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Recital Final de Direcção de Hugo Lopes
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No âmbito do Mestrado em Direcção de Orquestra de Sopros do ISEIT / Viseu, Campus Universitário do Instituto Piaget Viseu, com o professor titular Paulo Martins, Hugo Lopes realiza o seu Recital Final. Dirigindo a Orquestra de Sopros da Academia de Música de Castelo de Paiva, vai realizar um concerto no Auditório Municipal de Castelo de Paiva, no próximo Domingo, dia 17 de Outubro, pelas 17.30h. Do programa** constam obras contrastantes, assim como, uma obra para trompa solo, uma obra em quadrifonia e outra com a participação a solo de quatro aspiradores. *Programa: I parte “Quartett in F, op.96”, Antonin Dvorak (orq Hugo Lopes) “Jeanne D’arc”, Alex Poelman (Trompa solo, Luís Agostinho) II parte “Manhattan Symphony”, Serge Lancen 1. Arrivée à Manhattaná 2. Le Central Park 3. Harlem 4. Broadway 5. Rockefeller building “The Fire of the Living God”, Jesse Ayers “A Grand, Grand Festival Overture”, Malcolm Arnold (orq Keith Wilson) **NOTAS DO PROGRAMA: “Quartett in F, op. 96”, Antonin Dvorak Compositor checo, Antonin Dvorak (1841-1904), escreveu a sua op. 96 Quarteto String Quartet em Junho de 1893, enquanto ele e sua família estavam de férias na comunidade Checa de Spillville, Iowa. Dvorak era o Director do National Conservatory of Music in New York. A primeira obra que escreveu em Spillville foi “New World” Symphony, onde usou elementos do nativo americano e melodias Afro-Americanas a partir de canções folk. No caso do "American" Quartet in F op. 96, Dvorak disse que enviava um "cartão postal musical" à sua terra natal, incluindo "impressões e saudações do Novo Mundo." Dessa forma, Dvorak era verdadeiramente "inspirado pela América." “Jeanne D’arc”, Alex Poelman “Jeanne d’Arc” é uma obra para trompa de harmonia solo e banda sinfónica, constituída por vários andamentos, mas sem qualquer paragem entre eles. A obra evoca para a história de vida, da heroína e lutadora pela liberdade da França no século XIV. Segundo Jeanne d’Arc, Deus ordenou-a que libertasse o seu povo dos opressores, na altura, os ingleses, durante a guerra dos cem anos. Guiada por uma forte vontade de liberdade alimentada por Jeanne, a França vence batalhas umas atrás das outras. Mas por fim, Jeanne, durante a guerra dos cem anos, a comandante de mais de quatro mil franceses, é traída e entregue aos ingleses. Quando chega o dia do julgamento, Jeanne, acusada de heresia e assassinato, é condenada à fogueira, apenas com dezanove anos. Alguns anos após a sua morte, Jeanne foi considerada inocente pelo Papa Calisto III. Em 1909, a Igreja católica autoriza a sua beatificação e mais tarde, em 1920 é canonizada pelo Papa Bento XV. Na obra “Jeanne d’Arc”, a heroína é representada pela trompa de harmonia. Variando desde sons românticos até passagens heróicas num registo superior, as características versáteis da trompa, vão demonstrando todo o decorrer da história acima descrita. “Manhattan Symphony”, Serge Lancen Arrivée à Manhattaná (1.) À medida que nos aproximamos do final da viagem de barco e deixamos toda a névoa para trás, os esplendorosos arranha-céus vão ganhando forma e clareza, chegamos a Manhattan… Le Central Park (2.) Estamos no Central Park e, aqui também, começamos um passeio num mundo poético. Sem qualquer interrupção, chegamos, então, a: Harlem (3.) uma sinfonia “espiritual”. Broadway (4.) A movimentada e cosmopolita artéria da cidade Por fim, o grande final: Rockefeller building (5.) descreve o grande esplendor de todos os edifícios. “The Fire of the Living God”, Jesse Ayers The fire of living God é o último andamento de "…and they gathered on Mount Carmel" uma quadrifonia da representação musical do grande confronto entre o Antigo Testamento, o profeta Elias e os falsos profetas de Baal. Todos esperam o resultado da oração de Elias e uma tensão nervosa enche o ar. Uma luz resplandecente aparece no céu, acelerando em direcção à terra. As pessoas caem em seus rostos no temor do Deus verdadeiro e os falsos profetas são assassinados por sua perversidade. O trabalho foi iniciado em Março de 1994 em New Smyrna Beach, Florida, enquanto o compositor era um artista que residia no Centro Atlântico de Arte, e foi concluída em Knoxville, Tennessee, em Março seguinte. A orquestra é dividida em três grupos: metais e saxofones altos em cada lado da plateia e os instrumentos restantes estão no palco, em frente à plateia. Blocos maciços de som, alguns estáticos ritmicamente e outros activos, são justapostos uns contra os outros. Nos segundos finais da peça, os dois grupos de metais unem forças para dizer a última frase de Martin Luther’s “A mighty fortress is our”, que é citado como uma bênção e reivindicação para a libertação de Elias. “A Grand, Grand Festival Overture”, Malcolm Arnold “A grand, grand festival overture” é uma obra desinibida e divertida. Podemos desde já atribuir-lhe o adjectivo de peculiar, graças à soberba participação de quatro aspiradores. O momento de abertura, melhor dizendo, a introdução, contém pequenas alusões a temas da obra que durante a sua execução vão ser desenvolvidas. Com uma série de intervenções brilhantes, o quarteto de aspiradores faz uma contribuição notável para textura orquestral. Esta obra é dedicada ao presidente Hoover pelo próprio compositor.