De momento não existem eventos registados
Banda de Famalicão na Casa da Música
Clique na imagem para ver o tamanho original
Mais de metade do concerto com compositores portugueses! Parabéns Fernando Marinho! É necessária coragem, personalidade forte e igualmente convicções fortes para o fazer actualmente. É mais fácil aderir "ao que vem de fora" para fazer um concerto nos grandes palcos. A influência é tal que, não fossem, quiçá, algumas "achegas" neste espaço, já se não ouviria falar dos nossos compositores. E, quer se queira quer não, os nossos, vão conquistando cada vez mais espaço "lá fora". - Afinal são bons!... Pois, disso já não há dúvidas, mas a resistência a inseri-los, com alguma relevância, nos programas!... Neste concerto o Maestro Fernando Marinho, director artístico da Banda de Famalicão, mostra-nos, com refinado gosto, o que pode ser um bom, ou melhor, um excelente programa, para um palco como o da sala Suggia, do Europarque, do CCB e de vários que existem por este país fora onde dignamente podem actuar em concerto as nossas Bandas Filarmónicas. O programa: John Williams/Leo Arnaud, a imponência para iniciar o concerto, com alguns trompetistas fora de palco. Espectacular. Sucede a este inicio Carlos Marques, numa primeira audição do concertino para tuba, sendo solista um dos mais distintos tubistas portugueses – Adélio Carneiro. Johan de Meij foi o terceiro compositor a ser interpretado e de novo o português Duarte Pestana, na "Paisagem Ribatejana" onde não faltou o som da "harpa"! Curioso, porque ao ouvir-se tal som (privilégio de apenas algumas Bandas Militares) não estando o instrumento em palco, imediatamente buscamos de onde terá vindo? E lá está o sintetizador – o recurso á tecnologia – para colmatar a falta do "inacessível" instrumento. Mas que a "paisagem" ficou efectivamente diferente, para melhor, lá isso ficou. Boa ideia maestro. Há que ser criativo e rentabilizar os recursos. Bert Appermont, em "Saga Candida", uma obra simplesmente fantástica. Para terminar o programa, nem mais, Jorge Salgueiro, um compositor que dispensa quaisquer apresentações, em Innuendo. Uma bomba! Com o auditório completamente de pé a aplaudir a prestação da Banda, como encore, um extracto da rapsódia de Carlos Marques, a partir do fado "Nem ás paredes confesso" e terminou assim o concerto da Banda de Famalicão na Casa da Musica, dia 21 de Outubro de 2007. Um programa diverso, muitíssimo bom, onde estiveram bem presentes os nossos compositores, a nossa música e os nossos músicos. Um programa ao mais alto nível. A Banda de Famalicão: Está irreconhecível. Sob o ponto de vista da filarmónica de há alguns anos atrás a revolução que se operou nesta Banda é tsunâmica. Na verdade, sem desvirtuar o trabalho que outrora lá se produziu, o que agora apresenta nada tem nada a ver com a filarmónica de outros tempos. Está moderníssima. O Maestro Fernando Marinho: Virá a ser um vulto no panorama musical nacional e internacional. Apesar de detentor de vários títulos de nível superior mantém-se em formação continua. O resultado está vista pelo trabalho que apresenta. A sua é Banda (Famalicão) está no leque das Bandas de Top sem margem para dúvidas. Foi um prazer assistir a este concerto. Só foi pena não ter havido intervalo... mas nada é perfeito! Pelo concerto, pela qualidade da Banda e pelo programa, muitos e sinceros parabéns, maestro e direcção! Mário Cardoso