De momento não existem eventos registados
Eis a Invicta Big Band (IBB)
Clique na imagem para ver o tamanho original
Da música que a IBB, sob a Direcção de António Pinheiro, produziu neste concerto inaugural (21-01-2012) irradiou muita alegria, muito entusiasmo, originou grande envolvimento do auditório que aplaudiu constantemente a orquestra e todo o repertório foi assimilado pelo público como se dele fizesse parte. Foi muito agradável assistir ao concerto. Existem, positivamente, novidades nesta nova Orquestra do Porto. No estilo, na atitude, na linguagem, quiçá no posicionamento. Naturalmente interpretar os grandes Clássicos do Jazz é tarefa “titânica” que, contudo, se poderá vencer com o tempo. Todas as orquestras do mundo tentam imitar aqueles que fizeram história no Jazz. O repertório está no ouvido do público e sempre que actua uma orquestra com um programa do género, todos os detalhes técnico-artísticos são analisados no momento. Por isso mesmo a tarefa não é fácil para quem quer entrar por esse lado da música. A intenção, o objectivo de o conseguir creio estar bem presente na IBB. Garra parece não faltar. Os solistas (muitos), de infantes a seniores, que arrojadamente saltavam do lugar e “provocavam” o auditório expondo-se a improvisar mesmo na sua cara, fizeram um show, são a prova da tal “garra”. Gostei, achei uma excelente ideia esse detalhe. Significa que ânimo, que entusiasmo não falta no grupo, para além de, naturalmente, destreza técnica. Alguns dos solistas mostram grande potencial. O estilo de direcção e a locução do maestro na apresentação das obras, “com charme e encanto”, também não passaram despercebidos ao público. Foram um excelente complemento ao programa. Apesar do aspecto artístico, que convém ter sempre presente e tanto quanto possível “ao mais alto nível”, a interacção com o público é, quiçá, o aspecto mais marcante. Assistir a um concerto e vibrar com o(s) artista(s) significa nunca mais esquecer o momento. O público é a razão de existir do artista. Sem um ou sem outro não há evento que funcione. Convém que ambos o façam como foi o caso no Concerto Inaugural da IBB. Existiu uma envolvência geral. Até o Maestro António Pinheiro, “concentradíssimo”, sempre com o flash em cima, criou vários momentos de descontracção que foram obviamente aplaudidos. Foi um prazer assistir a este concerto. É assim que nascem e se afirmam os grandes projectos, como foi reconhecido pelo Director do Conservatório do Porto, Professor Moreira Jorge, ao atribuir à IBB a medalha dos 90 anos daquela instituição. Parabéns a todos. Mário Cardoso