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12 de Agosto, 2026

Banda Sinfónica Portuguesa

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Foi a primeira vez que fui à Casa da Música para assistir a um concerto. Não fosse a Banda Sinfónica, talvez não lá fosse tão cedo, porque tenho bem perto de casa o Europarque onde tive o privilégio de assistir a concertos pelas melhores orquestras do mundo. Por várias razões, entre as quais o rol de artistas que elenca a BSP, desta vez decidi previamente que iria a este concerto custasse o que custasse. E assim fiz. Acompanhado por um amigo que nada tem a ver com bandas filarmónicas (apesar de ser um grande artista noutra área da Música) mas que convenci a acompanhar-me, lá fomos na expectativa de assistir a um bom concerto e de dar o tempo por bem empregue. Há hora certa lá chegamos, assistimos a quase duas horas de concerto e, quanto á avaliação de dar o tempo por bem empregue....se foi! Excelente. Excelente! Não conheço as obras, que para mim foram uma surpresa agradável. Não conheço todos os detalhes das partituras para comentar isto ou aquilo que eventualmente tenha corrido menos bem, como acontece a todas orquestras. Não sou expert em direcção para avaliar se o maestro está ou não á altura da orquestra. Mas que me encheu a alma aquilo que ouvi, disso tenho a certeza... e estou grato á Banda Sinfónica Portuguesa - e à Casa da Música - por mo ter proporcionado. Antes da obra para Violoncelo, comentava eu com o meu amigo que seria, quiçá, mais uma daquelas que já tem o pó do arquivo entranhado, bolarenta, e que agora vão trazê-la de volta para encher programa e dar relevo ao rapaz. Nada mais errado. Foram momentos deslumbrantes de música, de virtuosismo, de arte ao mais alto nível. O Jovem Marco está de parabens. Pelo excelente programa que constituiu este concerto e pela qualidade do grupo, gostaria de apresentar os mais sinceros parabéns à direcção da Banda Sinfónica Portuguesa e ao maestro Francisco Ferreira. A qualidade de um grupo é o reflexo da qualidade do seu líder quer se queira quer não e aqui o Francisco Ferreira não deixa os seus créditos por mão alheias... Tudo neste concerto estaria perfeito, na minha modesta opinião, se no fim, ainda que de uma forma muito subtil, se fizesse alguma música portuguesa... Porquê maestro, porquê?.... De qualquer forma, bem hajam pelo trabalho que tem vindo a desenvolver. A Banda Sinfónica Portuguesa cada vez se afirma mais como projecto de interesse público, de grande valor para o meio musical português. Mário Cardoso