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09 de Agosto, 2026

Fernando Costa, compositor de marchas maravilhosas

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Todos sabemos que nunca é tarde para aprender. E todos pronunciamos esta frase centenas de vezes, senão milhares, ao longo da nossa vida. Mas quantos de nós reflectirão sobre o sentido do dito do povo “aprender até morrer”? Porque é tão útil aprender sempre, sempre sem parar?... Parece óbvia a resposta. Quanto mais sabemos mais oportunidades poderão surgir. Maiores serão as probabilidades de termos uma vida melhor. Estando mais habilitados, fruto da aprendizagem continuada, poderemos ver ampliado o leque de possibilidades de escolha quanto à carreira a seguir - ou a mudar de carreira -, a empresa onde trabalhar, a escola onde leccionar, ou desenvolver aquele projecto ou trabalho com que sempre sonhamos etc. Mas até morrer!.. E todo este prelúdio para falar sobre Fernando Costa, o compositor da Maia que tem inúmeras marchas tocadas por todas as Bandas portuguesas e muitas estrangeiras, que foi músico militar e professor de algumas conceituadas figuras da música da nossa praça, maestro de várias filarmónicas e que agora tem 75 anos!? Fernando Costa não precisa nem de mudar de carreira nem de uma carreira. Não precisa de buscar uma escola ou empresa onde trabalhar. Não precisa de se preocupar com a família porque toda ela está orientada, bem estruturada e não necessita da sua intervenção nos termos atrás aludidos. Sim, é verdade. Mas para chegar aos 75 anos com a clarividência que Fernando Costa apresenta, com capacidade para olhar no horizonte que faz inveja a muito jovem, foi preciso ter aprendido muito, muito ao longo das 75 primaveras. Foi necessário ser extremamente metódico e organizado, disciplinado, trabalhador, atento e perseverante. Um amigo que corria a maratona de 40 km dizia sobre os benefícios de correr com regularidade: “Correr pode não te dar mais anos de vida, mas dá muito mais vida aos teus anos" Aprender, saber como fazer e fazer, eis a questão. Eis como se pode usufruir. Estar muito bem informado, obter megas de informação e não a saber filtrar, ou utilizar, eis a tragédia. Aos 75 anos Fernando Costa aprendeu a operar com o computador e está a rever todo o seu espólio musical. É um regalo ouvi-lo falar sobre o assunto, sobre as dificuldades que teve de ultrapassar para manusear o programa Finale. Como conseguiu e como lhe dá grande prazer o novo conhecimento, escuta-lo sobre o assunto é algo que nos faz pensar, sobretudo, naqueles momentos em que julgamos que já é um pouco tarde para aprender isto, ou aquilo... Não, nunca é tarde para adquirir conhecimento... no âmbito do que nos faz falta. É isso que nos enriquece. Em breve Fernando Costa aqui estará em entrevista para nos falar sobre muitas décadas de carreira militar e Filarmónica, sobre a riqueza da sua música, da sua cultura humana, de si... Até breve.