A Fantasia Ligeira vai ser tocada pela Banda da Força Aerea!

Encontro entre utilizadores do fórum e criação de uma banda para concerto

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Jorge Ferreira
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Re: A Fantasia Ligeira vai ser tocada pela Banda da Força Ae

Mensagem por Jorge Ferreira » 04 mar 2006, 19:21

Antero Ávila Escreveu:Vide:

http://www.bandasfilarmonicas.com/noticia.php?id=928

Como é óbvio fiquei muito feliz!

Quero agradecer ao Maestro Élio Murcho a disponibilidade que mostrou para tocar uma obra minha.

Agradecer ao Mário Cardoso ter enviado as partitras.

Agradecer ao Vitor e ao Salomão as palavras que escreveram no artigo do site. Espero poder merecê-las sempre.

Abraço a todos!
Só uma questão Antero... vou reanimar um tópico antigo:

Achas que a Fantasia Ligeira só vai ser tocada pela banda da FAP pelos instrumentos que escreves-te ou vai haver as tais transcrições de papeis... não acredito que corne inglês, clarinetes alto e baixo, c/bx cordas fiquem sem tocar...

Se entenderes que não deves responder directamente estás à vontade Antero.

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Antero Ávila
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Mensagem por Antero Ávila » 04 mar 2006, 20:10

A Fantasia Ligeira Não tem mais instrumentos escritos porque na altura em que a escrevi não tinha ninguém com esses instrumentos para a tocar.

Dito isto, e sabendo que eu prefiro que se toque o que está escrito a andarmos a inventar música (inventar tímbres neste caso) vou, conscientemente e assumidamente, abrir uma excepção.

Simplesmente porque a questão que o Jorge me colocou, também me foi colocada pelo maestro.

Neste caso, fui eu, o compositor, que escolheu o que fazer para a banda poder tocar completa.

Continuo a pensar, no entanto que, na impossíbilidade de contactar o autor, se deve singir ao que está escrito.

Deve haver um oboísta que possa tocar corne inglês. Não devia haver um Corne Inglês permanente.

Deve haver um clarinetista que toque requinta quando for preciso. Não devia haver um requintista.

Etc.

Esta continua a ser a minha opinião.

:)
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Jorge Ferreira
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Mensagem por Jorge Ferreira » 05 mar 2006, 10:49

Antero Ávila Escreveu:A Fantasia Ligeira Não tem mais instrumentos escritos porque na altura em que a escrevi não tinha ninguém com esses instrumentos para a tocar.

Dito isto, e sabendo que eu prefiro que se toque o que está escrito a andarmos a inventar música (inventar tímbres neste caso) vou, conscientemente e assumidamente, abrir uma excepção.

Simplesmente porque a questão que o Jorge me colocou, também me foi colocada pelo maestro.

Neste caso, fui eu, o compositor, que escolheu o que fazer para a banda poder tocar completa.

Continuo a pensar, no entanto que, na impossíbilidade de contactar o autor, se deve singir ao que está escrito.

Deve haver um oboísta que possa tocar corne inglês. Não devia haver um Corne Inglês permanente.

Deve haver um clarinetista que toque requinta quando for preciso. Não devia haver um requintista.

Etc.

Esta continua a ser a minha opinião.

:)
Fiquei contente por saber que o maestro te contactou por causa dessa questão, é um grande sinal de respeito pelo compositor da obra.

A grande maioria das nossas bandas militares têm todos os instrumentos a tocar permanentemente, foi por isso que coloquei esta questão...

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Jorge Ferreira
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Mensagem por Jorge Ferreira » 05 mar 2006, 21:02

Antero Ávila Escreveu: Deve haver um oboísta que possa tocar corne inglês. Não devia haver um Corne Inglês permanente.
Deve haver um clarinetista que toque requinta quando for preciso. Não devia haver um requintista.
Completamente de acordo... embora não ache que seja totalmente mau tocarem permanentemente...

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Jorge Ferreira
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Mensagem por Jorge Ferreira » 05 mar 2006, 21:08

Antero Ávila Escreveu:A Fantasia Ligeira Não tem mais instrumentos escritos porque na altura em que a escrevi não tinha ninguém com esses instrumentos para a tocar.
Essa é possivelmente a grande questão que até já foi debatida anteriormente...

A banda fórum tem todos os instrumentos à tua disposição... é só compores como tão bem fazes!

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Antero Ávila
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Mensagem por Antero Ávila » 05 mar 2006, 22:37

Obrigado!

Cada vez tenho memos desculpas quanto á orquestração e quanto á formação dos executantes. O que faz com que cada vez mais escreva o que quero, sem entraves, sem gargalos de garrafa a limitar-me o trabalho.

Se bem que é um bom exercício escrever para uma banda pobre. Faz-nos simplificar. Pôr só o essencial. E isso por vezes não é bem visto num mundo musical onde todos ganham o mesmo por isso todos tocam do princípio ao fim.

Eu posso estar muito enganado, mas parece-me que, em comparação com as orquestras, as filarmónicas não gostam de compassos calados. Lidam mal com isso. E, em certos contextos, têm razão. A filarmónica toca muito na rua, onde a acústica é imprevisível e traiçoeira. Os músicos são na sua maioria amadores. É, por isso muito vantajoso, defender o som com uma grande massa sonora enriquecida pela sopa homogénea da soma de tantos tímbres diferentes. Muito mais eficaz nestas condições do que o solo, singelo, de um clarinete acompanhado por 4 trompas, 3 trombones e duas tubas que têm de fazer um esforço sobrehumano para não o encobrir.

Mas hoje em dia, muitas filarmónicas procuram também um repertório mais selecto, mais subtil, que ponha em evidência as características de cada instrumento, que tem partes simples, transparentes, perigosas. Funciona mal na rua, por várias razões. Razões acústicas, razões de atenção do público, etc. Mas em local próprio, funciona muito bem.

Quem compõe tem de pensar em tanta coisa... Eu, pelo menos, não consigo deixar de pensar em aspectos que não estão sequer directamente relacionados com a música mas que a vão afectar no final significativamente...
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Mensagem por Angela Gonçalves » 05 mar 2006, 22:43

Antero compõe como quiseres....

Nós tocamos....
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Mensagem por Marlene Dias » 06 mar 2006, 09:21

Antero basta continuar a compõr que não hão-de faltar músicos para tocar obras como a Fantasia Ligeira, tenha que instrumentação tiver! :wink:
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Mensagem por Dário Nascimento » 06 mar 2006, 19:11

Antero Ávila Escreveu:Faz-nos simplificar. Pôr só o essencial.
Há musicas menos dificeis de tocar e que são muito mais giras que aquelas que são "calhaus" ou muito dificieis de tocar... As dificeis metem mais luta, mas escrever musica com menor dificuldade deve ser mais dificil... A fantasia Ligeira, não é dificil (tem só lá 2 notas que são demasiado agudas, mas dá-se uma oictava abaixo), e é uma musica mágnifica. :wink:
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Antero Ávila
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Mensagem por Antero Ávila » 07 mar 2006, 00:56

Eu por acaso não sou muito apologista da oitava abaixo... he he...

Dário, faz assim:

1- verifica se alguém tem essas notas uma oitava abaixo. Se alguem tiver, não é tão mau oitavar.

2- pergunta ao maestro se podes fazer isso. nunca o faças sem perguntar.

3- se houver outro a tocar o mesmo instrumento que tu e consegue dar essas notas, deixa-o dá-las.

São só conselhos de amigo...

Abraço

Antero.
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Angela Gonçalves
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Mensagem por Angela Gonçalves » 07 mar 2006, 00:58

Compositor é que sabe.... Mais Nada...
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Mensagem por Dário Nascimento » 07 mar 2006, 12:44

As partes em que eu não conseguir dar, não toco e conto como compassos de espera... Tenho a certeza de que os meus "colegas" de instrumento são optimos profissionais e não tem problemas nenhuns em dar as notas....
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Mensagem por Marlene Dias » 07 mar 2006, 14:51

Dário Nascimento Escreveu:As partes em que eu não conseguir dar, não toco e conto como compassos de espera... Tenho a certeza de que os meus "colegas" de instrumento são optimos profissionais e não tem problemas nenhuns em dar as notas....
Dário não desistas assim tão facilmente!

Com um bocadinho mais de esforço vais ver que consegues dar essas notas, trabalha com o diafragma :wink:

Quanto ao ritmo, começa sempre por estudar devagar com diversas articulações e vais ver que vais conseguir limpar isso :wink:
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Epá isto não é graxa... para que fique claro!!!!!!!!!!!

Mensagem por Luís Henriques » 07 mar 2006, 16:27

Bem, em relação aqui à notícia do sr. Antero, devo dizer a todos que como AMIGO e aluno que fiquei imensamente satisfeito, porque ele é realmente um grande compositor, a todos os géneros!!!! Apesar de muitos de vós só conhecerem as composições para banda, devo dizer que também tem exelentes composições para coro e orquestra, obras mais eruditas e algumas bem vanguardistas.

Em relação à música para coro, devo salientar um Te Deum, em que exprime uma mistura de sonoridades, estados de espírito, é disso exemplo a 4.ª parte, de uma transparência muito próxima, na minha opinião (e não só) de um Fauré, ou até mesmo de um Debussy (La Mer, por exemplo) ou a 2.ª parte, com um carácter sombrio, escuro. Também da sua autoria o O Crux Ave, explosivo no final, em que as vozes entram, digamos que quase em "rotura" (especialmente os Tenores e Sopranos :D ); um Kyrie, producto de expe´riências, um Credo e um Agnus Dei, que já nos levavam a ouvir o dito Te Deum.

Na música instrumental, dedica-se muito à composição para metais (porque será? :wink: ) devo salientar Alta Tensão, para guitarra; uma peça a meu ver muito vanguardista. Há também que referir a Banda Sonora que produziu para um filme (de leste) que infelizmente ainda não tive o prazer de ouvir.

Bem, para concluir e porque não quero que me ponham o rótulo de graxista devo dizer que a música de Antero Ávila é um deleite para quem a toca ou canta (e já fiz ambos, por isso sei o que digo), mas não se enganem porque não é nada fácil ( e eu que o diga!!!!)

até à vista
"But master Pérotin himself made exellent Quadrupla [...] with an abundance of colors of the harmonic art..."
Anonymous 4
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Antero Ávila
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Mensagem por Antero Ávila » 07 mar 2006, 16:54

Perante tamanho elogio só me apetece dizer que:

Quidam ludunt, quidam bibunt,

quidam indiscrete vivunt.

Sed in ludo qui morantur,

ex his quidam denudantur

quidam ibi vestiuntur,

quidam saccis induuntur.

Ibi nullus timet mortem,

sed pro Baccho mittunt sortem.
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