A Associação Musical e Artística Lourinhanense (AMAL) inaugurou a sua sede no passado dia 30 de Janeiro, na Lourinhã, numa festa que serviu em simultâneo para comemorar o 127º aniversário da banda.
Era um sonho antigo de muitas gerações de músicos e dirigentes que passaram pela agremiação, como recordou Fernando Gonçalves, actual presidente da direcção, que lembrou também a sua fundação como filarmónica, a integração mais tarde nos bombeiros voluntários e, entretanto, a formação como associação, há cerca de 17 anos. Um passo que marcou a autonomia jurídica e financeira da banda.
Optimista em relação ao futuro, o presidente da AMAL vê no novo edifício, cujo terreno foi doado pela Câmara Municipal local, uma mais-valia para uma formação musical de qualidade e fez saber que as inscrições para a escola de música têm ultrapassado as expectativas.
Segundo Fernando Gonçalves, a obra custou cerca de 700 mil euros, sendo que a AMAL ainda é devedora de 150 mil ao empreiteiro, incluindo 50 mil de trabalhos a mais. Entretanto, a associação recebeu um apoio de 70 por cento através de uma candidatura ao PIDDAC e ainda um apoio de 50 mil euros para a aquisição de equipamentos.
Para saldar a sua dívida, a AMAL vai contrair um empréstimo a cinco anos na Caixa Agrícola, segundo Fernando Gonçalves, e conta com o apoio da Câmara através do pagamento de uma renda mensal pela utilização do edifício, já protocolada entre as duas entidades. O auditório, com cerca de 250 lugares, camarins, uma sala de aulas, uma sala de convívio, instalações sanitárias em todos os pisos e apoio de bar e cafetaria em permanência, são alguns dos serviços disponibilizados pela associação e agora ao dispor da autarquia, durante cinco anos, de acordo com a vigência do protocolo, renovado por períodos de um ano.
A inauguração foi encabeçada pelo presidente da Câmara, José Manuel Dias Custódio, que pediu aos lourinhanenses para que aquela casa seja um espaço útil e, sobretudo, vivido. "Não apareçam apenas para a inauguração", sublinhou. A nova sede é, a seu ver, uma obra válida para a juventude.
Entretanto, ao P. Joaquim Batalha coube a bênção do edifício, onde foi ainda inaugurado o auditório, dedicado ao antigo maestro Manuel Maria Baltazar.
A cerimónia culminou com a entrega de medalhas e um concerto pelo Coro Municipal da Lourinhã, dirigido pelo maestro Afonso Granjo, e pela Banda da AMAL, dirigida pelo maestro João Alberto Menezes.
Obs: Texto da jornalista Eunice Francisco, publicado originalmente no "Jornal BADALADAS" edição nº 2561 de 4 de Fevereiro de 2005".
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