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25 de Julho, 2026

Banda Nova de Fermentelos conquistou 1º Lugar em Concurso Internacional de Bandas

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Na noite de sábado para domingo, o Grande Auditório do Europarque encheu-se por completo para a cerimónia de entrega de prémios da 3ª edição do Concurso Internacional de Bandas – Filarmonia D’Ouro. Já passava das 00h30, quando subiram ao palco os maestros Paulo Martins, diretor artístico do concurso e presidente do Júri, e Manuel Silva, presidente da Academia Portuguesa de Banda (APB), a entidade organizadora do concurso. Era enorme a ansiedade de todos os representantes, membros e simpatizantes das 14 bandas concorrentes, que, ao longo do dia, desde as 09h00, fizeram as suas prestações.

A Banda Nova de Fermentelos (BNF) conquistou o 1º lugar, obtendo 388 pontos em 400 possíveis. Este feito é motivo de orgulho para todos os que contribuíram para a sua concretização, sendo um justo reconhecimento pelo brilhante percurso da nossa banda, desde a sua fundação, em 1921, atestando a enorme dedicação de todos os seus membros integrantes.
O concurso, recorde-se, é organizado anualmente e está aberto a todas as bandas filarmónicas, sinfónicas, académicas, nacionais e internacionais amadoras, encontrando-se organizado em torno de três secções: Secção Académica, 2ª Secção e 1ª Secção.

O júri desta edição foi constituído por cinco personalidades de reconhecido mérito artístico: Paulo Martins, presidente do Júri, Luís Cardoso (Portugal), António Moreira Jorge (Portugal), Thomas Trachsel (Suíça) e Henrie Adams (Holanda).

A Banda Nova de Fermentelos, que concorreu à segunda secção, iniciou a sua prestação à hora estabelecida, com a obra “Ateneo Musical”, um pasodoble da autoria de Mariano Puig Yago, a que se seguiu “El Camino Real”, de Alfred Reed, finalizando com “Sinfonietta”, de Jan Van der Roost.

Este certame, apesar de estar na sua terceira edição, é reconhecido no meio como um dos mais prestigiados. Todas as bandas executam uma obra de aquecimento, não pontuada, uma obra obrigatória, anunciada no regulamento concurso, atualizado anualmente, e uma obra livre, escolhida pela própria banda, respeitando esta sequência, não ultrapassando os tempos de prestação musical estabelecidos. Quanto à obra obrigatória, diferente em cada uma das secções, é interpretada por todas as bandas concorrentes a essa secção. Na obra livre, à escolha de cada banda, o júri, além da qualidade de execução, pontua, também, a escolha da obra em si, sendo que todas procuram apresentar uma obra livre que surpreenda.

A Direção da Banda Nova agradece aos muitos amigos e associados que quiseram estar presentes, demonstrando assim o seu apoio e confiança. Esta foi, recordamos, a primeira vez em que a nossa coletividade, quase centenária se sujeitou a um processo de avaliação num contexto de concurso. Apesar disso, mesmo assim, conscientemente, fizemo-lo num patamar de dificuldade acrescida. De facto, para lá da grande qualidade das formações a concurso, “superior à das edições anteriores”, na opinião da organização do concurso, a obra “Sinfonietta”, interpretada por opção própria, reconhecidamente, é um verdadeiro desafio para todas as formações artistas, tal o seu grau de dificuldade extremo, estando a sua interpretação “reservada” às melhores formações musicais no panorama internacional – por limitações de tempo, impostas pelo regulamento, a BNF interpretou apenas três dos quatro andamentos: 1º, 2º e 4º. Esta peça, aliás, foi uma estreia absoluta em Portugal, tendo sido executada publicamente, num contexto de treino, apenas nas comemorações do 95º aniversário da nossa coletividade, em 19/novembro, e no Concerto Preparatório, realizado no Auditório de Oiã, na véspera do concurso.

Com este reconhecimento, a Banda Nova de Fermentelos, doravante, apesar do seu estatuto amador, passará a fazer parte do conjunto restrito de formações bandísticas com provas prestadas (e superadas) de elevada exigência, perante um júri internacional constituído por maestros e compositores de reconhecido mérito.

Esta classificação, apesar de excelente, não é um fim em si mesmo. Constitui, sim, um patamar no trajeto rumo à perfeição, um desafio à superação, pois, a perfeição, bem o sabemos, nunca é atingida. É nossa convicção de que estamos no bom caminho, mas absolutamente conscientes de que temos outro tanto para percorrer.

Fernando Cozinheiro

Declaração do maestro Orlando Rocha
“Estou extremamente feliz por esta vitória, congratulando-me acima de tudo pelo árduo trabalho que tivemos na preparação deste concurso. Sinto-me gratificado pelo que a BNF evoluiu com a preparação deste concurso e nos resultados musicais que obteve. Foi, aliás, uma grande vitória para a Banda Nova: primeiro, por a mesma nunca ter participado em nenhum concurso; e, depois, por ter partilhado o palco com bandas que se apresentaram igualmente muito fortes.

No final da prestação, referi aos músicos que, independentemente do resultado que pudéssemos ter, a nossa vitória estava conseguida pelo que havíamos feito e que qualquer resultado seria um acréscimo ao concerto tido.

Tivemos um apoio fantástico e os apelos feitos, no concerto do aniversário e no concerto de preparação, foram correspondidos francamente por todos aqueles que seguem o trabalho da BNF, como sócios, amigos e familiares. Quero também agradecer o trabalho diretivo, que sempre me apoiou incondicionalmente em todos os pedidos e exigências para esta atividade. Por último, quero enaltecer manifestamente a quase todos os músicos que trabalharam arduamente para que esta realidade acontecesse. Foram atingidos 388 pontos em 400 possíveis… Só tenho motivos de orgulho!

Este foi também um prémio para Fermentelos, em particular, e, naturalmente, a filarmonia aguedense. Pessoalmente, fico ainda mais satisfeito por ser o segundo concurso em que participo enquanto maestro, em que a minha banda. De facto, também no anterior, organizado pelo Ateneu Vilafranquense, em 2014, obtive o 1º lugar. Nesse concurso, aliás, o meu antigo agrupamento, a Banda de Música de Freixo de Espada à Cinta, continua a ser a banda “campeã”, visto, na última edição desse concurso, não ter sido atribuído o primeiro lugar.
Finalmente, quero agradecer a todos os demais trabalharam para este projeto.

Festejamos com a humildade necessária, conscientes do valor artístico que atingimos. Só pode conhecer este sabor quem tem coragem para se apresentar em certames desta natureza. Festejemos e festejemos muito, porque prémios destes não são fáceis de conseguir e poderá ser difícil de repetir.”