Sociedade Recreativa e Musical 12 de Abril de Travassô

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12 de Abril corresponde à data da primeira actuação da Banda (12 de Abril de 1925). Mas, na verdade, foi a 16 de Outubro de 1924 que um punhado de músicos (15) se reuniu para dar forma a um sonho antigo e que era alimentado pelo Grémio Cultural, Organismo Oficioso com sede em Travassô - Criar uma Banda nesta terra. Apenas com a intenção de enquadrar o Grémio neste processo, diremos que, este Organismo foi o herdeiro do Juízo de Paz que também esteve sedeado em Travassô, nos alvores da primeira República. Tal como o Juízo de Paz, também o Grémio era constituído pelas personalidades da terra com maior índice moral. Dele faziam parte Homens com estatuto social tão diverso como Comerciantes e Agricultores, Escritores ou Proprietários, Licenciados e Religiosos. Estes Homens que , enquanto Juízo de Paz tinham a seu cargo o dever de resolver questões menores, evitando que chegasse aos tribunais uma infinidade de processos resolúveis pelo bom senso, não deixando nos contentores as marcas da solenidade das togas e das salas dos tribunais. Enquanto Grémio Cultural, era pressuposto contribuírem de forma cuidada no desenvolvimento Social, Cultural e Artístico das populações. Eram também detentores de autoridade bastante para licenciar os agrupamentos que quisessem actuar em público. É aqui que encontramos os verdadeiros precursores da Banda 12 de Abril. A vida desta colectividade, à luz das razões de hoje, pode ser dividida em dois tempos: Um primeiro tempo de 1925 a 1980; Um segundo tempo a partir de 1980. Assim, no primeiro tempo, tínhamos uma colectividade que procurava encontrar-se consigo própria, criando raízes e laços com a terra que lhe serviu de berço. Era necessário que a população sentisse que podia contar com a sua Banda para todos os dias, sem o sobressalto do começa hoje, acaba amanhã, usual daquele tempo. De salientar que este aspecto foi conseguido pois a sua existência tem sido de permanente actividade. Mas, também esta colectividade começou por ter uma estrutura que lhe permitiu alguma estabilidade. De notar que, ao contrário do que era normal à época, criaram-se estatutos que foram registados e depositados no Governo Civil de Aveiro. Por curiosidade apenas, destacamos dos aspectos disciplinares: "- Os músicos no exercício das suas funções não podem fumar, nem discutir política ou religião." - Estávamos em 1934 Ainda durante esse primeiro tempo, passaram pela direcção artística 6 regentes (Ludgero Pinheiro, Merciano Santos, José Fernandes, Joaquim Almeida, Joaquim Correia e José Lima) todos amadores. Chegámos a 1980. Falemos agora do segundo tempo: Em 1980 contratou-se o primeiro Maestro profissional, João Neves - 1º Sargento na Banda da GNR - e o seu adjunto António Pepino, que lançaram as bases do que havia de ser uma Banda diferente no nosso País: - Rompeu-se com o classicismo tradicional das Bandas estilo marcial para dar início a uma Banda Orquestra muito mais do agrado da Gente Jovem. - Não foi fácil enfrentar todas as críticas que vieram, na maior parte das vezes, de outras bandas da região, que rotulavam a 12 de Abril com os epítetos musicais mais ridículos que se pode imaginar. - Mas a teimosia da 12 de Abril foi maior! - Apoiada num projecto bem específico, conquistou o País e o Mundo por onde tem passado - Europa e Américas. Em 1985 a direcção artística foi substituída pelo José Araújo Pereira, 1º Tenente na Banda da Marinha, tendo como seu adjunto o Professor António Oliveira Gomes, que acumulava nas suas funções a directoria da Escola de Música da Banda. Em 1988 assumiu funções na chefia o Capitão, Músico e Compositor Amílcar Morais que escolheu para seu acessor um jovem de 13 anos, Pedro Neves, que frequentava com clara evidência artística o Conservatório de Música de Aveiro na Classe de Violoncelo. Em 1990 o Maestro Amílcar Morais passou o testemunho ao seu pupilo, que até aos dias de hoje é o detentor da batuta que tem feito Esta, agora Orquestra Filarmónica, chegar mais alto e mais além. O Pedro escolheu para seu acessor , o Carlos Baptista, Músico da Colectividade, cujo trabalho tem justificado Mérito. Porém, com o Pedro por longe, em consequência do seu profissionalismo - Professor da Academia Nacional Superior de Orquestra de Lisboa e Violoncelista Chefe de Naipe da Orquestra Metropolitana de Lisboa - teve a 12 de Abril que contratar outro maestro para com ele fazer equipa. O Carlos Marques, Licenciado e com o Mestrado concluído, assume as funções para honra e benefício das gentes de Travassô e da sua Orquestra. Neste segundo tempo, a colectividade construiu a sua sede, remodelou todo o seu instrumental, projectou-se no País e no Estrangeiro com várias viagens na Europa, nos Estados Unidos da América e no Brasil. Actualmente a Orquestra é composta por cerca de 70 elementos. Sem nunca renegar o passado, e muito menos esquecê-lo, a Orquestra Filarmónica 12 de Abril tudo faz para honrar os que acreditaram nela e lhe creditaram toda a sua confiança.


Dados da Banda

Maestro: Pedro Neves

Morada: Rua João Baptista Nunes de Oliveira
CP: 3750-755 Travassô - Águeda
Telefone: 234 629 501
E-mail: orquestra@orquestra12deabril.com
Website: http://www.orquestra12deabril.com