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29 de Julho, 2026

Marcial de Fermentelos em Rio Tinto e Freamunde

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De regresso à sua presença em romarias, a Marcial de Fermentelos terá uma jornada dupla no próximo fim-de-semana, actuando em Rio Tinto e Freamunde.

Assim, durante todo o dia de sexta-feira e até à 1 da madrugada, a Marcial estará no concelho de Gondomar, participando nas Festas em honra de São Bento das Peras, considerado como o advogado das coisas impossíveis.

Esta romaria, que está associada aos cravos e se realiza no dia 11 de Julho de cada ano, tem na procissão o seu ponto alto, a qual se concretiza com uma caminhada da cidade de Rio Tinto até ao cume do monte, atraindo milhares de devotos que fazem o percurso levando cravos vermelhos e brancos na boca. Nestas festividades a Marcial actuará com a sua congénere Banda Filarmónica da Sociedade Musical Arcuense.

Já no domingo, a partir das 14.00h, estará em Freamunde, participando nas Festas Sebastianas, onde estará em despique com a filarmónica local durante a tarde e até à 1 da madrugada.

As Festas Sebastianas têm mais de 115 anos de história e são actualmente um misto de festa sagrada e profana, com uma parte cultural e de animação muito mais marcada, sem nunca perder a raiz popular. Ao longo dos últimos anos, tem vindo a obter uma maior participação de público, sendo uma atracção turística com mais de 120 mil visitantes.

A origem da festividade é longínqua com manuscritos que remontam a 1895. Acredita-se que esteja associada a uma velha capela que teria existido em honra de São Sebastião (a qual deve datar pelos meados do século XVI ou mais provavelmente, do século XV) e que teria sido derrubada para se erguer a Capela de São Francisco. Da sua existência e respondendo a um inquérito solicitado dá conta o Padre Lucas Gomes Ferreira, em 1758. Por outro lado, a crise do Séc. XIV e XV que abalou a Europa chegou a Portugal e teria dizimado uma grande parte da população. Que remédio senão recorrer aos santinhos, nomeadamente a São Sebastião, advogado da “fome, peste e guerra”. O tempo passa, e o santo continua a proteger a terra, e a festa fica maior e muda-se para o segundo domingo de Julho altura de dias mais longos e noites amenas e faz-se então uma festa de dia e de noite e assim continua por muitos anos. Nos anos quarenta do século passado e em plena Segunda Guerra Mundial, o bispo do Porto não autoriza que a Igreja faça festas nocturnas, dizia ele «a festa é cristã e não profana a noite leva o homem ao pecado», a festa foi interrompida em 1944. Passam uns breves anos e em 1954, um conjunto de freamundenses restauram a festa, desta vez com mais dias de festas e com a inovação da marcha luminosa.

A comissão organizadora é nomeada sempre pela anterior, sendo anunciada na missa de festa de domingo. Reza a tradição que a organização caberá a um “grupo de homens de boa vontade, todos casados, excepto um que pode ser solteiro mas com mais de 30 anos”. As Sebastianas são preenchidas por um programa vasto, desde os concertos de música aos bombos, passando pela marcha alegórica, as celebrações religiosas, a tão esperada “vaca de fogo” e muito fogo-de-artifício. E claro, muita cerveja, pois “se no Carnaval ninguém leva a mal, nas Sebastianas ninguém repara que se beba copo sobre copo, cerveja sobre cerveja e se regresse a casa ao raiar da manhã”. Nestas festas, que decorrem sempre no segundo fim-de-semana de Julho, aguarda-se ainda a Missa de Festa e uma “Majestosa Procissão” em honra de mártir São Sebastião, com um total de 15 andores e percorre um traçado de 2,3 Km pela cidade de Freamunde. Os tapetes que embelezam o percurso são feitos por grupos de voluntários, sendo que os tapetes são maioritariamente em fitas de madeira pintadas ao longo do ano pela Comissão de Festas.

Os interessados em acompanhar a Marcial podem reservar o respectivo lugar no autocarro através dos telefones 234191590 (Ester Pepino) e 234721004 (Barbearia Costa).