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15 de Dezembro, 2019

António Menino

Data da entrevista: 23 de Maio de 2010

Entrevista ao Maestro António Menino no contexto do III Concurso de Bandas do Ateneu Vilafranquense, em que os Alcochetenses foram de novo vencedores, sob a sua batuta. Independentemente da idade, o espirito jovem e entusiasmante por entre a Imparcial mantem-se. Orgulham-se da sua dedicação a todo o tipo de trabalhos, quer de corridas de touros, quer de salas de espectáculo como a do Europarque ou Casa da Música. Uma banda exemplar, que trabalha com requinte e charme. Com as humildes condições que têm não desistem, arriscam. Com a sua própria filosofia, procuram novos objectivos. Tal como disse o seu vice-presidente: “Não há nada a perder, só a ganhar”. O Maestro António Menino, mostra-nos nesta entrevista que não há nenhuma estratégia milagrosa para ganhar concursos. Há trabalho, planeamento, disciplina e empenho. É esta a sua estratégia que pode ser adoptada por qualquer banda ou qualquer maestro. Não se considera um supra-sumo em direcção, respeita todas as opiniões e emoções e garante que o maior objectivo da Imparcial ao participar nos concursos, nos concertos, ou em qualquer evento, seja onde for, é o trabalho evolutivo que daí pode resultar para todos os envolvidos no projecto da Imparcial.

  • António Menino, antes de mais, muitos parabéns a si, ao presidente e a todos os que contribuíram para mais um sucesso da Imparcial. Para nós é uma honra recebê-los cá, em St. Maria da Feira. Maestro, numa pequena entrevista que deu à nossa colaboradora, durante o concurso, disse-lhe que o segredo para ganhar concursos era fácil: "trabalho, espírito de sacrifício por parte de todos, ...fazer aquilo de que se gosta, etc". Estamos totalmente de acordo. Porém crê que as outras bandas que participaram no concurso e que não foram premiadas não trabalharam o suficiente?

    Não! Nem pensar. Fomos premiados, significa, no meu ponto de vista, que o nosso trabalho resultou perante este júri. Tenho a certeza que todas as bandas que concorreram, e os colegas que as dirigem, se esforçaram para este concurso. No entanto o júri entendeu ser o nosso trabalho o mais premiado. O que eu quis dizer é que não há segredos ou mistérios para ganhar. Há trabalho orientado num determinado sentido para atingir certos objectivos. Eu penso que é só isso..

  • Chamemos segredo, receita ou o que for, algum sistema montou a Banda de Alcochete para ganhar este concurso. As Bandas que concorreram claro que também se prepararam. Agora cremos que existiu uma estratégia que levou à vitoria a Imparcial e é precisamente isso que gostávamos de saber assim como as pessoas que nos acompanham. Porque não há nenhuma vitória sem uma estratégia. Não há nenhum combate que se vença sem preparação. Neste caso a estratégia pode estar no nº de ensaios, no repertório seleccionado, eventualmente nos solistas, na qualidade geral dos músicos, na perícia ou eficácia do maestro, etc. Como conseguiu sempre bons resultados nos seus concursos, Maestro Menino, obviamente terá uma estratégia que funciona na perfeição. Fale-nos dessa estratégia.

    Compreendo, mas resposta a isso não é fácil. Se lhe chama estratégia, na verdade é exactamente como tinha dito anteriormente: trabalho em cima de trabalho. Agora de facto vencemos, mas o mérito não será totalmente meu. É de todas as partes que se envolvem neste tipo de trabalho. Dentro da banda e da própria sociedade, cada vez mais as pessoas se aplicam e exigem de mim. Nos meus discursos pós-concertos, faço questão de mencionar que “espero ter estado à altura das expectativas”, pois começo a sentir que quanto mais elevo as exigências, mais a Banda me vai dando e satisfazendo o que peço e isso motiva-me.
    Penso que para um concurso a estratégia é comum a todas as bandas.

    Para determinado concurso ou concerto importante fazemos sempre um plano de ensaios. Por exemplo, em Setembro do ano passado já tínhamos decidido que iríamos participar neste concurso. Portanto, logo aí defini a obra livre que iria levar para que houvesse tempo suficiente para a trabalhar. Assim, quando tivéssemos conhecimento da obra obrigatória já teríamos mais tempo para ela uma vez que a livre já estava adiantada. Ora, se isto é estratégia, é uma estratégia muito fácil e qualquer pessoa pode fazê-lo. Não há nenhum segredo! É simples. Organizar tudo atempadamente e fazer a escolha da obra livre na medida das potencialidades da banda.

    Este ano, por exemplo, arriscamos numa peça com muitos solistas, de difícil carácter, com cinco andamentos, todos eles de difícil execução quer ritmicamente quer de interpretação, quer tecnicamente.
    Mas tendo a noção de que a musica, não sendo uma ciência exacta, se tudo corresse bem, eventualmente poderíamos conseguir mais uma vez um bom lugar seja ele qual fosse. Se houvesse azares, como na musica tudo pode acontecer, principalmente num concerto, continuaríamos com a consciência tranquila porque trabalhamos para isso. Acontece que de facto, tudo correu bem e penso que potenciamos, altamente, as qualidades de todos e método (e trabalho) resultou.

  • E obteve o resultado máximo. A questão que se põe é que a concorrente que ficou em segundo lugar, também considera que fez muito bom trabalho, com bons músicos e um bom repertório para o tal nível exigido. No entanto, a sua estratégia não foi suficiente. Porque será que chamou mais à atenção do júri? Terá sido o seu carisma? Acha que é uma figura de tal forma carismática que consegue influenciar fortemente o grupo de trabalho e o júri?...

    Eu tenho, naturalmente, dificuldade em apreciar-me a mim próprio. Prefiro que sejam os outros a fazê-lo. Mas não há carísma algum. Eu, felizmente, sou uma pessoa normal. Volto a dizer que, se há algo que me diferencia será talvez o planeamento, que no fundo é muito fácil de fazer. Quando vamos para um trabalho que considero muito importante, (como foi o caso) há uma coisa que não penso e quero que não pensem: “quando entramos no palco, aquilo não é um concurso, mas um concerto”. A palavra concurso "pesa" muito. Preparamo-nos para um concerto não para um concurso. Fazemos sempre um concerto de preparação antes, que nos permite ter noção do que há para melhorar. Neste caso foi um semana antes do concurso...

  • Todos esses "actos preparatórios" para si, em termos estratégicos, nada tem de especial. São procedimentos normais?...

    Sim. Tudo o que fazemos até ao momento final, incluindo o concerto de preparação é totalmente normal. Entendo que devemos valorizar acima de tudo os músicos e o seu trabalho.

  • É muito nobre da sua parte atribuir aos músicos esse êxito. Mas está de acordo comigo maestro, que há muita gente que trabalha, trabalha e volta a trabalhar e não consegue a mesma eficácia. Como sabe, há bandas que antes de ir a concursos realizam fins de semana inteiramente dedicados à preparação dos concursos e a classificação não é tão positiva. Será que o problema está nos maestros?

    Não sei. Na minha opinião o trabalho não deve ser feito numa semana, ou nuns fins de semana. Deve ser num prazo alargado e devidamente planeado. A quantidade de pessoas numa banda filarmónica é grande e nem todos assimilam da mesma forma o que lhe queremos transmitir. Nos 12 anos que tenho de experiência à frente dos destinos artísticos da Imparcial, apercebi-me das potencialidades e dos pontos mais fracos que devemos trabalhar. E é por aí que vamos caminhando ao longo do tempo.

  • No entanto, em 12 anos os músicos vão mudando e mesmo tendo uma “espinha dorsal” funcional, o grupo só é bom, realmente, se tiver um bom líder. Quando apresenta um plano à banda com vista a participar num concurso, seguramente tem uma ou outra discordância. Como vence as “discordâncias” que sempre surgem no grupo face a determinado planeamento?

    Claro que há opiniões diversas. Em Alcochete, os projectos são a longo a prazo e são imediatamente apresentados à direcção e estes dão o seu aval ou o contrário. Depois, passa para a banda. Tento passar sempre a ideia que tudo é com o principal intuito de participar e não de vencer.

  • É mais regozijante para si participar nos concursos ou trabalhar para eles?

    Trabalhar para eles. Digo sempre que o mais importante não é o resultado, mas todo o trabalho que se desenvolve até lá.

  • No âmbito das discordâncias ou dúvidas que eventualmente surjam relativamente aos seus planeamentos, tenta que as pessoas sejam colaborantes dissipando as dúvidas e esclarecendo todos os detalhes, ou impõe que colaborem mesmo em desacordo?

    Não. Falamos todos abertamente, não há imposições. As opiniões diferentes são atentamente ouvidas e tentamos que tudo se entenda e resolva com cordialidade. Tem sido assim...

  • Em todos os concursos em que participou foi sempre premiado?

    Sim. Em Espanha um 1º prémio; em Itália um 3º; Vila Franca de Xira 2 Primeiros Prémios.

  • Parabéns! É um caso raro! 4 concursos 4 prémios!.. Sente-se um campeão?

    Não, não é bem assim. Gosto de funcionar como equipa. De facto, quando atrás disse que a banda tem uma espinha dorsal, é verdade, tem. Já do tempo do antigo maestro, que por acaso era o meu pai. Temos de facto uma equipa que funciona como equipa, portanto, todos os intervenientes são campeões, não só o maestro. Músicos, direcção, colaboradores etc, o sucesso é de todos.

  • A Banda de Alcochete era (e é) conhecida como a Banda dos Pasodobles. Faz muitas corridas e naturalmente terá de ter um repertório de pasosdobles vasto. Acontece que o facto de tocar muito nas corridas não obsta que faça música a outro nível. Como vem provando quando a isso é chamada. Isso significa que o trabalho que produz, seja de corridas ou de concertos é sempre a um nível muito alto, com grande profissionalismo. Confirma esta apreciação?

    Eu trocava a palavra "profissionalismo" por gosto. Nós o que fazemos, fazemos sempre com muito gosto e empenho. É claro que gosto mais empenho e dedicação resulta em êxito. Gostamos de trabalhar juntos, temos prazer em trabalhar em equipa. A prova disso é que a banda faz uma média anual de 36 serviços/actividades, entre corridas, concertos, etc. Temos sorte com os músicos, com a direcção, que colabora na orientação da banda. Provavelmente este será o tal segredo: A união dentro da banda.

  • Voltando ao concurso, como sabe não há júris perfeitos. Provavelmente nada haverá a dizer sobre a decisão do júri até porque numa edição anterior também a Imparcial venceu. Sobre a hipótese de algum favorecimento, dirá, naturalmente, que será absurdo conjecturar tal possibilidade. Todavia, pelo facto de ter vencido a primeira edição, para o júri, em caso de pequena diferença é mais fácil decidir por si, atendendo a que já deu provas numa edição anterior!.. Não concorda?

    Penso que não. Não tenho ideia do que é que cada elemento do júri opina, nem é algo que me preocupa. Quer tomasse o segundo ou terceiro lugar, não me atreveria a comentar ou pôr em causa a credibilidade do júri. A música reveste-se de grande subjectividade. Naquele dia o júri gostou do nosso trabalho, porém se fosse outro júri poderia ter uma opinião diferente. Todos temos de conviver com esta realidade.

  • Quando ficou em 3º lugar em Riva Del Garda, (Itália) não se sentiu injustiçado?

    Não é por ai... Fiquei com pena de não ter conseguido um melhor resultado. É óbvio! Mas fiquei sempre a pensar: "se cá voltarmos teremos que fazer melhor". Não há qualquer indignação por essa classificação que nos atribuiram.

    Vice-Presidente: A única angustia que sentimos foi em Espanha foi quando estavam a dizer as classificações das bandas e não falavam da nossa banda. É que começaram pelos últimos classificados e pensávamos que até se tinham esquecido de nós...

  • Então qual foi a maior recompensa no concurso de Vilafranquense?

    A principal recompensa não foi o 1º prémio. Foi, no final do concerto, termos visto que todo o trabalho tinha resultado num óptimo concerto. Essa foi a recompensa.

  • O concurso correspondeu às suas expectativas em termos das exigências ou foi apenas diferente do anterior?

    Há varias vertentes. Na parte da organização do concurso vejo que com a experiência dos anteriores eles têm vindo a melhorar. Tenho pena de que mais bandas não tenham aderido ao concurso, principalmente na primeira categoria...

  • Acha que mais não participaram por terem medo de perder?...

    Não sei. O que achei é que realmente a obra obrigatória da primeira categoria era uma peça difícil. No primeiro contacto que tive com ela tive um certo receio mas não desisti. Talvez essa dificuldade tenha feito com que algumas bandas não arriscassem... Quanto a nós achei apenas que teríamos de trabalhar muito mais. De facto, considero que a banda este ano tocou um repertório muito mais exigente do que há quatro anos. Quer a peça obrigatória, quer a facultativa.

  • Portanto, sente que a banda está a subir de nível?

    Sim, eu sinto isso. Sem dúvida que a Imparcial está em franco ascendente.

  • Se por acaso tivesse ficado em segundo lugar considera que poderia vir a ter contestações no seio da instituição?

    Não, tenho a certeza que não. As pessoas iriam compreender.

    Zé Manel Raminhos:
    "Nós fomos com o objectivo de participar. De mostrar o trabalho que somos capazes de fazer. Em relação à participação das bandas, foi uma participação aberta a nível nacional. Foi pena que não tivessem participado mais Bandas. Do distrito de Setubal por exemplo, que tem imensas bandas, só três participaram. É uma pena, volto a dizer, porque é nestas situações, em que somos avaliados, que demonstramos a nossa galhardia. Falo de Setúbal mas há outros distritos também com muitas bandas que não se representaram ou o fizeram de forma diminuitiva".

  • Sr. Vice-presidente António Marques, obrigado também por ter vindo a esta entrevista. Que comenta em relação a este sucesso?

    Vice-presidente:
    "Nós acreditamos sempre no maestro que temos e na banda que ele dirige. Damos-lhe todo o apoio possível e congratulamo-nos com os prémios que efectivamente foram ganhos, como é óbvio".

  • Maestro, pelos vistos apoio da direcção não lhe falta?..

    Tenho o apoio da direcção. A direcção é composta por 12 pessoas e é difícil coordenar todas as suas ideias, as suas missões, os seus problemas. Mas não há nada a dizer.

    Vice-presidente:
    "A casa existir é uma coisa, geri-la é outra. Sabemos que a banda ainda não tem as devidas condições mas com grande esforço da direcção, apoio camarário e de alguns associados, estamos a levar em frente o nosso objectivo.Queremos melhorar muito a nível de infraestruturas e de instrumental".

  • Porque se destaca artisticamente, das congéneres da zona sul, a Imparcial? Acha que não há rival no sul?

    A Banda de Alcochete trabalha para ser melhor que ela própria, apesar de todas as contingências. A regularidade dos prémios tem-nos dado força e ânimo para continuar a trabalhar neste sentido.
    Gostaríamos que houvesse muito mais bandas a participar e trabalhar como nós. Porque a união faz a força e quanto mais formos, mais força terá a musica em Portugal e nas filarmónicas.
    Portanto, se isto servir de exemplo para as nossas colegas do sul, para nós é óptimo. De facto, com toda a consideração pelas nossas Bandas, se tiver de me inspirar não vai ser nas do sul. E é por isso que surgiu a ideia de ver e conhecer outras realidades.

  • Será que na zona sul nenhuma das bandas tem as condições que vocês têm por forma a desenvolver um trabalho idêntico ao que desenvolvem na Imparcial?

    Não. As condições são similares para todas. Algo se passa mas creio que isso não será...

  • Neste momento quantos professores e alunos têm a vossa Escola de Música, o vosso suporte?

    Vice-presidente: A Escola de Música neste momento possui 7 professores e entre 35 a 40 jovens a aprender esta bela arte. Devo dizer que este ano, houve 9 músicos que se estrearam, fruto precisamente da escola de música.

  • A Banda tem recursos financeiros para ter 7 professores e todos os custos que envolvem as participações em eventos como os concursos?

    Vice-presidente: É muito difícil. Mas temos de nos congratular por todos os jovens e todas as pessoas que se prontificam a estar ao nosso lado e a apoiar-nos no máximo que lhes é possível.

  • Mas apesar de todas as dificuldades conseguem bons resultados!?

    Vice-presidente:
    "A todos os trabalhos que a banda tem em mãos dedicamo-nos com muito afinco e prazer. Penso que terá de ser assim para se obterem bons resultados.Tenho muito gosto em trabalhar com eles e sinto na pele tudo de bom e mau que possa acontecer".

  • A Banda, especialmente a direcção, tem-lhe reconhecido e valorizado o seu trabalho, Maestro?

    Sim, tenho grandes apoiantes e assim como os admiro, penso que todos me admiram a mim também.

  • Estaria disponível para se dedicar a outro projecto de “corpo e alma” ou em paralelo?

    Seria muito difícil ter um projecto em paralelo a Alcochete. A minha dedicação à banda ocupa-me todo o meu tempo e para já não existem previsões dessa ordem. É improvável que isso venha a acontecer. Contudo, ninguém está eternamente num lugar...

  • Qual a taxa de frequência aos ensaios na Imparcial?

    Devo dizer que para o Concurso de Vila Franca, tinhamos cerca de 70 a 80% de frequência e para uma banda amadora é de relevar. A dedicação dos musicos foi muito grande.

  • Como consegue manter as “velhas guardas” sempre activas?

    A melhor forma de cativar jovens ou “velhas guardas” é colocar-lhes objectivos reais.Este ano, a Banda teve dois momentos de grande relevância: gravou um CD com 20 temas e participou no concurso. Foi um ano marcante e é com estes pequenos feitos que se motiva e entusiasma uma banda, no meu ponto de vista.

  • Cada maestro tem as suas virtudes e também as suas ambições. Quais são as suas António?

    Não posso chamar-lhes de ambições, mas de desejos. Desejo que tudo continue a correr bem e que em todos os sitios onde trabalhe corresponda às expectativas das pessoas que comigo trabalham.
    Gosto de dar sempre o meu melhor, se isso for suficiente para as pessoas que me apoiam, fico feliz, se não for, irei melhorar. Isto são os meus fios conductores de toda a minha vida.

  • Considera que a Banda de Alcochete é uma das melhores Bandas do nosso universo - Português?

    Sim, é claro que sim.

  • Considera-se o melhor maestro da praça, nomeadamente das bandas filarmónicas?

    Não. Nem pensar.

  • Daqui a dois anos, a Imparcial de Alcochete volta ao Concurso Vilafranquense?

    Eventualmente. Se tivermos condições para isso, não hesitaremos em participar e em empenhar-nos ao máximo. Contudo, não sabemos o dia de amanhã e como é público, iremos também, daqui a dois anos, participar num Concurso na Austria e provavelmente será na mesma altura. O que será bastante dispendioso e requererá muito muito trabalho. Será mais um objectivo.

  • Tiago, como solista, gostaste de participar? Que comentário fazes em relação a este concurso?

    Este tipo de eventos é muito importante para o meio, não só para a banda, mas principalmente para os músicos. Toda a banda fez um bom trabalho e dedicou-se ao máximo. Tal como eu, demos o nosso melhor.
    Creio que foram atingidos todos os objectivos.