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VI Festival Internacional de Música de Mafra
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A conquista de novos públicos e a "preocupação de desformalizar a escuta ao vivo da música clássica" são objectivos do VI Festival Internacional de Música de Mafra, expressos hoje pelo seu director Miguel Lobo Antunes. Ao apresentar, em Lisboa, no Palácio Nacional de Ajuda, o festival, o novo director artístico considerou ser necessário encontrar "mecanismos de atracção" de pessoas aos concertos e "desformalizar a escuta ao vivo da música clássica". Estas são duas das "novas possibilidades" trazidas pela sua estreia nestas lides, onde sucede a David Crammer. Lobo Antunes que recentemente deixou o Centro Cultural de Belém, aposta ainda numa postura didáctica ao enunciar "o cuidado de dar ao público algumas pistas para melhor poder apreciar o que se irá ouvir". Neste sentido haverá não só concertos dedicados às escolas mafrenses como a oferta de bilhetes "a quem não tem meios para suportar o seu custo". Com um orçamento "limitativo" de 100.000 euros o festival, que decorrerá no Palácio/Convento de Mafra de 11 de Outubro a 03 de Novembro, apresentará 17 concertos, salientado Lobo Antunes o facto de "terem os artistas aceitado condições muito especiais". Cumprindo uma tradição do festival, dar-se-á a estreia de uma peça contemporânea, desta feita de António Pinho Vargas para cravo. "Um concerto que será uma viagem pela música para cravo do século XVI ao século XXI", adiantou o responsável. Fonte: Lusa