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06 de Agosto, 2026

Prova de Mestrado de José Manuel Ribeiro

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Integrado na Prova de Mestrado em Direcção de Orquestra de Sopros do Instituto do Piaget de Almada, a Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana apresenta-se em concerto sob a direcção artística de José Manuel Ribeiro. O Dir. Artístico José Manuel presta provas no Auditório da Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense (Olivais) no dia 20 de Novembro de 2010 pelas 21h30. Quanto ao programa, o concerto englobará as seguintes obras: * A Grande Marcha Concertante, de Joaquim Luíz Gomes “A Grande Marcha Concertante” caracteriza-se por uma constante valorização de melodias popular enriquecendo-a com recursos técnicos que, além de lhe permitirem mais vastos horizontes, a reveste de novos ambientes procurando tirar partido do seu potencial sonoro, sem contendo a desvirtuar na sua verdadeira expressão artística. Joaquim Luíz Gomes nascido em Santarém no ano de 1914, fez os seus primeiros estudos na sua terra natal, frequentou depois o Conservatório de Lisboa onde se diplomou com brilho nas disciplinas de Clarinete Harpa e Composição. Terminando este curso exerceu, alguns anos, o lugar de solista em Harpa na Banda de Musica da G.N.R. ao mesmo tempo que se dedicava intensamente à composição. A sua actividade criadora viria no entanto a sobrepor-se a todas as outras, impondo-o como um dos maiores valores da sua geração. Da vasta produção de Joaquim Luiz Gomes destaca-se a Sonata para piano e Orquestra Sinfónica, um Prelúdio, Abertura Scalabitana, Suite Infantil o Bailado Abídis Poema Ribatejano (executado em 1ª audição pela Banda da G.N.R. em 1951), Rapsódia em Fado, três Sinfonias para Banda (dedicadas à Banda da G.N.R. e executadas por esta em primeira audição) Como Chefe de Orquestra, dirigiu Festivais de Canção em Portugal, Inglaterra-Londres Eurovision Song Contest (1968), Brasil Rio de Janeiro, Festival Internacional da Canção Popular (1968) e Espanha Aranda del Duero (1970). Como autor de canções obteve 1º prémios em Itália-Festival Della Canzone Latina (1955) e em Espanha-La Cancion,del Duero em (1970) e o 2º prémio no Concurso Nacional de Canções da T.V. * Abertura da Opera Rienzi, de Richard Ragner Obra da autoria de Richard Wagner, compositor que revolucionou profundamente a estética e toda a técnica musical da sua época. Era possuidor da mais vasta e complexa mentalidade da sua época e dotado de um enorme talento poético. Autor de todos os seus poemas, pensador original e crítico com uma larga cultura filosófica. Wagner não considera a sua obra como mera produção estética mas sim como a representação da sua própria concepção filosófica de vida. Rienzi foi a sua primeira ópera, inspirada na obra literária do mesmo título do escritor Inglês Bulwer-Lytton. Foi escrita quase na totalidade na localidade de Riga, onde Wagner se encontrava na altura a dirigir a Orquestra de Ópera. Teve a sua primeira audição na cidade de Dresde em 20 de Outubro de 1842. Uma introdução lenta começando com uma nota sustentada pela trompete, precede a exposição dos temas; primeiro o da “Oração da Rienzi” que tornará aparecer mais tarde em andamento vivo, e depois o “Hino” da Batalha” que, desenvolvido em cores fortes de orquestração irá dominar vigorosamente o final. Wagner utilizou também elementos temáticos do fim dos 1º e 2º actos pretendendo dar assim, em síntese, a acção que se desenvolve no decorrer desta belíssima obra. * Antilliaanse Suite, de Kees Vlak Obra da autoria de Kees Vlak compositor contemporâneo Holandês, nascido em 1938, concluiu o Curso Superior de Composição e de Direcção de Orquestra no Conservatório de Amesterdão. Desde então tem trabalhado com diferentes Orquestras e Bandas para as quais tem composto várias obras. O autor, inspirou-se nas Antilhas Holandesas para escrever esta obra, explorando com tanta realidade o carácter da vida dessas ilhas, que a sua audição nos transporta àquelas longínquas paragens através dos seus ritmos exóticos. Esta Suite é composta por 3 andamentos, a que o Compositor deu o nome de 3 Ilhas Antilhanas. 1ª Andamento,”ARUBA”, começa com uma pequena introdução que rapidamente passa ao movimento de valsa até final do andamento. 2º Andamento, “BONAIRE”, é executado no ritmo de Bolero. 3º Andamento, “CURAÇÃO”, num ritmo característico Sul-Americano, demonstra bem a vida agitada da América Central. * Rapsódia em Fado, de Joaquim Luiz Gomes Obra de Joaquim Luíz Gomes composta entre 1957 e 1970 durante a permanência do autor na condição de Compositor e Director de Orquestra no Programa Radiofónico “Canções de Portugal”. Esta Rapsódia caracteriza-se por uma linguagem musical que reflecte em forma de Rondó, na alternância, estribilho e copulas, esta obra emprega uma linguagem musical de certa maneira a canção urbana de Lisboa e Coimbra. Pretende o autor, colocar em diálogo essa gama expressiva, dar uma contribuição pessoal à nossa música popular, cuja raiz portuguesa, isenta de quaisquer influências, reafirma valores muito enraizados no nosso povo. Curriculum Vitae de Maestro José Manuel Ribeiro