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O 1º português convidado para juri de Valência
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Começou hoje o famoso Certamen Internacional de Bandas de Valência na sua 122ª edição. Participam bandas de elevadíssimo nível artístico, espanholas e estrangeiras e a competitividade é “feroz”. Todas se preparam para ganhar nomeadamente as de Valência. Ganhar promoverá exponencialmente a banda no seu universo. Ganhar em Valência, ficar adiante de todas as estrelas que se apresentam, algumas com 150 músicos, é troféu que se ostenta com vaidade e orgulho. É outro campeonato! Há muitos concursos em Espanha e alguns até com prestigio internacional, mas este, pela sua história, pelo grande nível das participantes, pelo interesse de todo o mundo em vencer as potências valencianas, na verdade, não vale só pela participação. Ganhar interessa muito para além de estar presente. Este é outro “campeonato” e tem de haver um vencedor(a). Algumas Bandas sairão infelizes, mas uma sairá radiante com o magno troféu. É assim desde 1886... Para as avaliar é constituido um juri com 5 elementos. Ditam as regras que três serão nacionais e SORTEADOS de uma série de personalidades da música de Espanha. São ainda convidadas duas figuras estrangeiras, idóneas quanto à competência, isenção e curriculum. 122 anos depois da primeira edição o comité organizador reparou que em Portugal existem figuras que cumprem os requisitos para fazer parte do seu Juri. Desta feita figurará finalmente, a partir de hoje, nos anais do "Certamem", uma figura da nossa música, das nossas bandas. Quem escolheram? Um jovem maestro que foi musico da Banda do Pejão; Que aprendeu a depender de si próprio desde a adolescência; Que fez o curso de Saxofone no Conservatório do Porto; Que foi professor em várias academias e fez excelentes alunos; Que fez licenciatura em Fagote na ESMAE e mestrado com distinção na Alemanha e tem nesta àrea também exemplares resultados; Que fez mestrado em Direcção de Banda com um dos mais reputados maestros da actualidade; Que assim que assumiu a direcção de uma filarmónica a colocou no topo da pirámide; Que nunca teve medo de mostrar o seu trabalho expondo-se publicamente a comentários e criticas pelos mais diversos paineis de opinião e avaliação e sempre respeitou o que disseram de si; Um jovem que assim que se decidiu pela música como carreira, nunca, mas nunca mais deixou de estudar e que sabe que tem de o fazer para evoluir constantemente, para "acompanhar os tempos". Nem mais: Maestro Paulo Martins é o primeiro da história. Muitos parabéns! http://www.cibm-valencia.com/