De momento não existem eventos registados
Afonso Alves
Clique na imagem para ver o tamanho original
A ausência de recursos que permitam a sustentabilidade do Maestro, coincidente com o término do mandato da direcção que o contratou, são os factores que levam à sua saída. A Banda que, sob a Batuta de Afonso Alves, coadjuvado pelo Tiago Abrantes, nos últimos anos atingiu um nível nunca antes conseguido, vê-se agora a braços com a substituição da direcção e do maestro, que terá, a breve prazo, de solucionar sob pena de transparecer para a praça pública um problema interno que poderá ter nefastas repercussões na imagem da instituição. Segundo o presidente ainda em exercício, Renato Salgado, o cachet do Maestro é incomportável no momento, para a instituição. No presente momento, a contenção e o rigor orçamental são fundamentais para se poder levar a bom porto um projecto com a dimensão do projecto da Banda Alvarense, onde se inclui a construção da nova sumptuosa sede No dia 30 de Dezembro foi comunicado à Banda, na presença do Afonso Alves, a sua dispensa e os motivos que levaram à decisão. As naturais reacções de estupefacção, de dúvida, patentes nos rostos do músicos, não se fizeram esperar, mas foram esclarecidas, e dissipadas todas as dúvidas, pelo presidente cessante e pelo próprio Afonso Alves, que, com a nobreza de carácter que se lhe reconhece, compreendeu e dispôs-se a colaborar na medida do possível, para que a instituição não sofresse qualquer revés com a decisão, como em tempos, em situações similares aconteceu. De qualquer forma, a breve prazo a Banda Alvarense, juntamente com a Cruz Vermelha de Águeda, fará um concerto em local a determinar, a favor das vitimas do sismo na Ásia, nomeadamente as vitimas do Sri Lanka, e esse será efectivamente o último, ou seja, a despedida efectiva de um dos mais famosos compositores de musica para Banda portugueses, à frente da Banda Alvarense. O presidente cessante garante que, como acima se refere, a ausência de recursos económicos com que no momento a Banda se depara é o factor fundamental que leva a esta decisão. Refere ainda que, nos últimos anos, “…o Afonso Alves foi a melhor pessoa que apareceu à frente da Banda. Veio instaurar a estabilidade, a calma, uma nova escola, uma nova atitude face à música e à Banda. Veio restaurar o brio de pertencer à Banda Alvarense, que praticamente não existia nos seus componentes a quando da sua entrada. E é uma pessoa extraordinária. Porém, as contingências do momento obrigam a que outra posição não possa ser tomada. Até à data ainda não há lista proposta para as próximas eleições. A direcção cessante no próximo dia sete de Janeiro 2005, em reunião de plenário, decidirá uma nova data para marcação de assembleia-geral bem como envidará todos os esforços para conseguir nova direcção até essa altura. A partir daí, a nova direcção fará o que entender, diz Renato Salgado. Refere ainda o presidente cessante, que, a Banda está muito grata ao Afonso Alves por tudo o que fez pela instituição. E assim sendo, dizemos nós, mais um maestro disponível... Afonso Alves Afonso Manuel Moreira Pereira Alves nasceu em 19 de Agosto de 1959 na freguesia da Foz do Douro, concelho do Porto. Pertenceu ao corpo docente do Curso de Formação de Sargentos do Exército (especialidade de musica) desde 1983 até 1990, dando aulas nas disciplinas de Prática Instrumental, Análise e Técnicas de composição, Acústica, Instrumentação e História da Música. Desde 1990 tem tido a seu cargo os arranjos, orquestrações e respectiva direcção de orquestra para vários festivais da canção no nosso país. Em 1989, passa a incluir nos concertos musicais executados em estabelecimentos de ensino pela Banda de Música da Região Militar Norte, a componente didáctica, visando um maior conhecimento por parte dos alunos quer quanto às obras musicais, quer quanto aos instrumentos. Chefiou a representação musical do Exército no projecto "Vida-Escola", decorrido na cidade de Braga em 1994, onde desenvolveu acções pedagógicas. Na área da electrónica e dos efeitos audiovisuais, projectou e operou os efeitos especiais para várias obras musicais, das quais se destacam "O Cerco de Wellington" de Beethoven, (Auditório do Fórum da Cidade da Maia), "Os Planetas" de Gustav Holtz, (Teatro Carlos Alberto no Porto), e "Miss Saigon" de Schonberg (vários pontos do país). Foi professor na Classe de Saxofone no Instituto Orff do Porto. Foi professor e director pedagógico da firma "Sinfonia - Instituto de Música Lda." desde 1995 até 1997, tendo neste mesmo ano concluído o Curso de Promoção a Sargento-Chefe (Exército), com a mais alta classificação no ramo musical. Foi solista em Saxofone, Oboé e Corne-Inglês, nas Bandas de Música do Exército e Governo Militar de Lisboa, integrando actualmente o quadro da Banda de Música da Região Militar Norte, como solista. Foi director artístico da Banda Marcial da Foz do Douro. Foi o responsável musical pelos projectos integrados no 'Porto 2001-Capital Europeia da Cultura' designados como 'Concertos Gala de S. João' e 'Encontro de Bandas da Cidade do Porto', onde ensaiou e dirigiu uma banda com cento e vinte instrumentistas portugueses e espanhóis numa obra da sua autoria, em sintonia com quadros de fogo de artifício projectados pela Milleniun Pyrotecnics (Londres). Foi maestro/director do Festival de Música Sénior realizado em Roterdão em 2001, no Grande Auditório Doolen. É colaborador técnico das firmas editoras livreiras "Musicarte" e Cardoso & Conceição". É autor, na área coral, de inúmeras composições baseadas em temas regionais destinadas aos Orfeões locais e de harmonizações sobre muitos outros temas. É compositor, na área instrumental, de várias obras para grandes agrupamentos, e de temas ligeiros para big-bands e orquestras ligeiras. Colabora tecnicamente com vários grupos corais e instrumentais na área da Grande Lisboa, onde desenvolveu acções de formação e direcção. É responsável por trabalhos musicais com fins pedagógicos, também esses editados. Foi recentemente convidado pelo grupo de teatro experimental francês "Image Ici" a compor musica de cena para a peça teatral "La vie" de Julian Brul.