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A Filarmonia ao Mais Alto Nível
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Por maiores que sejam as dificuldades, por mais amplificadas que sejam as vozes dos “velhos do Restelo”, por muita que seja a inveja, a verdade é que as grandes ideias, os grandes projectos e as grandes realizações humanas acabam por vingar pela sua qualidade e importância. Ter coragem para inovar, para pensar sempre um passo além do convencional e, mais importante, ser capaz de passar ao acto, mesmo quando em seu redor muitas vozes se levantam para criticar, é apanágio daqueles que estão vocacionados para o sucesso e a história recente tem-se encarregue de o demonstrar. O festival “A filarmonia ao mais alto nível” vai ter, no próximo Domingo, e no palco do costume – o grande auditório do Europarque – a sua IV Edição. Menos de 1 ano volvido sobre a 1ª Edição, este evento detém já um estatuto assinalável e é uma referência no que à promoção e visibilidade das nossas filarmónicas diz respeito. Já não são apenas os maestros, músicos e dirigentes das bandas que passaram pelo Festival a assinalar a sua importância, quer no que respeita aos ganhos resultantes antes, durante e após a participação no dito festival. É, cada vez mais, a voz de toda a comunidade filarmónica a encontrar um consenso acerca da sua importância, do arrojo que lhe está inerente e do sucesso extraordinário que alcançou. Na IV Edição teremos, como tem sido hábito, um figurino semelhante aos anteriores, em que as Bandas convidadas actuarão consecutivamente perante o olhar atento de um painel de comentadores cujo feed-back, mais interessado em criticar construtivamente do que avaliar ou classificar, reverterá em ganho acrescido para as bandas. No final, a participação especial de um ensemble - Brass Band do Conservatório de Música de Fornos - com características diferentes dos anteriores, adicionará interesse ao Festival funcionando como uma espécie de complemento ou “extra”. Desta feita, participarão no Festival: Associação Recreativa e Musical de Vilela Banda Musical de S. Martinho de Fajões Banda Marcial do Vale Banda Sinfónica do Grupo Musical de Argoncilhe A simples observação das bandas participantes (e ressalve-se aqui o carácter excepcional da participação do Grupo Musical de Argoncilhe que, não sendo, na sua génese, uma banda, actuará com uma formação e programa em tudo semelhante às suas congéneres) será suficiente para despertar a curiosidade, mesmo dos menos atentos ao fenómeno filarmónico, não só pela reconhecida qualidade das bandas envolvidas – que acaba por ser, apesar de tudo, o menos importante – mas pelo reconhecimento público, também dos seus maestros e executantes, tornando o evento mais apelativo e amplificando a expectativa em torno desta edição. Para já, os protagonistas já se pronunciaram quanto ao que esperam do evento. As suas opiniões podem ser consultadas aqui. A sua próxima intervenção será em cima do palco… É, assim, de esperar mais uma tarde de festa filarmónica, mais uma enchente no Europarque conseguida – enfatize-se – pela nossa música filarmónica (quem é que dizia, há meia dúzia de anos, que as bandas seriam capazes disso?), mais uma jornada de sucesso da filarmonia, mais uma prova, afinal, de que a empresa promotora do evento - Cardoso & Conceição - não se enganou quando decidiu apostar neste modelo. Nós, filarmónicos, agradecemos!