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17 de Agosto, 2026

Academia de Música de Castelo de Paiva

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O capacidade do Auditório municipal de Castelo de Paiva foi manifestamente insuficiente para a quantidade de pessoas que pretendeu assistir ao concerto de Ano Novo proporcionado pela Orquestra de Sopros da Academia de Musica daquela cidade, sob a direcção do Maestro Manuel Nunes. Repleto o auditório, para o excesso de público que quis assistir, outro remédio não restou se não assistir o tempo todo de pé. Mas, como diz o ditado, “quem anda por gosto não cansa” e a lá se preencheu também o espaço que havia para acesso aos lugares sentados. Não obstante até esse espaço ficou repleto havendo mesmo quem não tivesse acesso visível ao espectáculo. A grande afluência de público àquele concerto deve-se, pela certa, ao constante aumento de nível que a Academia, gerida pelo prof. Agostinho Vieira, e pela excelente equipa de docentes que seleccionou, nos vem habituando de ano para ano. O facto da localização da academia ser difícil, em termos de acessibilidades, não impede aquela de manter vivíssima a chama dos sopros, com cada vez mais alunos e mais actividade de grande relevo, e de se apresentar mais que uma vez por mês, em concertos do nível do Concerto de Ano Novo, em diversos pontos do país ! Uma Academia que “faz ver” muitos conservatórios. Uma Orquestra de Sopros com mais de 60 elementos, cem por cento constituída por alunos da própria instituição é obra que faz “pôr em sentido” alguns conservatórios nacionais. A Academia está de parabéns. Relativamente ao repertório, embora tenha sido de excelente qualidade, e devidamente enquadrado, quer na época festiva que em termos de alinhamento do programa do concerto, das sete obras que constituíram o referido programa, apenas uma foi de origem portuguesa... Não aconteceu só nesta orquestra. A recém-criada Banda Sinfónica Portuguesa procedeu da mesma maneira. Portugueses, se não formos nós a defender a nossa música, os nossos compositores e os nossos músicos, quem o fará?