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Banda Amizade
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Honrosa e distinta esta homenagem que a Banda Amizade decidiu fazer ao carismático Manuel Cerveira da Silva. Mais de 58 anos na direcção da mesma Filarmónica é concerteza caso único no pais. Uma vida, literalmente, dedicada á causa da Banda Amizade valeu ao Sr Cerveira da Silva, excelsos encómios, das mais variadas entidades, públicas, privadas, religiosas e de amigos próximos que o acompanharam na missão da Amizade e fizeram questão de estar presentes nesta festa. As referências que lhe foram dirigidas ilustram quão importante era e é a figura de Cerveira da Silva para a Instituição que representava e até mesmo para a Cidade de Aveiro, como referiu o representante da Junta de Freguesia onde está sediada a Banda. Cerveira da Silva agradeceu emocionado todas as referências que lhe foram feitas e considerou "imerecida esta homenagem porque fiz apenas o que me competia...". Num discurso repleto de emoção o homenageado recordou que no tempo de Duarte Neves a Banda Amizade atravessou um excelente período na sua história, mas o momento áureo está a atravessar agora, sob a direcção do jovem Carlos Marques. Refira-se que Carlos Marques convidou o maestro António Duarte Neves para dirigir a segunda parte do concerto e que este o fez com a mestria que se lhe reconhece. Cerveira da Silva agradeceu ao presidente em exercício da Amizade, seu sucessor, Carlos Balseiro, toda esta atenção e desejou-lhe as maiores felicidades na sua espinhosa função, bem como a toda a Banda por toda a deferência dispensada. A Banda Amizade apresentou-se neste concerto com uma formação Sinfónica. Contrabaixos de Corda, Fagotes, Oboés, Corne Inglês, Clarinete Baixo e praticamente toda a percussão sinfónica. Fez uma obra de grande complexidade técnica e interpretativa " The seven wonders of the Ancient World (1ª Sinfonia) - Alex Poelman" e sendo a estreia da obra na Banda (neste concerto) não se saiu nada mal. A Amizade está a transformar-se por completo. Já não é propriamente uma humilde filarmónica. Voa muito mais alto. A Banda parece vocacionar-se mais para concertos em auditórios que em arraiais. É bem provavel que um dia destes tenhamos mais uma Banda assumidamente sinfónica.... Seja como for, foi um grande concerto, com um objectivo mui nobre e com um final grandioso. Muitos parabéns ao Sr Cerveira da Silva e à Banda Amizade que soube reconhecer, em vida, o valor de uma pedra fundamental da sua história. Bem hajam.