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05 de Agosto, 2026

Concerto de Homenagem do 100º Aniversário do Nascimento de Duarte Ferreira Pestana

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Na próxima segunda-feira, dia 21 de Fevereiro de 2011, às 21h30, irá realizar-se um Concerto de Homenagem do 100º Aniversário do Nascimento de Duarte Ferreira Pestana*, no Auditório do Conservatório de Música do Porto. Neste concerto, realizado no dia em que este brilhante compositor português para banda e distinto músico militar do Exército e da G.N.R. completaria 100 anos, a Orquestra de Sopros do Conservatório de Música do Porto, sob a direcção de Fernando Marinho, interpretará unicamente obras da autoria de Duarte Ferreira Pestana. O concerto será precedido, às 21h15, de uma palestra e comentários com Hernâni Petiz (autor da Dissertação de Mestrado em Estudos Teóricos – Música, apresentada à Universidade de Aveiro, “Análise das Fantasias para Orquestra de Sopros de Duarte Ferreira Pestana”). PROGRAMA: *Uvas do Douro - Duarte Ferreira Pestana Fantasia Nº1 *Arco-Íris - Duarte Ferreira Pestana Fantasia Nº2 *Cartão de Visita - Duarte Ferreira Pestana Divertimento para Quinteto de Clarinetes e Flautim (instrumentista convidado) *Paisagem Ribatejana - Duarte Ferreira Pestana Fantasia Nº5 *Duarte Ferreira Pestana (21.2.1911 - 3.12.1974) Duarte Ferreira nasceu a 21 de Fevereiro de 1911 em Tões, pequena freguesia do concelho de Armamar, distrito de Viseu. Toda a paixão pela música que o pai possuía foi herdada pelos filhos. Esteve na Banda do RIP nº18 até 1934 (quando tinha 23 anos), altura em que abriu uma vaga para clarinete na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana de Lisboa. Duarte Ferreira Pestana efectuou concurso em Lisboa, e uma vez que era Furriel ingressou como 2º Sargento efectivo, preenchendo a vaga em aberto. Durante todo o seu percurso como clarinetista tocou em quase todas as melhores orquestras portuguesas. Duarte colaborou com a Orquestra do Teatro Nacional de S. Carlos e também tocava numa Orquestra Sinfónica que fazia a temporada de Ópera no Coliseu. Ao nível da composição, Duarte Ferreira Pestana foi basicamente um autodidacta. Começou a compor as suas primeiras obras na década de 30 – a Fantasia Popular “Uvas do Douro” (1935) e “Fado Sem Palavras” (1937). Dedicou-se à música ligeira para teatro, cinema e rádio contabilizando-se em algumas centenas o número de composições. Também compôs para a Banda da G. N. R. Paralelamente à vida militar na Banda da G.N.R., Duarte foi o maestro do coro e da orquestra da FNAT (era a equivalente à actual orquestra do INATEL) onde realizou vários espectáculos no Coliseu, no pavilhão dos desportos (hoje pavilhão Carlos Lopes) e em vários cinemas e teatros por todo o país. Para além de dirigir, ele escrevia para esta formação. Esteve na FNAT até 1973. Também, durante 13 anos, dirigiu o conjunto musical do Coliseu dos Recreios, bem como várias orquestras. No final da sua vida, foi promovido de 1º Sargento a Sargento-ajudante e, ao reformar-se da vida militar, dedicou-se apenas à orquestra da FNAT até quase à sua morte.