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11 de Agosto, 2026

Banda Amizade

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No contexto da iniciativa Bandas em Concerto a que aqui fizemos já alusão, a Banda Amizade realizará proximamente, 2 concertos, a saber: Dia 14 de Abril (Sábado) - Celorico da Beira Dia 21 de Abril (Sábado) - Santa Comba Dão Destaque-se a preocupação, expressa em proposta apresentada à Delegação de Cultura do Centro, dos responsáveis pela Banda na promoção dos autores portugueses, através da realização de concertos com base em obras escritas unicamente por portugueses, dessa forma divulgando o que de bom se está a fazer em Portugal por alguns dos actuais compositores para Banda. Eis, então, o programa previsto para os 2 concertos: A Comenda (Marcha) – Carlos Marques 1ª Suite para banda op.84 – Jorge Salgueiro Mais Alto e Mais Longe (Abertura) – Afonso Alves Tubareg – Balaú (Carlos Marques) Gaudium – Luís Cardoso O Trânsito de Vénus – Carlos Marques . A Comenda (Marcha) – Carlos Marques No ano de 2005, Jorge Sampaio, presidente da república, condecorou com o grau de comendador da Ordem de Mérito Industrial o Comendador Fernando Pinho Teixeira. Para comemorar a ocasião a Banda de Música de Carregosa encomendou esta marcha, estreada em Abril de 2006. Após uma introdução leve mas simultaneamente marcial, é apresentada a primeira secção, também ela com carácter marcial. Uma breve ponte leva-nos à reexposição da mesma. Depois desta, o reaparecimento da introdução conduz-nos ao segundo tema, este mais legato e melodioso. Após o reaparecimento da ponte que separou exposição e reexposição do primeiro tema, somos conduzidos de volta ao segundo tema, agora com uma orquestração mais grandiosa e maestosa. 1ª Suite para banda op.84 – Jorge Salgueiro 1. O vento quente que sopra do Sul 2. Dança com clarinete 3. O apelo do Mar 4. Marcha virtual Esta obra, dedicada ao músico alentejano Joaquim Alferes, é inspirada em alguns acontecimentos da sua vida. Assim, no primeiro andamento, o compositor faz uma alusão ao facto de o homenageado ser oriundo do Alentejo, com um tema inspirado nos cantos alentejanos. No segundo andamento, o clarinete, instrumento tocado pelo dedicatário, assume um papel preponderante. No terceiro, cujo tema principal é o toque de clarim da Armada portuguesa, faz-se uma alusão à entrada deste na Banda da Armada. Finalmente, no quarto andamento e porque sabemos que a marcha é o género que por excelência representa as Bandas, faz-se uma alusão à carreira de maestro de Bandas Civis do dedicatário. Mais Alto e Mais Longe (Abertura) – Afonso Alves Composta para comemorar os 95 anos do Orfeão do Porto, foi estreada em Abril de 2005 no Teatro Rivoli – Porto. Trata-se de uma abertura com intencionalidades épicas. Possui uma estrutura contrastante, opondo dinâmicas intensas e menos intensas, discursos vivos e guerreiros com momentos melodiosos e expressivos. Na estrutura da peça temos uma primeira parte – “estruturação”, “consolidação” na segunda e à terceira parte o compositor chama “maturidade e estabilidade”. Com o quarto tema pretende-se representar a “busca e experimentação” e, por fim, com o quinto tema, chegam-nos os “sons vivos”. Este é o percurso do Orfeão do Porto. Tubareg – Balaú (Carlos Marques) Uma obra fantástica, cheia de “cores” e efeitos surpreendentes. Os recursos da percussão são aqui explorados de forma admirável. Esta obra foi encomendada pelo Prof. Tristão Nogueira da Secção de Música e Folclore do INATEL, para os 20 anos dos cursos Internacionais de Jovens Músicos. O Compositor dedicou esta obra a seu Pai, pessoa sempre amiga das Bandas e que foi, durante vários anos, presidente da direcção de uma das mais prestigiadas bandas do nosso país. Gaudium – Luís Cardoso Esta obra foi composta em 2005. Estreada no mesmo ano pela Banda Marcial de Fermentelos, sob a direcção do compositor. A peça inicia-se com uma introdução, em solo, feito pelo trompete. Depois desta, o primeiro grupo de temas desenvolve-se e flui até um muito melodioso tema central. O final resume um dos objectos iniciais, sob um ostinato rítmico que lhe garante a firmeza e a força de um grand finale. O Trânsito de Vénus – Carlos Marques A ideia inicial para esta obra surgiu em 2004, durante a ocorrência do fenómeno astronómico com o mesmo nome. Composta durante 2005, foi estreada em Outubro de 2006. Obra de conteúdo monotemático. Após a apresentação do tema, este é desenvolvido mediante a utilização de várias técnicas de composição, criando assim ambientes bastante diversificados no decorrer da peça. Com um início “galáctico”, suportado pelo ostinato das madeiras, o mesmo tema irá servir para construir uma expressiva melodia na parte central da peça. A obra termina com mais uma aparição do mesmo, desta vez com uma envolvência grandiosa.