Orientações para o estudo das obras do Concerto BF (Feira)
Moderadores: Albino Magalhães, Andreia Lemos, António Pinheiro
- Afonso Alves
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Orientações para o estudo das obras do Concerto BF (Feira)
Cumprimentos colegas
A razão de ter aberto este tópico é a necessidade de vos proporcionar informações que julgo serem pertinentes sobre o repertório para dia 25 de Fevereiro.
Como sabem, a Música é só uma, mas a forma de a realizar não. Para cada um dos temas a interpretar é necessária uma postura musical diferente, porque também cada tema tem a sua personalidade. Sendo assim, peço a vossa atenção para o que a seguir exponho:
- DOM FAFE
É a estreia do colega Maurício Costa nestas vias da Banda Fórum. Sendo uma marcha com uma instrumentação envolvente, deve ser interpretada com vigor. Recomendo um estudo baseado no rigor rítmico, com grande sobriedade sonora principalmente nos trompetes e trombones. As madeiras devem ter especial atenção à dinâmica do tema inicial e do trio.
- MORNAS E COLADERAS
Levei 3 meses a estudar as características da música cabo-verdiana antes de escrever esta obra. Escreve-la demorou uma semana. Quero com isto dizer que o tipo de linguagem a utilizar é muito próprio e pouco usual. Como acontece com toda a música intimamente ligada à vivência dos povos, conotada com o trabalho o divertimento e a religião, também nesta obra pretendo exprimir sensações relacionados com o sentimento cabo-verdiano.
Passo a referir alguns conceitos que ajudarão ao estudo a desenvolver:
a) No 1º and. Allegro não articular com rigidez as notas, embora seja necessário destacar muito bem cada um dos sons, dando a noção de movimento de forma natural, como um caminhar gracioso e despreocupado.
b) No 2º and. Moderato, entenda-se uma canção de trabalho. Atenção especial para a secção rítmica, onde se deve encontrar vigor com intensidade moderada. Estando a melodia exposta principalmente nos trombones, pretendem-se sons destacados, não sendo importante a igualdade de intensidade entre eles.
c) A partir do comp. 133 acontece a parte mais expressiva da obra, com a trompa a apresentar o tema. É a MORNA, com o seu carácter triste, melancólico, onde as frases musicais devem ser encaradas como um legato contínuo. O solo de clarinete terá de traduzir aqueles sentimentos, com sonoridade não muito cuidada nem muito académica, pois não devemos esquecer que à outras realidades na música.
d) O Andantino no comp.187 aparece como complemento, traduzindo religiosidade. Deve existir contraste entre as linhas melódicas e todo o background, as primeiras ligadas e melancólicas e o segundo destacado, vigoroso mas pouco intenso.
e) Por ultimo, a partir do comp. 224 Allegro, é a festa. Os elementos musicais vão cada qual por sua vez criando a amálgama musical, como quando os convidados vão chegando para uma festa, culminando num tutti descontraído alegre e envolvente. Quanto à dinâmica, refiro especialmente as acentuações indicadas, que devem ser respeitadas integralmente. É o momento com mais intensidade sonora da obra. Power to the trombones. Mighty Horns. Trumpets on fire.
Gostaria de não ver os colegas em posição estática ou petrificada durante a interpretação desta obra, pois toda ela representa emoções contrastantes e diversidades rítmicas que nada têm a ver com estátuas.
Para a percussão, que no seu conjunto não é nada fácil, apenas posso sugerir que para além do que está escrito usem a vossa criatividade. Não é possível escrever tudo o que se quer, e muito menos o que se sente. No entanto, um profundo conhecimento da pauta facilita o enquadramento no conjunto. Por isso, colegas, ao trabalho.
- FADOS “FOI DEUS” E “RUA DO CAPELÃO”
Inicialmente instrumentados para banda, necessitaremos de proceder a algumas alterações, sendo uma delas a opção de tacet. NÃO SE ESQUEÇAM DE LEVAR UM LÁPIS PARA O ENSAIO. Quanto à dinâmica, e porque teremos a voz da Sílvia, o estudo deve ser orientado para intensidades fracas. No entanto, e aqui é que reside a dificuldade, a intenção e o espírito do tema têm que se manter.
- FADO “VENTOS DE ESPERANÇA”
Escrito apenas para octeto, a sua interpretação deverá ser entendida como um coral. Os instrumentos são vozes que acompanham a voz. Penso que será um bom exercício para o vibrato. A articulação desejável é muito aproximada à forma clássica, mas admite-se alguma liberdade para a flauta, o fagote e a tuba. A razão da escolha desta panóplia de instrumentos é o seu timbre rico e também a minha predilecção pela música celta, que apesar de pouco ou nada ter a ver com o fado possui a mística necessária para a exultação de sentimentos que o Fado encerra. Por outro lado, a qualidade tímbrica da voz da Sílvia Magalhães e a forma como a coloca, sugeriu-me logo de inicio recorrer a determinados instrumentos. Enfim, colegas, esforcem-se por imitarem a voz humana.
- CORO DOS ESCRAVOS
Sendo Verdi, está tudo dito. Nada de exageros, entendimento rítmico, clareza nas madeiras, subordinação à voz é o que vos peço durante a parceria coral. A introdução instrumental é ad libitum de forma contida e perceptibilidade harmónica. A flauta deverá ser decidida e autoritária na sua intervenção.
- CANTICORUM JUBILO
Outra peça coral que reunirá o barroco e o rock. Começando em forma de quarteto barroco, os metais devem ser incisivos e sóbrios. Um ritmo de 8 beats na percussão e um desenho bem marcado nas tubas e trombones transforma o conteúdo de toda a obra em esfusiante contraste. Mais uma vez cuidado com as acentuações, movimentos sincopados, não proporcionem demasiado valor às figuras.
- A CIDADE
Mais uma vez o Antero Ávila brinda-nos com uma composição que reflecte o seu espírito jovial. Deverá ser interpretada com precisão e leveza, num andamento algo apressado mas sem nervosismo. Os metais médio-graves deverão estar preparados para assegurar movimentos rápidos.
Enfim, colegas, de momento não me ocorre muito mais do que aquilo que foi dito e não me quero tornar entediante.
A partir de agora disponibilizo-me para responder a questões que pretendam colocar, neste e só neste tópico.
Afonso Alves
Que a Música faça sempre parte das vossas vidas
A razão de ter aberto este tópico é a necessidade de vos proporcionar informações que julgo serem pertinentes sobre o repertório para dia 25 de Fevereiro.
Como sabem, a Música é só uma, mas a forma de a realizar não. Para cada um dos temas a interpretar é necessária uma postura musical diferente, porque também cada tema tem a sua personalidade. Sendo assim, peço a vossa atenção para o que a seguir exponho:
- DOM FAFE
É a estreia do colega Maurício Costa nestas vias da Banda Fórum. Sendo uma marcha com uma instrumentação envolvente, deve ser interpretada com vigor. Recomendo um estudo baseado no rigor rítmico, com grande sobriedade sonora principalmente nos trompetes e trombones. As madeiras devem ter especial atenção à dinâmica do tema inicial e do trio.
- MORNAS E COLADERAS
Levei 3 meses a estudar as características da música cabo-verdiana antes de escrever esta obra. Escreve-la demorou uma semana. Quero com isto dizer que o tipo de linguagem a utilizar é muito próprio e pouco usual. Como acontece com toda a música intimamente ligada à vivência dos povos, conotada com o trabalho o divertimento e a religião, também nesta obra pretendo exprimir sensações relacionados com o sentimento cabo-verdiano.
Passo a referir alguns conceitos que ajudarão ao estudo a desenvolver:
a) No 1º and. Allegro não articular com rigidez as notas, embora seja necessário destacar muito bem cada um dos sons, dando a noção de movimento de forma natural, como um caminhar gracioso e despreocupado.
b) No 2º and. Moderato, entenda-se uma canção de trabalho. Atenção especial para a secção rítmica, onde se deve encontrar vigor com intensidade moderada. Estando a melodia exposta principalmente nos trombones, pretendem-se sons destacados, não sendo importante a igualdade de intensidade entre eles.
c) A partir do comp. 133 acontece a parte mais expressiva da obra, com a trompa a apresentar o tema. É a MORNA, com o seu carácter triste, melancólico, onde as frases musicais devem ser encaradas como um legato contínuo. O solo de clarinete terá de traduzir aqueles sentimentos, com sonoridade não muito cuidada nem muito académica, pois não devemos esquecer que à outras realidades na música.
d) O Andantino no comp.187 aparece como complemento, traduzindo religiosidade. Deve existir contraste entre as linhas melódicas e todo o background, as primeiras ligadas e melancólicas e o segundo destacado, vigoroso mas pouco intenso.
e) Por ultimo, a partir do comp. 224 Allegro, é a festa. Os elementos musicais vão cada qual por sua vez criando a amálgama musical, como quando os convidados vão chegando para uma festa, culminando num tutti descontraído alegre e envolvente. Quanto à dinâmica, refiro especialmente as acentuações indicadas, que devem ser respeitadas integralmente. É o momento com mais intensidade sonora da obra. Power to the trombones. Mighty Horns. Trumpets on fire.
Gostaria de não ver os colegas em posição estática ou petrificada durante a interpretação desta obra, pois toda ela representa emoções contrastantes e diversidades rítmicas que nada têm a ver com estátuas.
Para a percussão, que no seu conjunto não é nada fácil, apenas posso sugerir que para além do que está escrito usem a vossa criatividade. Não é possível escrever tudo o que se quer, e muito menos o que se sente. No entanto, um profundo conhecimento da pauta facilita o enquadramento no conjunto. Por isso, colegas, ao trabalho.
- FADOS “FOI DEUS” E “RUA DO CAPELÃO”
Inicialmente instrumentados para banda, necessitaremos de proceder a algumas alterações, sendo uma delas a opção de tacet. NÃO SE ESQUEÇAM DE LEVAR UM LÁPIS PARA O ENSAIO. Quanto à dinâmica, e porque teremos a voz da Sílvia, o estudo deve ser orientado para intensidades fracas. No entanto, e aqui é que reside a dificuldade, a intenção e o espírito do tema têm que se manter.
- FADO “VENTOS DE ESPERANÇA”
Escrito apenas para octeto, a sua interpretação deverá ser entendida como um coral. Os instrumentos são vozes que acompanham a voz. Penso que será um bom exercício para o vibrato. A articulação desejável é muito aproximada à forma clássica, mas admite-se alguma liberdade para a flauta, o fagote e a tuba. A razão da escolha desta panóplia de instrumentos é o seu timbre rico e também a minha predilecção pela música celta, que apesar de pouco ou nada ter a ver com o fado possui a mística necessária para a exultação de sentimentos que o Fado encerra. Por outro lado, a qualidade tímbrica da voz da Sílvia Magalhães e a forma como a coloca, sugeriu-me logo de inicio recorrer a determinados instrumentos. Enfim, colegas, esforcem-se por imitarem a voz humana.
- CORO DOS ESCRAVOS
Sendo Verdi, está tudo dito. Nada de exageros, entendimento rítmico, clareza nas madeiras, subordinação à voz é o que vos peço durante a parceria coral. A introdução instrumental é ad libitum de forma contida e perceptibilidade harmónica. A flauta deverá ser decidida e autoritária na sua intervenção.
- CANTICORUM JUBILO
Outra peça coral que reunirá o barroco e o rock. Começando em forma de quarteto barroco, os metais devem ser incisivos e sóbrios. Um ritmo de 8 beats na percussão e um desenho bem marcado nas tubas e trombones transforma o conteúdo de toda a obra em esfusiante contraste. Mais uma vez cuidado com as acentuações, movimentos sincopados, não proporcionem demasiado valor às figuras.
- A CIDADE
Mais uma vez o Antero Ávila brinda-nos com uma composição que reflecte o seu espírito jovial. Deverá ser interpretada com precisão e leveza, num andamento algo apressado mas sem nervosismo. Os metais médio-graves deverão estar preparados para assegurar movimentos rápidos.
Enfim, colegas, de momento não me ocorre muito mais do que aquilo que foi dito e não me quero tornar entediante.
A partir de agora disponibilizo-me para responder a questões que pretendam colocar, neste e só neste tópico.
Afonso Alves
Que a Música faça sempre parte das vossas vidas
- Miguel Pedruco
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- Marlene Dias
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Excelentes concelhos para a execução das obras!
Já tive oportunidade de dar uma vista de olhos no repertório e confesso que o que mais me despertou curiosidade foi Mornas e Coladeras, Canticorum Jubilo não apenas por não as conhecer mas também porque envolvem alguma dificuldade para a parte dos metais.
Quanto a Dom Fafe e à Cidade estou curiosa para ouvir o conjunto e assim poder opiniar acerca de mais uma obra do antero e a estreia do Mauricio.
O restante repertório é meu conhecido e tenho pena das trompetes não participarem nos "Ventos de Esperança", mas tal como o maestro Afonso Alves disse a peça pretende imitar os sons celtas e a trompete não se enquadraria.
Falta apenas uma semana!
Já tive oportunidade de dar uma vista de olhos no repertório e confesso que o que mais me despertou curiosidade foi Mornas e Coladeras, Canticorum Jubilo não apenas por não as conhecer mas também porque envolvem alguma dificuldade para a parte dos metais.
Quanto a Dom Fafe e à Cidade estou curiosa para ouvir o conjunto e assim poder opiniar acerca de mais uma obra do antero e a estreia do Mauricio.
O restante repertório é meu conhecido e tenho pena das trompetes não participarem nos "Ventos de Esperança", mas tal como o maestro Afonso Alves disse a peça pretende imitar os sons celtas e a trompete não se enquadraria.
Falta apenas uma semana!
- Angela Gonçalves
- Moderador
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- Renato de Almeida
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Boas!
Ainda bem que explicou. É que realmente há partes que eu ando ali a patinar... As mornas têm cá uma divisão que vai lá vai! Eu consigo trocar-me a mim mesmo!
O Dom Fafe meus amigos... quem não gostar de flautins que leve uns tampões, pois há lá notinhas bemmmm agudas hehehe!!!
Ainda tenho muito que estudar. Estão a dar-me água pela barba!
Hei Andreia!!! Aplica-te aí ihih!!
Acho que no próprio dia ainda me vais ter de explicar umas coisas
Abraços
Piccolo
Ainda bem que explicou. É que realmente há partes que eu ando ali a patinar... As mornas têm cá uma divisão que vai lá vai! Eu consigo trocar-me a mim mesmo!
O Dom Fafe meus amigos... quem não gostar de flautins que leve uns tampões, pois há lá notinhas bemmmm agudas hehehe!!!
Ainda tenho muito que estudar. Estão a dar-me água pela barba!
Hei Andreia!!! Aplica-te aí ihih!!
Abraços
Piccolo
- Dário Nascimento
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- António Pinheiro
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Renato de Almeida Escreveu:Boas!
Hei Andreia!!! Aplica-te aí ihih!!Acho que no próprio dia ainda me vais ter de explicar umas coisas
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Abraços
Piccolo
Renato,
Vais ver qua não vai ser difícil. Acho que desta vez devias ser tu a fazer essas partes
Mas nós fazemos uma boa dupla, ajudo-te onde precisares (se não for eu a precisar de ajuda! hehehe
- Fernando Marques
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- Vitor Dias
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Dário
A divulgação do repertório para Sintra, respectiva distribuição e explicação das obras, nunca será feita antes do concerto do dia 25.
Entretanto vai dando escalas e notas brancas que não te farão mal nenhum
Ah e pensa em apanhar um autocarro, comboio, bicicleta ou outra coisa qualquer e vem ter com a malta a Sta. Maria da Feira.
Cumprimentos
A divulgação do repertório para Sintra, respectiva distribuição e explicação das obras, nunca será feita antes do concerto do dia 25.
Entretanto vai dando escalas e notas brancas que não te farão mal nenhum
Ah e pensa em apanhar um autocarro, comboio, bicicleta ou outra coisa qualquer e vem ter com a malta a Sta. Maria da Feira.
Cumprimentos
- Renato de Almeida
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Boas!
Não sei não Andreia... As partes de flauta não dá mesmo que sabes que eu só toco flautim na banda. Flauta só mesmo para levar à banda forum e é emprestada.
Quanto às partes de flautim, eu bem tenho tentado. Uma sai, mas há outra que ainda precisa de mais treino.
Os meus vizinhos lá do alentejo é que já se devem estar a passar
Cada dia que chego da escola meto-me a tocar e só me calo quando já me dói o lábio!!! Tadinho deles. Mas tenho-me esforçado. Afinal, ainda falta uma semana.
O Nabuco, sai todo ao lado, tou meia hora para decifrar as notas
elas estão sobrepostas. E depois há lá coisas que, perdoai a minha ignorância, mas são novidade para mim. Por exemplo, as semicolcheias que não estão pintadas... ando mesmo à nora com aquilo, mas lá no dia hei-de aprender qualquer coisa. Viver e aprender...
Abaços
Piccolo
Não sei não Andreia... As partes de flauta não dá mesmo que sabes que eu só toco flautim na banda. Flauta só mesmo para levar à banda forum e é emprestada.
Quanto às partes de flautim, eu bem tenho tentado. Uma sai, mas há outra que ainda precisa de mais treino.
Os meus vizinhos lá do alentejo é que já se devem estar a passar
O Nabuco, sai todo ao lado, tou meia hora para decifrar as notas
Abaços
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- Vitor Aleixo
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- Registado: 13 out 2005, 08:51
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- Marlene Dias
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- Registado: 30 ago 2005, 10:41
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Este domingo, como estava mau tempo e não havia luz em casa, tive a oportunidade de me dedicar ao repertório da Banda Fórum.
Quanto às Mornas e Coladeras concordo com o Vitor, uma peça muito divertida. Não conhecia mas penso que depois de tocada com toda a Banda os sons Cabo Verdianos vão-se fazer notar e envolver os músicos na alegria caracteristica do povo caboverdiano.
Quanto à marcha "Cidade" do Antero, agradou-me bastante! Não se trata daquelas melodias que dá a entender que se trata logo de uma marcha. Há uma repetição em que a trompete fará o acompanhamento, estou curiosa para ouvir a melodia.
Dom Fafe do Mauricio já apresenta as caracteristicas mais usuais de uma marcha, mas uma marcha onde vigora a colcheia com ponto e a semicolcheia por isso o grande rigor ritmico de que o maestro Afonso Alves falava.
Não vou comentar o restante repertório por se tratar de repertório conhecido. Apenas gostaria de referir que este concerto vai ser completamente diferente do primeiro a nível de repertório e que considero isso uma mais-valia para os músicos da BF. A variedade de repertório é uma forma de enriquecer a nossa cultura musical.
Quanto às Mornas e Coladeras concordo com o Vitor, uma peça muito divertida. Não conhecia mas penso que depois de tocada com toda a Banda os sons Cabo Verdianos vão-se fazer notar e envolver os músicos na alegria caracteristica do povo caboverdiano.
Quanto à marcha "Cidade" do Antero, agradou-me bastante! Não se trata daquelas melodias que dá a entender que se trata logo de uma marcha. Há uma repetição em que a trompete fará o acompanhamento, estou curiosa para ouvir a melodia.
Dom Fafe do Mauricio já apresenta as caracteristicas mais usuais de uma marcha, mas uma marcha onde vigora a colcheia com ponto e a semicolcheia por isso o grande rigor ritmico de que o maestro Afonso Alves falava.
Não vou comentar o restante repertório por se tratar de repertório conhecido. Apenas gostaria de referir que este concerto vai ser completamente diferente do primeiro a nível de repertório e que considero isso uma mais-valia para os músicos da BF. A variedade de repertório é uma forma de enriquecer a nossa cultura musical.
- Dário Nascimento
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