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Filarmónica Boa Vontade Lorvanense
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De mão dada com o imponente e secular Mosteiro, nasceu, em apertado vale, a actual Vila de Lorvão, sendo considerada, por toda a sua herança monástica e singular maneira de viver, a Capital da Cultura do Município de Penacova, Distrito de Coimbra. Conhecida um pouco por toda a parte, pela fabricação dos palitos para os dentes, a partir da madeira de choupo e salgueiro, que ainda hoje, é uma importante actividade económica destas paragens, preza-se por manter bem vivos, todos estes laços com o seu riquíssimo passado associado ao vetusto e magnífico mosteiro. A história da Filarmónica Boa Vontade Lorvanense remonta ao ano de 1900. Inicialmente, com o nome de “Tuna Lorvanense”, teve como primeiro presidente Joaquim Maria da Silva, coadjuvado, entre outros, por Manuel Teixeira de Sousa, Bento da Fonseca, Severino Gaudêncio, Ismael Borges, Manuel da Rosa Ralha, Manuel Gaudêncio e Joaquim Torcato. A 1 de Agosto de 1920, agora dirigida por um grupo onde se incluíam Manuel Rodrigues Craveiro, Manuel da Rosa Ralha e Manuel Baptista dos Santos, a Colectividade passaria a designar-se por “Filarmónica Lorvanense”. A 6 de Maio de 1928, na sala da “Filarmónica Lorvanense”, sob a presidência do sócio Bento da Fonseca, a Colectividade reuniu em Assembleia-Geral com o fim de aprovar os Estatutos que passariam a regê-la. Para esse fim, pela Direcção da Colectividade foi apresentado um projecto de Estatutos que, depois de lidos e discutidos, foram aprovados. Assim sendo, é fundada em Lorvão, no dia 6 de Maio de 1928, com o título de “Filarmónica Lorvanense”, uma Sociedade que terá por fim a cultura musical, por tempo indeterminado. A 16 de Março de 1999 procedeu-se à alteração da denominação para “Filarmónica Boa Vontade Lorvanense” e a uma remodelação total dos seus Estatutos que, actualmente, se encontram em vigor. A Filarmónica foi criada pela necessidade de abrilhantar os muitos festejos religiosos celebrados em Lorvão. Foi a vontade dos executantes e o entusiasmo das gentes, que em “Boa Vontade” foram ajudando, como podiam, a erguer esta colectividade, ficando essa “Boa Vontade” para seu nome, tendo sido oficializada no ano de 1999 com a remodelação dos Estatutos. Antigamente, um músico que entrasse para a Filarmónica, pagava uma jóia de entrada e uma quota mensal de 1 (Um Escudo, e quando recebia um instrumento assinava uma letra de valor equivalente ao seu preço. A razão de ser da nossa existência é o bem-estar e o desenvolvimento sociocultural através da prática de actividades culturais e recreativas, essencialmente o Ensino da Música e Banda Filarmónica, pugnando pelo seu desenvolvimento em ambiente positivo e saudável. A Filarmónica Boa Vontade Lorvanense tem sede própria, inaugurada em 2002, depois de obras de recuperação e requalificação do edifício situado na Rua Bissaya Barreto e adquirido em 1998. Reconhecida em 2001 como Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, é também sócia do INATEL e associada na Federação de Filarmónicas do Distrito de Coimbra, assumido a sua presidência de 2006 a 2010.
Dados da Banda
Morada: Rua Bissaya Barreto, 11 Lorvão
CP: 3360-106 LORVÃO PENACOVA
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