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‘O caminho faz-se caminhando’
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Na tarde do último domingo do mês de Junho, Este ano a tradição voltou a cumprir-se, tendo sido integrados quatro alunos da Escola de Música da instituição na banda sénior, um sinal claro de que o futuro da Banda Velha continua auspicioso em termos técnicos e humanos: os novos executantes da Marcial são João Grangeia (saxofone), Sara Lemos (fagote), Cláudia Isabel Silva (flauta) e Rodrigorealizou-se a Audição do Final de Ano Lectivo da Escola de Música da Banda Marcial de Fermentelos depois de, na manhã do mesmo dia, terem sido integrados quatro alunos da Escola de Música da instituição na banda sénior, um sinal claro de que o futuro da Banda Velha continua auspicioso em termos técnicos e humanos.
Passadas que estão as emoções do momento, o que há a concluir em termos de balanço, é que se tratou de evento que, sem margem para quaisquer dúvidas, mostrou que a Banda Velha preserva as linhas mestras da sua origem, mantendo-se hoje como um autêntico corpo em brasa, com uma raça imensa, e com a vontade nos limites.
Daí que, pese embora as inúmeras vicissitudes e dificuldades por que passaram, e continuam a passar, os que de há 146 anos a esta parte vêm liderando e conduzindo os destinos da Marcial, o que neste momento interessa realçar é o manancial de abnegação, esforço e dedicação à nobre causa da filarmonia que envolve toda a Família da Rambóia, desde os vários corpos sociais a maestros e músicos das bandas (sénior e juvenil), desde professores e monitores a alunos e colaboradores da Escola de Música, desde pais e encarregados de educação a sócios e simpatizantes da Marcial, enfim, a todos quantos são amigos da Rambóia apoiando-a anonimamente em todos os momentos, cientes que muito mais importante do que o que já está feito, é seguramente o que ainda está por fazer.
Uns mais que outros, evidentemente, mas emprestando todos um denôdo e uma capacidade tal no cumprimento das suas obrigações, que só assim se torna possível o crescimento de uma instituição que não só enobrece uma vila, como é orgulho de um concelho e de uma região, um verdadeiro estado em que a alma não pode ser pequena, para que tudo valha a pena, assim se explicando a razão pela qual se mantem desde 1868, ininterruptamente ao serviço da música.
Há pois, que estar grato aos ramboianos do passado e do presente pelo ensinamento que têm dado e que todos esperamos ver projectado no futuro, por terem a força, a serenidade e a perseverança para superar as dificuldades, continuando, paulatinamente, a percorrer um caminho muitas vezes tortuoso, mas que tem de ser feito porque, como nos ensinam as palavras sábias de Fernando Pessoa, “o caminho faz-se caminhando”.