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Sociedade Filarmónica Recreio de São Lázaro
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No início da década de oitenta um grupo de pessoas do Norte Pequeno encabeçado por Urbano Augusto Bettencourt, António Faustino Oliveira e João Pedroso Bettencourt, tomaram a iniciativa de fundar uma filarmónica. A freguesia do Norte Pequeno que tem grandes tradições culturais e religiosas, nessa altura não tinha filarmónica e recorria a filarmónicas de outros lugares da ilha para animarem as festas do Norte Pequeno, como a festa do padroeiro (São Lázaro), e as festas do Espírito Santo. A filarmónica foi fundada exactamente no dia do padroeiro do Norte Pequeno, a 17 de Dezembro de 1981, São Lázaro que deu o seu nome à filarmónica e ficando o seu padroeiro. O único que tinha conhecimentos de música até então era o Sr. Manuel Firmino Quaresma Azevedo, que com grande dedicação ensinou vinte e três pessoas, que não sabiam música a tocarem em 21 meses, onde fizeram a sua primeira apresentação pública a 23 de Outubro 1983, na inauguração da casa do povo. Nessa saída, os vinte e três músicos saíram com todos os instrumentos emprestados, pois não tinham fundos para comprarem os seus próprios instrumentos. A 26 de Maio de 1985 a filarmónica estreou o seu fardamento, camisa azul e calça branca. No início da década de 90 a filarmónica já contava com um número considerado de músicos (mantém uma média de 35 elementos), e foi nesta altura que conseguiu alguma projecção regional e um número de 45 elementos, sob a batuta de Rogério Lemos Oliveira, um dos seus músicos fundadores. Nessa mesma década, foi aí que esta filarmónica teve alguns problemas em que Rogério Lemos Oliveira abandona a regência, pois sentiu que a filarmónica necessitava de uma mudança e assim abandonou a regência, em que lhe seguiu Marco Reis, que pouco mais de um ano esteve, tal como Joaquim Borba que sucedeu a Marco Reis na regência desta filarmónica, que foi tomada pelo Sr. José Octávio Reis. É de salientar que durante este período de mudança de regentes, ela nunca esteve sem regente nem nunca se ameaçou fechar as suas portas ou deixar de tocar por falta de regência. O Sr. José Octávio Reis, originário do Topo, esteve na filarmónica de 1996 até 2009,ano em que teve de abandonar a regência devido a problemas de saúde. Trouxe consigo bastante estabilidade para a banda a nível musical e, recuperando assim, o estatuto alcançado no inicio da década de 90. Actualmente a regência cabe a Joaquim Borba. A sua sede é hoje em dia no Centro Paroquial tal como sempre foi. É de salientar o empenho desta banda na sua freguesia uma vez que conta com apenas 4 elementos de outra freguesia sendo os restantes tudo "prata da casa". Assim se mostra quanto vale uma freguesia com tão poucos habitantes e com tanta actividade. A princípio a Filarmónica Recreio de São Lázaro, quando se instalou aqui, pagava uma renda simbólica. Depois, a Filarmónica fez um acordo com a casa do povo e com o padre de então, para que a filarmónica tomasse conta das despesas da casa, tanto mais que actualmente é a filarmónica que cobre a manutenção do centro, e foi ela que em 2003 através da ajuda da câmara e do governo, e com a ajuda de toda a população, ampliou o salão para o dobro e construiu uma das melhores e mais bem equipadas cozinhas existentes na ilha. Esta sede oferece actualmente um ponto de convívio excelente para todas as gerações da freguesia, com excelentes condições para a prática de festas, jantares e bailes, com um bar remodelado e em óptimas condições. Esta Banda participa com bastante regularidade em diversos eventos realizados na ilha de São Jorge e tem feito ao longo do tempo com regularidade diversas deslocações a outras ilhas dos Açores, nomeadamente às ilhas do Pico, Terceira, Graciosa, Flores, Faial e São Miguel. Em 2003 participa na gravação de um CD editado pela Câmara Municipal da Calheta, juntamente com todas as Bandas do Concelho. Em Outubro de 2006 grava finalmente e em exclusivo, o seu primeiro registo discográfico. Actualmente a banda utiliza o mesmo fardamento que estreou em 2006 constituída por: 1 boné (verde) de homem e mulher, 1 casaco (verde), 2 divisas (verdes), 1 camisa de manga curta (branco), 1 camisa de manga comprida (branco), 1 camisa de manga curta (verde), 1 gravata (verde) e 1 calças de homem e mulher (cinzento). As mulheres possuem também 1 saia (cinzento). Todo o fardamento é confeccionado pela Alfaiataria Ribatejo. Actualmente, a banda é composta por 37 elementos e são eles: Porta Estandartes: Sofia Sousa Taíssa Pamplona Érica Mendonça Clarinetes: Cecília Lemos Sandra Viegas Sandra Lemos Bruno Oliveira Ana Luisa Manso Catarina Morais Carmélia Bento Elisabete Carmo Trompetes: Fábio Lemos Osvaldo Aniceto Paulo Lemos Anabela Lemos Celso Borba Tiago Alberto Saxofones Sopranos: Fátima Bettencourt António Viegas Saxofones Altos: Nicole Oliveira Cláudia Meneses Mariana Furtado Osvaldo Brasil Bombardino: Rogério Oliveira Saxofones Tenores: Urbano Bettencourt Nuno Cabral Contrabaixo: José Pedro Lemos Saxofone Barítono: Alberto Bettencourt Trombones de vara e pistão: António Faustino Oliveira José Emanuel Oliveira José Manuel Silva Rui Silva Marco Bento Trompas: Alexandre Oliveira Percussão: Serafim Brasil Elias Lemos Pedro Silva
Dados da Banda
Morada: Largo da Igreja – Norte Pequeno
CP: 9850 - 131 Calheta
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