Agenda :

De momento não existem eventos registados

27 de Julho, 2026

Regente José Maria Ferreira

Clique na imagem para ver o tamanho original

Ainda no tempo do maestro António Campos, José Maria Ferreira já integrava as fileiras da banda juntamente com outro nome eterno da música da casa: José Maria Mendes Curado. Ambos trombonistas fizeram um percurso ímpar nesta colectividade. José Maria Ferreira seguiu depois com o lugar de regente da filarmónica.

Aquando da derrocada do telhado da sede, na década de 70 do século passado, José Ferreira continuou em sua casa a ministrar aulas de música e garantiu, perante António Carvalho Rodrigues, então presidente da Direcção, e António Mingachos (Tonó), as saídas e o cumprimento escrupuloso do calendário artístico da banda.

Com o seu peculiar jeito de orientar a medição dos compassos (com a chave de casa a bater na estante), o mestre “Ferreirinha”, como era carinhosamente tratado pelos amigos, persistiu até o seu coração deixar; passando depois, num emocionante acto público, a batuta ao actual regente, seu aluno e amigo, Carlos Cardanho.

Antigo músico militar, José Maria Ferreira pertenceu também, durante vários anos, aos corpos directivos daquela colectividade.
José Maria Ferreira ensinou dezenas e dezenas de instrumentistas.

A Câmara Municipal da Figueira da Foz distinguiu-o com um Colar de Mérito em cerimónia integrada no aniversário da Filarmónica Figueirense, na década de 80.
O regente que se recorda foi a sepultar na véspera de Natal de 1998; data igual há que, durante largos anos, dirigiu a orquestra que servia de suporte à representação teatral dos Autos Pastoris.

No seu funeral houve música (com o estandarte de luto). A filarmónica quis acompanhá-lo à derradeira morada, interpretando a Marcha Fúnebre de Chopin.
Os bonés brancos e as fardas azuis, as suas cores de sempre, acompanharam-no até ao fim, como preito de gratidão e homenagem.

AJL