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Sociedade Filarmónica de Vila Nova
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Por volta de meados do ano de 1955, um pequeno grupo de generosos vilanovenses, ansiosos por acompanhar as nossas congéneres (freguesias), que na referida data já tinham filarmónicas (6 só a nível do Conselho da Praia), decidiram percorrer toda a freguesia a fim de angariar fundos para a compra de uma filarmónica. Foram eles: José Martins Aguiar Ramalho, Belchior Augusto de Melo, Francisco Martins Enes, Manuel Dias Areias, Constantino Tomás da Silva, Manuel Inácio de Meneses. Com a indispensável colaboração técnica – musical do senhor José da Costa Raulino, oriundo da Ilha de São Miguel, residente nesta freguesia dezenas de anos com toda a sua respeitável e simpática família, o senhor Raulino foi primeiro regente da então Novel Filarmónica. A receita colhida na freguesia, ficou aquém do necessário, mas o grupo de homens, com o seu espírito altruísta e orgulhosos no desenvolvimento musical da sua freguesia, não desistiram, foi estabelecido cobrar uma cota mensal a todos os amigos do Espírito Santo e fizeram a encomenda do instrumental que ficaria associado ao Império, os últimos quatro vilanovenses acima referidos passaram passaram a ser os directores da Filarmónica e do Império. O custo da Filarmónica foi de 65.272.50 (em escudos), na época não havia subsídios. No dia 29 de Janeiro de 1956 a bordo do Carvalho Araújo, desembarca em Angra, o tão desejado instrumental para a constituição da nossa filarmónica que viria a designar-se “Filarmónica Lira do espírito Santo de Vila Nova”. No dia 2 de Fevereiro todo o instrumental filarmónico é exposto na Dispensa (sede inicial), para a população da freguesia apreciar a sua qualidade e brilhantismo. Começaram as aulas musicais sob a gerência do senhor Raulino, cerca de uma trintena de potenciais filarmónicas, depois de alguns meses de intensos ensaios, vindo a culminar com ensaios de rua. A primeira exibição “oficial” foi na Procissão dos Passos, seguindo-se actuações nos Impérios (funções), festas de verão, etc. A primeira actuação no exterior, foi no dia 29 de Julho de 1957, na Praça Francisco Ornelas da Câmara, cerca das 11 horas, com o Passo Doble “O Exército Português” em Homenagem ao Presidente da República, General Francisco Craveiro Lopes, que se deslocara ao ex-direito de Angra do Heroísmo em visita oficial, (o General Craveiro Lopes exerceu as funções de Comandante da Base Aérea nº 4 (Lajes) entre 14/11/1946 e 16/06/1947, então com o posto de Coronel) a Praça Francisco Ornelas da Câmara encontrava-se repleta de pessoas, dezenas delas da Vila Nova, eu próprio me incluía, para ver actuar a nossa Filarmónica e as restantes do Conselho. De salientar que a nossa foi das que melhor impressionou; ficando em 2º classificada das 7 presentes. Estima-se que a nível da freguesia a filarmónica actuou até hoje mais de meio milhar de vezes, muitas actuações, às freguesias do Conselho e de toda a Ilha, desfiles nas cidades da Ilha e diversas actuações nos auditórios das mesmas. Três saídas da Ilha – actuações em São João do Pico, nos Rosais e Velas da Ilha de São Jorge. Regentes (13): José Raulino, João Cabral, Maiato, Manuel Pires (Lajes), Padre José Gomes (Paroquiou na Vila Nova entre 1873 e 1978), Francisco Enes (Chamarrita) o que actuou mais tempo nesta posição para além de dezenas como músico, Joaquim Fernandes, Francisco Valadão, Luciano Dinis, Manuel Valadão (Agualva) Sargento Ricardo, José Hélio, actualmente o dinâmico Márcio Coelho, este jovem vilanovense tem vindo a desempenhar um trabalho digno de registo. Dezenas de filarmónicos que actuaram e actuam na nossa filarmónica, durante 2/3 e até, mais de 4 dezenas de anos: José Pereira Ourique (Fontes) mais de 40 anos, Francisco Vitória (Charebita), tempo idêntico – mais de 30 anos José Fonseca Valadão (Chaleira) Adelino Areias, Fernando Medeiros (cerca de 40 anos) outros próximos e mais de 30 anos de músico – Manuel Valadão (Lucas), João Salgado, Francisco Enes, Evaristo Lima, Francisco Sales Vieira, Manuel Braz, José Gregório, Manuel Martins Valadão. Este para além de músico permanente, ensinava música aos principiantes, trabalho fundamental à iniciação à Música. Todas estas pessoas e muitos outros que durante anos dedicaram entusiasticamente perdendo muitas horas de lazer dedicadas às suas famílias, muitos dos quais residindo nos extremos da freguesia, tendo de se deslocar, não só para tocatas, mas especialmente aos ensaios, enfrentando noites tempestuosas, embora por algum prazer por serem executantes musicais, mas certamente por quererem dar o brio à Freguesia. Estes Vilanovenses merecem o nosso reconhecimento, confesso que sempre apreciei o trabalho destes homens e mulheres que se dedicavam à música sem qualquer interesse pecuniário. Um bem-haja a todos. E que continuem a prestar os melhores serviços músicos no contexto dum universo de 25 Filarmónicas a actuar na Terceira. A “Associação de Instrução e Recreio – Salão de Vila Nova” (Fundada em 27 de Novembro de 1962, mas só em 1964 abriu as portas ao público, a Filarmónica, passou desde o início do funcionamento do Salão ater uma sala própria para os seus ensaios, mas sobre a alçada da Comissão do Espírito Santo. A partir de 30 de Abril de 2004, nas sequência de reunião de 26 de Janeiro de 2003, as duas instituições formam numa só, o Salão que era oficialmente registada por: “Associação de Instrução e Recreio da Vila Nova” e a Filarmónica que era denominada por “Filarmónica Lira do Espírito Santo de Vila Nova”, cingiu-se apenas a “Sociedade Filarmónica da Vila Nova”. O artigo 3º do novo Estatuto resume as finalidades e responsabilidades gerais da associação. (Salão) O artigo 33º define – a competência dos directores musicais, este artigo é composto por 7 alíneas – 2 referem que os directores musicais são nomeados por executantes e devem ser preferencialmente músicos da filarmónica. Artigo 35º competência do Regente da alínea a – à alínea h. Nota final: Por falta de documentação (escrita), em alguns aspectos não seria possível elaborar esta modesta crónica, sem a prestimável colaboração dos filarmónicos (amigos da música) Francisco Martins Enes, fundador e activo participante dezenas de anos, regente e músico, e o exímio Saxofonista, José Pereira Ourique decano na Filarmónica, que comemora agora o seu cinquentenário (bodas de ouro). José Rocha (1939-2005), in Pentecostes, Boletim da Comunidade da Vila Nova – III série – N.º 32, Fevereiro de 2005 Actualmente a Banda da Sociedade Filarmónica de Vila Nova conta com 45 elementos, na sua maioria jovens entre os 10 e os 30 anos. Possui anualmente duas a três escolas de música em funcionamento com diferentes graus de ensino, das quais são o seu formador o actual regente Márcio Coelho. Em 2004 associa-se á Federação de Bandas dos Açores e em 2006 festejou o seu Cinquentenário sobre o tema “50 ANOS DE HISTÓRIA”.
Dados da Banda
Morada: Caminho da Abrigada - VILA NOVA
CP: 9760 ILHA TERCEIRA
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