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Quando os exemplos vêm de fora!
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É frequente fazermos no nosso portal – quase sempre pela positiva, felizmente – referências elogiosas à opção por reportório português em detrimento de escolhas totalmente alheias ao que nos é culturalmente mais próximo. Aos poucos, percebe-se uma preocupação da generalidade das bandas no sentido de equilibrar as suas opções em termos de reportório, e casos há até de bandas que declaradamente constroem um esquema de programa totalmente baseado em obras escritas por portugueses. Pela negativa, ainda subsistem alguns exemplos (que acreditamos episódicos e circunstanciais) de bandas que não revelam de forma clara essa intenção ou preocupação. E se nos cabe aqui uma palavra de reparo para estas e de incentivo para as que apostam na nossa música, o que dizer de uma orquestra estrangeira que inclui no seu programa obras de autores portugueses? Mais do que o reconhecimento da qualidade das obras portuguesas, é a opção sem reservas por um tipo de linguagem/estilo que nós mesmos às vezes temos medo de assumir. Este exemplo, que nos é trazido pela Banda Sinfónica Juvenil Simón Bolívar, orquestra Venezuelana, não é certamente o único, mas é digno de registo. A Banda Sinfónica Juvenil Simón Bolívar, orquestra de grande prestígio não apenas na Venezuela mas em toda a América Latina, é dirigida superiormente por Jesús Ignácio Perez-Perazzo, figura recentemente presente no Congresso Internacional de Ortigueira (Espanha) e cuja disponibilidade e receptividade abre portas a uma futura presença sua em Portugal para partilhar connosco um pouco do muito que tem para ensinar. Hoje mesmo, a Banda Sinfónica que dirige actuará em concerto denominado “Grandes Trancripciones para Banda” e do programa faz parte a obra “Divertimento para Clarinete e Banda” de António Carlos Ferreira Lima, como de resto se poderá verificar aqui. Um exemplo que se aplaude e que nos deverá dar pistas para reflexão!