano de trabalho?

Tudo foi planeado de modo rigoroso e conciso até porque no planeamento dos ensaios não trabalhamos só as obras para o concurso. Felizmente temos vários projectos a que nos obrigam a um rigor e gestão do tempo para uma melhor preparação das obras. Como só ensaiamos uma vez por semana, o tempo torna-se precioso e não se pode divagar sub pena de perder… tempo.



 A Banda de Vilela terá de futuro uma nova autoestima, um conceito sobre sí diferente?

O concurso traz mais “brilhantismo” ao que temos realizado até agora. Traz história e vai trazer memória!! Um dia olharemos para o que temos feito e recordaremos este dia, como um dos mais felizes e marcantes e que outros no futuro continuem a fazer “história” nesta linda colectividade com mais 152 anos de existência. Obviamente que aumenta os índices de confiança, mas não nos deslumbraremos nem desviaremos do nosso percurso realizado até ao momento. Desfrutaremos das emoções naturais que as vitorias provocam, mas já apontamos baterias para o futuro, pois há muito para aprender e …crescer!!



 O quadro de efectivos da banda foi reforçado para este concurso?

Sim. Tivemos 3 instrumentistas que precisávamos para reforçar naipes devido á instrumentação das obras a concurso.



 Que aspetos considera relevantes, quer para a banda quer para o diretor artístico, para participar num concurso?

Esta pergunta já foi respondida em itens anteriores, no entanto, friso a “Vontade” das partes em evoluir e crescer. Para mim enquanto director artístico é sempre uma oportunidade para em conjunto com a direcção podermos dotar a banda de melhores condições que á partida seriam mais difíceis de se concretizar. Filtrar o que de positivo alcançou-se e aprender com os erros, por isso, é que nós os músicos somos eternos insatisfeitos.



 Concorda que há Bandas de 1ª , 2ª e 3ª categorias?

Não! Á categorias em que com os regulamentos apresentados as bandas democraticamente, têm a liberdade de escolher a que melhor se ajusta ao momento. Haverá sempre diferenças e é na diversificidade que reside a beleza cultural e todas tem o seu valor na sociedade e por aquilo que representam no seu meio físico.



 A que categoria acha que pertence, a partir de agora, a Banda de Vilela?

Á categoria que melhor convier aos interesses da banda de modo a que esta possa realizar um trabalho digno, competente e responsável. Faz parte do homem sonhar, mas devemos ter a consciência do que procuramos e que metas queremos alcançar…. É preciso acreditar que tudo é possível e que o risco faz parte da vida, e que a vida é para ser vivida! Mas cabe a cada um decidir o que é melhor para si. É a maior riqueza que a gente têm, a Liberdade…



 Gostaria de saber a sua opinião sobre a que categoria concorrer, no momento da decisão de participar num concurso. Considere os seguintes quadros perante os quais se depara o diretor artístico de uma banda:


a) Há nível para concorrer a “X” categoria mas corre-se o risco de não ser premiado.
Decisão: É melhor concorrer à categoria inferior;

b) Há nível para concorrer à categoria superior mas os rivais são muito “fortes”.
Decisão: É melhor não. Optar por uma categoria inferior é a melhor solução para a banda;

c) “O espírito que deve presidir à decisão de participar num concurso é a evolução da banda”. Mas participar e não ganhar pode “beliscar” a imagem do diretor artístico ou da banda. A autoestima pode ficar afetada....
Decisão: É mais seguro concorrer a um nível inferior;

Maestro José Ricardo, que decisão tomar?

Vou tomar a decisão d): Toma a liberdade de escolher a que desafio te propões, não penses só em ti ou no que os outros vão dizer. Acredita que tudo se transforma á tua volta e trabalha da forma mais competente que conseguires. Os concursos não são só prémios, mas vivências transdencentes.
Decisão: Ganharás o grupo e o seu respeito, aprenderás com os erros, sairás mais forte e não tiveste medo! O medo inibe as pessoas, não as deixa crescer e nunca viverás esta experiencia fantástica porque tiveste…medo!! Concorre com determinação e não olhes para trás, escuta o teu coração e acredita que tudo é possível.



 Maestro José Ricardo, se não tivesse sido premiado como reagiria?

Com o sentido do dever cumprido para esta etapa a que nos propusemos. Tentamos dar o melhor e temos a consciência plena do trabalho realizado. Daria os parabéns aos vencedores e continuávamos o nosso trabalho sempre em crescendo. Não deixo de ser o mesmo, antes de ganhar o que fosse, continuo a mesma pessoa que procura crescer e evoluir, respeitando toda agente.
Aproveitando esta oportunidade, gostaria de enviar um grande abraço a todas as bandas que participaram, aos seus maestros, músicos, directores e aficionados. Bem – Hajam e viva a Música!!



 Quais são os “aspetos a melhorar”, na sua opinião, neste concurso?

Num concurso desta envergadura as minhas primeiras palavras são de parabéns a toda a organização. Não é nada fácil uma organização deste género e é perfeitamente normal que possa surgir pontualmente alguma situação menos boa. Focalizo a situação do tempo de espera antes de ir para o palco. Penso que 10 minutos era suficiente para “acalmar” os músicos e até porque, não pudemos afinar. De resto, muita força e continuem para o grande desenvolvimento das bandas em Portugal!!



 Tem acompanhado o trabalho que produzimos no site bandasfilarmonicas.com sobre este concurso? Que opinião tem sobre o nosso trabalho de apoio e divulgação das Bandas Filarmónicas?

O vosso trabalho tem sido fantástico tanto na cobertura do evento assim como na divulgação e defesa das bandas filarmonicas



 Muito obrigado Maestro José Ricardo Freitas pela sua colaboração e pela sua disponibilidade.




 

Curriculum de José Ricardo Freitas

José Ricardo Freitas nasceu em 1977 em Pevidém – Guimarães. Iniciou os seus estudos musicais na Sociedade Musical de Pevidém. Licenciado pela Escola Superior de Música das Artes e do Espectáculo do Porto na classe de clarinete do prof António Saiote. Participou em master classes com António Saiote, Jorge Trindade, Michel Arrignon, Phillipe Cuper, Carlos Alves, Guy Deplus, Carbonare, Peres Pique, entre outros. Participou em várias orquestras como: Orquestra Artave, Orquestra das Escolas Particulares 94, Sinfonieta, Remix – Ensemble, e Remix – Orquestra, Orquestra do Norte, Orquestra Invicta de Clarinetes e Nacional de Sopros dos Templários. Trabalhou com os seguintes maestros: Ernest Schelle, Emílo de César, Juan Trillo, Christophe Millet, Atalaya, Kevin Wauldron, Omri Hadari, António Saiote, Robert Houlihan, Stephen Asbury, entre outros. Apresentou-se a solo com a Orquestra Artave sob a regência dos maestros Roberto Tiribiçá e Ernest Schelle. Em 1997, foi laureado com o 3º prémio (nível superior) no I Concurso Nacional de Jovens Clarinetistas, e obteve o 2º prémio no mesmo concurso em 1999, assim como o 2º prémio em musica de câmara nível superior – Prémio Jovens Músicos - no respectivo ano. Finalista no 1º concurso internacional realizado pelo Clarmeetoporto onde se apresentou a solo na final com a Orquestra Nacional do Porto interpretando o Concerto de Mozart. Orientou master classes em Oliveira do Bairro, Piaget de Viseu, Conservatório de Vila Real, Paços de Brandão, Pocariça (Cantanhede), Felgueiras e Academia de Música de Paredes. A convite do Porto 2001 S.A. realizou a ópera “Satyricom” de Bruno Maderna sob a regência do maestro Aldo Brizzi no qual fez o papel de clarinete solo, sobre a mesma identidade realizou a ópera “Cosi Fan Tutti” de Mozart. Com Orquetra Gulbenkiam e com o Remix – Ensemble estreou a obra Trames de Emanuel Nunes para comemorar os 500 anos da descoberta do Brasil. Gravou para a RTP e RDP. Estudou direcção de orquestra em master classes com: Ernest Schelle, António Saiote, Jan Cober, Marcel van Bree, Eugenne Corporon e Douglas Bostock. Foi maestro convidado pela Federação de Bandas Duriense e Trás-os-Montes onde realizou imensos concertos nas principais cidades do distrito de Vila Real e Espanha entre 2004 a 2006 encontrando-se estes trabalhos editados em dvd. Dirige a Banda de Vilela desde 2003. Luís Cardoso conceituado compositor e maestro dedicou a José Ricardo a obra Freitas – Fantasia Espanhola para banda e o compositor Ferrer Ferran dedicou as obras Castelo do Inferno (encomenda para celebrar os 150 anos da banda de Vilela - vencedora do concurso de composição Cidade Torrevieja VII) e Vilela (Poema Sinfónico) a José Ricardo e Banda de Vilela. Entre muita actividade com a Banda de Vilela, destaca-se a cooperação com a prestigiada editora Holandesa Molenaar, com a qual já gravou 3 cds e um 2º lugar no grande Certâmen de Bandas de Villa de Altea, em 2008. Em Junho de 2010, a Banda actuou na Casa da Musica na Sala Suggia com um enorme sucesso, encontrando-se este concerto registado num DVD.Com a Banda de Vilela tem editado 2 cds, um deles é dedicado a compositores Portugueses com o título “Simplesmente Nosso” tem a particularidade de ser a expensas de músicos e maestro. Este ano vai sair um 2º cd “Simplesmente Nosso 2” com um programa de trabalhos originais. É fundador do Quarteto de Clarinetes do Porto e do grupo Clarinetes Ad Libitum onde tem-se apresentado por todo o país, Espanha, Ilhas Canárias, Alemanha, Japão, França, China, Bélgica e Estados Unidos da América (USA). Com o grupo Clarinetes Ad Libitum tem editado um CD que se intitula Contradanza. Leccionou na Escola Profissional e Artística do Vale do Ave – Artave, e no Centro de Cultura Musical – CCM, entre 1999 até 2010. Actualmente lecciona na Escola de Música de Esposende e na Academia de Música José Atalaya – Fafe, e é o maestro das orquestras de sopro. É artista Buffett Crampon e Rico.

 

 
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