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12 de Agosto, 2026

Nunca em Portugal alguém foi tão longe

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Ao longo dos últimos anos assiste-se, na música Filarmónica como em muitas outras áreas da cultura (e não só) a um incremento da qualidade e da formação. Este aumento qualitativo reflecte-se não apenas no produto apresentado, como, por exemplo, no aumento da exigência por parte do público. Intimamente ligada a este fenómeno está a proliferação de actores e interventores paralelos ao fenómeno filarmónico. Multiplicam-se as escolas de música, as ofertas formativas, os agentes comerciais, as lojas de instrumentos e, claro está também, o número de editoras discográficas disponíveis para gravar bandas filarmónicas. É assim hoje, não o era há poucos anos atrás. Nessa altura, e sem qualquer tipo de demagogia que o leitor sensato certamente dispensará, poucos se atreviam a gravar e editar bandas filarmónicas. Por isso, nunca será demais evidenciar o mérito de quem foi pioneiro nesta matéria e certamente serviu de referência a tantos quantos lhe seguiram as pisadas, a empresa Cardoso & Conceição. Também é verdade que, com o advento das novas tecnologias e com o incremento do número de editoras, se ouve vulgarmente dizer que “a editora A é melhor que a B” ou que “a nova editora C é a melhor de todas”, etc. Cada cabeça sua sentença, e a percepção e opinião de cada um, livre que seja, vale o que vale. Há contudo uma verdade insofismável: Não se pode subestimar o valor da experiência! Qualidade e experiência juntas são condimentos que justificam, muitas vezes, uma boa escolha. Foi por isso que a Banda de Zamora - Espanha, escolheu uma editora portuguesa para gravar um dos seus CD’s. Nada mais nada menos do que a C&C! E não se trata de um CD qualquer, uma vez que se trata de um registo histórico de marchas solenes encomendado pela “Confraria Nazareno Vulgo Congregación y Damas de la Soledad”. Por outro lado, esta opção da Banda de Zamora ganha maior relevo se tivermos em conta que foram editadas nada mais nada menos que 12.000 unidades e que na primeira semana de comercialização se venderam 9.000. Mais significativas ainda as palavras do maestro daquela banda, o prestigiadíssimo maestro José Ignácio Petit que, instado a pronunciar-se acerca do trabalho produzido não apenas vincou a sua satisfação e surpresa face à qualidade do produto final como ainda acrescentou “na banda de Zamora ou noutra, não tenho dúvidas que o próximo trabalho que gravar, será novamente com C&C, que aliás recomendarei a qualquer banda que peça opinião”. Palavras para quê? Pelos vistos, em Portugal também temos qualidade, e muita!