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Na II Edição do "Filarmonia ao mais alto nível"
07.Fev.2008

Banda Vizelense mostrará porque foi escolhida para o evento
 

Há dias, em jeito de introdução e preparação da II Edição do “Filarmonia ao mais alto nível”, apresentamos sumariamente a Banda de Lalim, vaticinando que a mesma causará, provavelmente, as maiores surpresas da tarde.

Hoje cabe-nos introduzir mais uma das bandas que ao longo dos últimos anos mais tem crescido, ainda que, tal como sucede com tantas outras, nem sempre esse crescimento seja do domínio público.

Falamos da Sociedade Filarmónica Vizelense.

O convite endereçado a esta banda para a II Edição do Festival não surgiu por acaso. É antes o reconhecimento desse crescimento, assente num trabalho directivo empenhado e numa direcção artística arrojada e inovadora.

E começaríamos exactamente por aí;
José Manuel Guerra, nascido para a música no seio da banda que agora dirige, tem o carisma e a capacidade suficientes não só para tornar inadequado o dito popular de que “Santos da Terra não fazem milagres” mas também para motivar os seus músicos catapultando a banda para patamares até há apenas poucos anos impensados.

E não é, por força da sua profissão (onde é, de resto, igualmente sucedido) um homem que se possa dedicar tanto à banda e à sua direcção com o mesmo empenho e disponibilidade a que as suas capacidades apelam. Como seria, aventuramo-nos a conjecturar – se o pudesse fazer…

A visão arrojada desta banda traduz-se em diversas particularidades, das quais anotamos aqui, a título de exemplo, apenas 2:

A Sociedade Filarmónica Vizelense incorpora, no seu seio, tal como muitas outras, uma Orquestra Ligeira. Ao contrário, porém, da maioria das demais, aposta nesta “variante” da sua actividade artística de uma forma única e absolutamente profissional. Podemos testemunhar – porque já assistimos – que esta OL se apresenta em público com toda a estrutura logística, técnica e artística que apenas é comum encontrar em grupos de projecção mediática muito superior, apresentando um espectáculo capaz de ombrear com o que de melhor produzem os melhores.

Por outro lado, numa época em que cada vez mais se despertam as consciências para a necessidade de promovermos o que é nosso (leia-se, músicos, maestros, compositores, música) a banda Vizelense assume convictamente e com orgulho essa missão, promovendo e divulgando a obra ímpar dessa figura ímpar que foi Chicória. Não lhe chegou faze-lo – como se tal não bastasse – editando um CD e promovendo um levantamento e estudo exaustivo da vida e obra deste autodidacta compositor Vizelense. Tem-no feito incluído no seu reportório habitual as suas obras, e continuará a faze-lo no concerto que realizará no Europarque. “Parabéns!” é palavra pobre ante a grandeza da atitude e opção.

Esta banda, actualmente com cerca de 60 músicos e com uma escola de música que incorpora cerca de 100 (!!) alunos é claramente um caso de sucesso presente e seguramente um caso sério num futuro próximo.

 
 


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