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Banda da Força Aérea Portuguesa
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A Banda da Força Aérea Portuguesa dará continuidade, no final do corrente mês, ao ciclo de concertos que tem vindo a realizar, proporcionando oportunidades únicas para escutar uma das melhores bandas do nosso país, superiormente dirigidas. Desta feita, cabe-nos destacar aqui a realização de concertos nos próximos dias 24 (amanhã), 25 e 31, respectivamente em Vila Nogueira de Azeitão, Lourinhã e Almada, de acordo com os pormenores que a seguir se apresentam: Dia: 24 de Março de 2006 às 21H30. Concerto realizado no âmbito da iniciativa “UM DIA PELA VIDA” promovida pela Liga Portuguesa Contra o Cancro. Com o apoio da Autarquia. Local: Sociedade Filarmónica Perpetua Azeitonense, em Vila Nogueira de Azeitão Direcção:: Maestro Capitão José João Serra Programa Arsenal (Marcha) - J. V. Der Roost Ouverture Jubiloso (Abertura) - F. Erickson A Mozart Festival (Selecção) - Arr. C. W. Johnson Suite Alentejana Nº1 (Fandango) - L. F. Branco Ascencions (Fantasia) - J. Bocook Preludio de verão - A. Caineta Nostradamus (Fantasia) - O. M. Schwarz Titanic (Medley) - J. Horner Innuendo (Selecção) - Arr. R. V. Der Velde ____________________________ Dia: 25 de Março de 2006 às 21H30. Concerto integrado nas comemorações dos 128 anos da Associação Musical e Artística Lourinhanense integrado no Programa de actividades Culturais da Câmara Municipal da Lourinhã. Local: Auditório Manuel Maria Baltazar (sede da AMAL) Direcção: Maestro Tenente Coronel Élio Murcho Programa Bodasd Figaro (Abertura) - Mozart Suite Alentejana Nº 1 (Fandango) - L. F. Branco 3º Concerto Para Clarinete - José Canongia (Solista: Sargento-Ajudante João Menezes) Purgatório (Quadro Descritivo) - R. Smith Charles Chaplin (Selecção) - Arr. M. Peeters Highlights From Chess (Musical) - Arr. J. De Meij ____________________________ Dia: 31 de Março de 2006 às 21H30. Concerto integrado nas comemorações dos 50 anos do Externato Frei Luís de Sousa de Almada Local: Sede da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense Direcção: Maestro Capitão José João Serra Programa: Lenito (Marcha - Leonel D. Ferreira Ouverture Jubiloso (Abertura) - F. Erickson A Mozart Festival (Selecção) - Arr. C. W. Johnson Suite Alentejana Nº1 (Fandango) - L. F. Branco The Sound Of Music (Selecção) - Arr. Robert Bennett Cidade Submersa (Poema Descritivo) - Ferrer Ferran Nostradamus (Fantasia) - O. M. Schwarz Titanic (Medley) - J. Horner Innuendo (Selecção) - Arr. R. V. Der Velde José Avelino Canongia Nasceu em Oeiras em 10 de Outubro de 1784 e faleceu em Lisboa a 14 de Julho de 1842. Filho de um fabricante de sedas Catalão que ali se havia estabelecido, com certeza atraído àquela terra pelo conde de Oeiras e Marquês de Pombal, que na sua vila senhorial, quis estabelecer um grande centro fabril. José Avelino começou a sua aprendizagem com o pai, também clarinetista amador. Estudou Violino e Piano mas foi o Clarinete o seu instrumento preferido. Estudou com Wisse, então primeiro clarinete da Orquestra de S. Carlos. Fez parte da Orquestra do Salitre e desempenhou ao mesmo tempo funções de Chefe de Banda Militar. Em 1806 inicia uma digressão por França onde faz inúmeros concertos. Tocou também em Inglaterra regressando a Portugal em 1815 tendo sido aplaudido com entusiasmo em Lisboa e no Porto. Percorre em seguida Espanha, Sul de França, Itália, Suiça, Áustria e Prússia Em 1820, em parte devido às más condições que o País atravessava nessa altura, volta a Paris onde actuou nos célebres Concertos Espirituais, tendo recebido rasgados elogios na imprensa local da época. Em 1821, as crónicas de Allgemeine Musikalische Zeitung dão conta de uma actuação em Weimar, onde apesar do público conhecer os grandes virtuosos Johan Simon Herstedt e Heinrich Joseph Bärmann (ou Baermann) foi favoravelmente comparado. Com a revolução Liberal, Canongia volta a Portugal definitivamente, entrando para a Orquestra de S. Carlos, e sendo nomeado músico da Real Câmara. Em 1824, com a tentativa de reforma do Seminário da Patriarcal é admitido como mestre de instrumentos de palheta. Fez imprimir em Paris, por esta altura as sua obra Introdução e Tema com Variações, dedicada ao Barão de Quintela e Conde de Farrobo, grande protector das artes. Mais tarde imprime o seu Primeiro Concerto, provavelmente também com a ajuda daquele mecenas. Quando em 1835 é fundado o Conservatório, Canongia transita para aquela instituição com o mesmo cargo. Editava por essa época, também em Paris mais quatro obras: uma Ária Variada, o Segundo, o Terceiro e o Quarto concertos para Clarinete. Vivendo na época do virtuosismo, Canongia foi o digno representante nacional. Foi a época, entre outros, dos famosos clarinetistas Bernhard Crusell, Joseph e Friedrich Beer, do já citado Carl Baermann e do também já citado Johann Hermstedt para o qual o compositor Louis Spohr escreveu os seus concertos. A colaboração entre músicos e instrumentistas era frequente nessa época e também Carl Maria von Weber encontrou no clarinetista Heirich Baerman a parceria desejada para as suas obras. Os músicos compositores também existiam e entre clarinetistas uma das referências é Bernhard Crusell cujas obras para clarinete escreveu e inerpretou. O mesmo se passou com Canongia. Vivendo num período dificil da história de Portugal, Canongia nunca tomou partido embora se perceba a sua simpatia pela causa liberal, patente nas dedicatórias que faz nos seus concertos. 3º Concerto para Clarinete de José Avelino Canongia O terceiro concerto para clarinete é dedicado a Dom Fernando II, segundo marido de D. Maria II, que foi um grande protector das artes, mormente da música. O mais tocado, e também, segundo algumas opiniões a mais importante das obras para clarinete de Canongia, o terceiro Concerto divide-se em três andamentos, Allegro Maestoso, Andantino e Allegro. A tonalidade em que está escrito, Mi bemol maior ou seja, Fá maior para o clarinete em Si bemol, era uma tonalidade fácil para os instrumentos em uso no princípio do sec. XIX, o que permitia ao solista impressionar, sem muito esforço. Está escrito na forma sonata, embora não da maneira convencional tendo a exposição orquestral uma importância secundária quando comparada com a do solista. O segundo andamento, em Dó menor, em compasso 9/8, é ligado ao terceiro, em 6/8 por uma modulação à tonalidade inicial tocada pela orquestra.