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MAESTRO ALEXANDRE COELHO
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- Aprender à distância a arte da Direcção "Só no último ano e meio é que posso afirmar que tenho aprendido algo sobre direcção, e que ainda tenho muito a aprender" Entendo que não é possível aprender direcção sem ter a presença de um orientador. A tecnologia ajuda muito, pode ser útil em algumas circunstâncias num curso de direcção, mas na minha opinião o contacto com o docente é fundamental. Faço essa afirmação por experiência própria. Já dirijo à algum tempo, sempre tive acesso a vários vídeos de formação, para além de existirem muitos workshop e gravações de cursos disponíveis na net (que tem a sua utilidade), mas só no último ano e meio é que posso afirmar que tenho aprendido algo sobre direcção, e que ainda tenho muito a aprender. Isto porque tenho um professor que ministra aulas presenciais com ou sem banda. Quando se dirige sem a presença de um professor, ou o aluno é um génio ou vai adquirindo defeitos que quanto maior for o tempo a praticá-los, maior será a dificuldade em corrigí-los no futuro. O contacto presencial dos intervenientes é fundamental. "olhos nos olhos", a voz real dos interlocutores, o toque, o calor humano é imprescindível e a máquina ainda não faz isso. Mas ainda mais importante, e na minha opinião fundamental e que faz cair por terra esta ideia, é a visão tridimensional que o aluno necessita de ter do professor quando exemplifica ou demonstra determinados gestos, bem como, a visão tridimensional que o professor deve ter do aluno para melhor lhe corrigir defeitos ou para melhor avaliar a sua performance. Imagine-se por experiência pegar num dos grandes maestros, gravá-lo a dirigir uma determinada obra, e depois projectar a imagem a frente de uma orquestra de sopros que tocará essa obra através dessa direcção virtual. Alguém acha que resultaria? Claro que não... Faz-se muita música com a tecnologia, quer seja no domínio da música electroacústica, da utilização de instrumentos electrónicos, etc.. Neste tipo de eventos onde o contacto humano é uma condição imprescindível para o sucesso, a tecnología assim aplicada não faz sentido. No entanto, mesmo que a minha opinião seja idêntica a da maior parte dos maestros que eu conheço, da forma como o marketing funciona, penso que muitas pessoas vão crer que esse método é eficaz, e vão defender essa teoria como a grande solução do problema da falta de escolas de direcção de banda em Portugal. Será um erro, e espero que o facto de já existirem alguns bons maestros no nosso País preocupados com a problemática da direcção, e de já existirem cursos como na ESML e Instituto Piaget, e outros que poderão iniciar-se, faça com que o futuro nos reserve maestros com graus de conhecimento aproximados ou idênticos ao grau de conhecimento apresentado por inúmeros instrumentistas formados nas nossas escolas. Abraço Alexandre Coelho (Agradecemos ao maestro Alexandre Coelho a gentileza da sua opinião)