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17 de Agosto, 2026

Alexandre Lopes Coelho

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Conhecer-lhe as qualidades no campo musical, não basta para que se conheça o homem, humilde, sensato, que procura as horas livres (poucas) para um bom jogo de Sueca, ou um agradável momento de conversa com os amigos. Não são contudo essas preciosas qualidades, que fazem dele uma personalidade a destacar no momento. Com um vasto curriculum (ver abaixo), apesar da juventude, é o mundo da composição que o traz agora à ribalta. Determinado, diz que se recusa a fazer o que apelida de “música a metro”, o fazer por fazer. Prefere, na sua opinião, fazer menos, mas fazer bem, dado que, refere, é para isso que investe na sua formação. As obras que foi compondo, durante a primeira fase da sua licenciatura foram sempre muito apreciadas, chegando a ser interpretadas em exames de final de curso, precisamente na (ESMAE) Escola de Música, Artes e Espectáculo do Porto. A sua chegada a Maestro da Banda Marcial de Nespereira e o constante incentivo dos amigos, levaram-no a compor também para bandas. Também aí, o sucesso parece estar no seu caminho. Com um estilo muito próprio, tem já no mercado, através da editora Cardoso & Conceição, duas marchas (Armando Soares; 1853 Nascimento de uma Banda) com elevada e justificada procura. Mais recentemente compôs também a rapsódia Memórias do Povo (Nespereira), uma obra com características bem diferentes daquilo que é um hábito instalado, mas com um efeito final, que promete marcar um estilo. Esperemos apenas, que sem alterar a sua filosofia, o Maestro, Professor e compositor, Alexandre Coelho, possa emprestar algumas das suas qualidades, à composição para filarmónicas, mais frequentemente. Alexandre Lopes Coelho Filho de pais portugueses, nasceu no Brasil em 1970. Aos 11 anos vem para Portugal, mais propriamente para Nespereira, terra natal de seus pais. Nesse mesmo ano, inicia os seus estudos musicais na Banda Marcial de Nespereira –Cinfães, como clarinetista, contudo as necessidades da filarmónica, e as suas visíveis qualidades depressa levaram a que o maestro da altura lhe solicitasse que estudasse Flauta Transversal. Em 1988 é admitido como músico na Banda de Música da Região Militar do Norte, sendo posteriormente admitido no Curso de Formação de Sargentos Músicos em Flauta Transversal. Findo o curso, é colocado na Banda do Governo Militar de Lisboa onde por diversas vezes executou concertos solo em Flautim. Seria mais tarde colocado na Banda do Exército em Queluz como executante de Flautim e docente no Curso de formação de Sargentos na disciplina de flauta transversal. Actualmente está integrado como 1.º Sargento, novamente na Banda de Música da Região Militar do Norte na categoria de 1ª Flauta solo ou Flautim, alternadamente. Foi recentemente nomeado pela Chefia de Bandas e Fanfarras do Exército para ministrar uma acção de formação no âmbito da Flauta Transversal a todos os praticantes de Flauta Transversal e Flautim de todas as Bandas pertencentes ao Exército. Paralelamente à carreira de músico Militar, estudou na Escola de Música do Conservatório Nacional em Lisboa no curso de Flauta transversal, onde teve como docentes os Profs. Carlos Franco e Iwona Saiote. Aí concluiu o 5ºGrau, obtendo no exame final a nota de 20 valores. Nesse período, é admitido na Escola Superior de Música de Lisboa onde conclui o 1º ano em Flauta Transversal com o Prof. Olavo Barros. Regressando ao Porto, conclui o Curso de Conservatório em Flauta Transversal no Conservatório de Música do Porto com o Prof. Olavo Barros, e é admitido no Curso de Composição na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto. Concluiu no ano corrente o Bacharelato em composição, frequentando agora a 2ª etapa do curso, correspondente a licenciatura. Na primeira fase do curso de composição teve como docentes, os compositores Cândido Lima, Virgílio Melo, Luís Filipe Pires, Carlos Guedes, Fernando Lapa, Carlos Azevedo e Eugénio Amorim. Actualmente, estuda, para além de alguns já referidos, com o Prof. João Madureira. No âmbito da Flauta Transversal frequentou vários Master-class e seminários ministrados entre outros por Jorge Carayewski, Zoltin Giongyossi, Trevor Wie, Patrick Gallois. No âmbito do curso de Composição, frequentou seminários ministrados por Cândido Lima, Virgílio Melo, Luís Filipe Pires, António Sousa Dias, Crystopher Bockman, Paul Berg, e alguns mais. Algumas das obras compostas no decorrer do Curso, foram já interpretadas publicamente, em espaços de nível reconhecido, como o Teatro Helena Sá e Costa e a Biblioteca Municipal de Sta. Maria da Feira, por grupos de música de Câmara ou instrumento solo, onde se destaca o Concerto para Saxofone Barítono e Orquestra virtual interpretado pelo Saxofonista Manuel Joaquim Silva que incluiu uma das obras no programa do seu Exame final de Licenciatura. No âmbito da direcção musical, estudou direcção de Banda com os Maestros José Brito e Alberto Roque, e direcção coral com Bárbara Franckie. Actualmente viu algumas das suas composições para Banda serem editadas pela Editora Cardoso & Conceição,. Chega a maestro da Banda Marcial de Nespereira em finais de 2002, onde no entanto tinha já sido responsável pela criação da Orquestra Ligeira da Banda, que dirigiu nos primeiros anos, tendo inclusive editado um CD, bem como pela criação em parceria com a direcção, mormente o presidente Cláudio Oliveira, da Escola de música, em que é director pedagógico e onde o programa de ensino para instrumentos de sopro e percussão é equiparável aos programas administrados nos vários Conservatórios e Academias de Música. Nessa mesma escola, lecciona as disciplinas de Flauta e Formação Musical sendo também Professor de Flauta Transversal na Escola de Música da Banda de Esposende.