Agenda :

De momento não existem eventos registados

15 de Agosto, 2026

Alexandre Coelho (compositor)

Clique na imagem para ver o tamanho original

De passagem pela Ilha de S. Miguel, o compositor Alexandre Coelho aceitou, de bom grado o convite, proporcionado pela empresa Cardoso & Conceição, da Banda Filarmónica Nossa Senhora das Victórias , para uma com visita a incentivar os jovens (e os seniores) a continuarem o seu desenvolvimento musical, a aperfeiçoarem-se cada vez mais e melhor na mais bela das artes: A música. Assim, na passada quarta feira, dia 4 de Maio, no fim da tarde, Alexandre Coelho foi recebido nas instalações da Rua da Igreja - Santa Barbara, na Ribeira Grande, pela direcção, Maestro e respectiva Banda. Da visita relata-nos o próprio compositor o seguinte: - Fiquei surpreendido pela quantidade de músicos que foram ao ensaio sabendo que a Banda tem 41 músicos. Também foi uma agradável surpresa o nº de jovens que faziam parte da Banda. O comportamento no ensaio também me surpreendeu pela positiva. Aquela Banda tem excelentes perspectivas de futuro, tem jovens que me pareceram com vontade de aprender, de tocar e aparentavam felicidade por estarem ali. - Fiquei com boa imagem da quantidade de jovens existente, o respeito que têm pela música e a ambição que aparentaram ter. A Banda, dentro das inúmeras limitações que tem, como sucede com as demais ilhas, vai fazendo o seu trabalho. Contudo, até porque conheceu outras Bandas da Ilha, declara o compositor que é necessária a intervenção rápida por parte de quem tem responsabilidades na área, (INATEL, SEC, Municípios) por forma a superarem os problemas da insularidade, também na área da Música. Do conjunto de dificuldades que esta Banda, à semelhança da generalidade das Bandas insulares, apresenta, Alexandre Coelho destaca a modesta formação dos músicos, isto é, a escassez de recursos formativos. É necessário, diz o compositor, investir em gente qualificada que possa formar esta matéria prima riquíssima. De facto, não falta aos músicos açoreanos vontade e talento, antes pelo contrário. È preciso, isso sim, investir em pessoas capazes de dar expressão a esse talento e criatividade. Fica aqui a constatação de uma realidade que é divergente da que se vive no continente (e como ela é tão arrebatadoramente demonstrativa da insignificante discussão de “qual a melhor banda”…) – e lançado o repto a quem tem responsabilidades nesta área! De facto, o rosto da nossa música filarmónica não é só aquele que se vê no continente!