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17 de Agosto, 2026

Ana Marques, onde quer que estejas…

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Há quem diga que esta vida é apenas um momento de transição para a eternidade, onde não há lugar ao sofrimento e à dor. É essa crença, ainda que por vezes vaga e adormecida, que nos ajuda a suportar as perdas, quantas vezes tão dolorosas, dos nossos entes queridos, arrancados à vida sem que nada o pareça justificar e quando a vida lhes parece sorrir. Que dizer da jovem Ana Marques que, aos 14 anos de idade, nos abandonou deixando atrás de si uma dor que só o tempo poderá amenizar? Ana Marques foi mais uma das muitas vítimas anónimas dos acidentes de viação – a que normalmente chamamos “estúpidos” mas que continuam a acontecer todos os dias – que tantas vítimas inocentes provocam. No mesmo acidente, ocorrido no passado dia 1 e que vitimou ainda uma irmã sua, morreram 4 jovens! A Banda Corvalense, onde a Ana Marques tocava flauta, acompanhou o cortejo fúnebre que se realizou no passado dia 3 pelas 10h00, associando-se ao luto que invade, de um modo particular, as famílias dos jovens e, de modo geral, toda a população. Neste espaço, que é de todos nós filarmónicos, há também lugar para nos lamentar-mos desta perda. Não foi apenas uma jovem flautista que morreu prematuramente, foram 4 jovens que nos deixaram de um modo que poderia ter sido evitado… de um modo que todos nós, no nosso dia-a-dia, devemos zelar sempre para que não se repita. Aos familiares da Ana Marques, bem como dos 3 colegas que consigo faleceram, endereçamos os nossos sentidos pêsames.