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Cândida Oliveira, Clarinetista
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Como consequência do prémio conquistado no Japão (International Clarinet Association 2005), que resultou num clarinete Yamaha atribuído pela marca, Cândida recebeu dias após uma proposta nipónica para ser rosto da Yamaha em clarinete, no nosso país. Cândida aceitou. Fez vários trabalhos, de norte a sul do país, incluindo Ilhas, em Espanha continente e Ilhas, desde workshops, concertos, conferências, apresentações, recitais, etc. Quatro anos após quisemos saber se justificou ou não, à jovem artista da Yamaha, ser a imagem de referência da marca. Será que a decisão de abdicar de uma marca líder de mercado a favor de outra que na altura apenas estava a emergir, justificou? Cândida diz que sim. “Ser representante de uma "marca" é uma grande responsabilidade, mas também uma atitude que representa grande respeito pelo artista e reconhecimento do seu valor. Na minha carreira, a Yamaha contribui no que diz respeito à divulgação do meu trabalho e apoio em actividades nacionais e internacionais.” Quanto aos instrumentos da Yamaha, não deixa dúvidas... “A Yamaha tem instrumentos de qualidade muito alta em todos os modelos, desde o iniciante até ao profissional. São instrumentos com características únicas. Afinação equilibrada, qualidade de emissão, de som, ergonomia, etc... Estou muito satisfeita.” Actualmente é professora de clarinete na Escola Profissional de Artes de Mirandela e na Academia Costa Cabral, no Porto. Ministra também cursos de aperfeiçoamento, faz recitais a solo e Música de Câmara. O seu projecto futuro mais próximo será o Concerto inserido no Congresso Internacional de Clarinetes, na Casa da Música em Agosto do presente ano. Baseando-se no seu percurso nacional e internacional, considera que o mundo musical português está mais aberto e mais culto em relação a anos anteriores,... “...porém em relação a países mais evoluídos como a Alemanha, França e outros ainda nos falta um pouco de trabalho. Penso que as bandas filarmónicas estão a ajudar bastante a melhorar este mundo, uma vez que ao terem cada vez mais profissionais nas suas fileiras, têm um nível musical mais elevado. As romarias são animadas pelas bandas e as pessoas acabam por ficar a ouvir como soa a música que ouvem, e até acabam por desenvolver interesse em ver algo mais, algo diferente e daí começam a ser ouvintes assíduos de concertos tanto de bandas como de orquestras.” No entanto, teremos um panorama musical favorável ao aparecimento de novos músicos e da subsistência dos que já vivem no meio? Tal como Cândida Oliveira, consideramos que este é definitivamente um assunto delicado, contudo.. “Penso que o panorama musical está a melhorar pouco a pouco, no entanto ainda não oferece condições nem valoriza os excelentes músicos e artistas no geral que temos no País. O problema mais grave é quando trabalhamos para sobreviver e não para fazer música, neste caso, com qualidade, com prazer, com dedicação... Ser músico não é só tocar em concertos ou audições, há muito mais por trás de tudo isto. Para preparar um programa de música de câmara por exemplo, são necessários vários ensaios, muito estudo individual, e este tempo não é levado em consideração.” Cândida Oliveira é uma clarinetista de topo. Tem ideias muito próprias acerca do mundo musical. Começou pelo piano mas a paixão pelo clarinete apareceu e ficamos muito gratos por isso e pelo contributo que presta à musica Rute Cruz