Filarmónica Popular de Verdelhos

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A Filarmónica Popular de Verdelhos foi fundada a 15 de julho de 1925, pelo Padre António Lucas de Oliveira, figura que ficará para sempre ligada à Filarmónica. Além de Fundador, foi Maestro durante 53 anos consecutivos.

Provavelmente em 1924, o Padre António Lucas de Oliveira terá começado a ensinar em instrumentos de corda. E, em conjunto com António Augusto, representante do registo Civil, Professor Vicente, José Borges, António Leitão, entre outros, formaram a Tuna, que chegou a fazer serviços em populações vizinhas.

Essa Tuna que acabou por comprar os instrumentos de sopro às bandas já extintas de Aldeia do Mato e Teixoso, evoluiu para Filarmónica com a designação de “Música de Verdelhos”. Assim se manteve até aos anos 60, quando passou a chamar-se Banda de Verdelhos. Só no início dos anos 80 lhe foi alterado o nome e registada oficialmente como Filarmónica Popular de Verdelhos.

No início de 1952, a Diocese proibiu a Banda de atuar em arraiais. Mas o amor e a dedicação que o Padre António Lucas de Oliveira tinha à sua música eram demasiados, pelo que promoveu a eleição de um Mestre de entre os músicos, embora fossem sempre acompanhados na sombra do Reverendo. À eleição compareceu apenas António Sabugueiro, que foi anunciado como Mestre e que viria a reger durante 24 anos. Fazia todo o trabalho de direção, consultando sempre Adelino Geraldes, Adelino Correia e Alfredo Geraldes, para tomar grandes decisões.

Algum tempo depois, o Ti Sabugueiro, assim conhecido pelo povo, fazia as suas próprias músicas para pôr ao serviço da Banda. Fala também da construção da Sede, que acabou por ser construída com o esforço e trabalho dos músicos e donativos do povo.

António Sabugueiro, liderou a Filarmónica durante 44 anos. Nunca frequentou a escola, aprendeu a ler com o seu pai Manuel Sabugueiro e mal sabia assinar o seu nome. Era uma pessoa séria, íntegra e surpreendente pelo seu vocabulário. Nasceu em 1917 e desde cedo começou a mostrar os seus dotes para a música, com apenas 9 anos. Quando guardava cabras, pediu ao seu pai que lhe comprasse um pífaro (flauta). O som fazia esquecer à família os maus bocados que passavam. Tinha 19 anos quando iniciou a arte musical, tendo aprendido o solfejo com o Tio Adelino Correia. A “Música de Verdelhos” tinha na época 22 elementos. Aperfeiçoou-se na Banda da Covilhã e na Banda do Exército em Leiria, onde prestou serviço militar.

Apesar de todas as dificuldades, a Filarmónica nunca esteve em perigo de cessar atividade. Só com a morte do Padre António começaram a surgir problemas mais graves, chegando mesmo a parar.

Em 1981, com a ajuda do Professor Valente da Erada, António Correia Vicente reativa a Filarmónica Popular de Verdelhos.

Deparou-se com o mesmo problema existente desde a sua fundação e que se prendia com a dificuldade de recrutamento de novos elementos para fazer parte ativa na Filarmónica. A população que vivia com grande sacrifício nos seus afazeres diários, à noite não estava disponível para os ensaios da banda. Com a chegada da guerra do Ultramar e a consequente emigração em massa para França, Alemanha, Suíça e outros países, a Filarmónica de Verdelhos viu-se confrontada com uma crise de elementos efetivos, imprescindível ao seu razoável funcionamento.

Nos anos 80 e 90 a situação melhorou um pouco, com a participação de músicos que não eram de Verdelhos, mas que deram uma ajuda em quantidade e qualidade. Os serviços para fora da freguesia nunca faltaram, mas voltou o problema da assiduidade dos músicos aos serviços e principalmente aos ensaios.

Em 2005 as festas de Verão foram cumpridas com grande sacrifício. Desde finais de outubro de 2006 até finais de março de 2007 não foi feito um único ensaio, pelo que o último Maestro, Adelino Geraldes Alexandre, ao fim de 44 anos e 8 meses de participação nos serviços da Filarmónica de Verdelhos, 22 como maestro, saiu da Filarmónica Popular de Verdelhos.


Dados da Banda

Morada:
CP: 6200-821 Verdelhos
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