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09 de Agosto, 2026

Banda de Pevidém e Orfeão Coelima

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A Banda Musical de Pevidém, acompanhada pelo Orfeão Coelima realizará um , no próximo dia 4 de Abril, na Igreja de S. Francisco, em Guimarães. O concerto é integrado no XI Ciclo de Concertos de Páscoa, promovidos pela Câmara Municipal de Guimarães, e contará com a presença de dois grupos de mérito artístico e cultural reconhecido que são o Orfeão Coelima, dirigido pelo Maestro Professor Francisco Ribeiro e a Banda Musical de Pevidém dirigida pelo jovem Maestro Professor Vasco Silva de Faria. O programa do concerto é o seguinte: Banda Musical de Pevidém (Direcção: Maestro Vasco Silva de Faria) Le Roi d’Ys - Edouard Lalo Irish Tune from “County Derry” - Percy Grainger Rapsódia Eslava nº 3 - Carl Friedmann Orfeão Coelima (Direcção: Maestro Francisco Ribeiro) Locus Iste – Gradual - Anton Bruckner My Lord - Espiritual Negro Velum Templi - Frei Manuel Cardoso Avé Maria - Tomás de Vitória Requiem - Carlos Gama Orfeão e Banda (Direcção: Maestro Vasco Silva de Faria) Jesus, Minha Alegria - J. S. Bach Tollite Hosteas - Camille Saint-Saens 1812 – Abertura Solene, op. 49 - P. I. Tchaikowsky Hino da Cidade de Guimarães - Vasco Leão Vasco Silva de Faria Nasceu a 18 de Outubro de 1978, em Guimarães. Iniciou os seus estudos em 1988 com o Sr. Manuel Silva, tendo depois ingressado na Sociedade Musical de Pevidém no ano seguinte sob a direcção do maestro Francisco Ribeiro. É Licenciado pela ESMAE em Instrumentista, variante de Trompete, e possui o Curso de Instrumentista de Sopro da Artave, ambos na classe do Professor Kevin Wauldron, com elevada classificação, tendo trabalhado paralelamente e a nível particular com os Professores Stephen Mason (Lisboa) e Pierre Dutot (Bordéus). Trabalhou na Orquestra Sinfónica Artave, Orquestra de Sopros Artave, Orquestra Sinfonieta, e como músico convidado na Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Musicare, Orquestra Académica do Porto, na Orquestra Nacional do Porto e na Remix Orquestra Barroca, sendo actualmente o 1º Trompete na Orquestra de Câmara do Minho. Trabalhou com os maestros António Saiote, Cesário Costa, Cristophe Millet, Emílio Pommarico, Ernst Schelle, Francisco Ribeiro, Hans Martin Rabbenstein, J.L. Borges Coelho, Marc Tardue, Martin André, Omri Hadari, Vitor Matos, entre outros. Participou em Masterclasses de Trompete com Maurice André, em Zurique (Suiça), com Eric Aubier e Stephen Mason, em Lisboa e com Hakan Hardenberger e John Aigi Hurn, no Porto. Participou na Conferência Internacional de Trompete, com Vincent Penzarella, Adolph Herseth, Pierre Dutot, John Faddis, entre outros, promovida pelo I.T.G., e realizada em Nova Iorque (E.U.A.), em 2000. Participou em Master Classes de Música de Câmara com os Hot Brass e com os Barquisimetal. É laureado do Concurso da R.D.P., Prémio Jovens Músicos, com o 3º Prémio em Música de Câmara, nível médio (1994) e com o 3º Prémio em Trompete, nível superior (1999). Apresentou-se como solista em Portugal, Espanha, Suiça e Alemanha, em recitais com Piano e Órgão e com a Orquestra Sinfónica Artave, Orquestra de Sopros da Academia de Música de Valentim Moreira de Sá e com uma Orquestra de Jovens Luso-Alemã. Realizou recitais em duo de Trompetes com o trompetista Luís Granjo. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian de 1995 a 2000. É membro do International Trumpet Guild desde 1999. Foi convidado a ministrar Oficinas de Metais em Guimarães (1998), Cursos de Aperfeiçoamento de Trompete em Ponte de Lima (1999 e 2000) e Ruivães (2006 e 2007), Acção de Formação em Vale de Cambra (2005), Master Classe de Trompete em Paredes (2007, 2008 e 2009), sendo o Professor de Trompete nos III e IV Estágios da FIJUNA – Banda Juvenil do Norte Alentejano, em Portalegre (2002 e 2003). Fundou o Decateto de Metais de Guimarães e o Ensemble de Trompetes de Guimarães. Lecciona na Academia de Música Valentim Moreira de Sá em Guimarães, onde é elemento do Conselho Pedagógico e na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo, é Professor Assistente da Classe de Trompete da Universidade do Minho em colaboração com o Professor Pierre Dutot. É Director Artístico da Banda Musical de Pevidém desde 2007 e Director Artístico-Adjunto do Orfeão Coelima desde 1997. Criou Orquestra Juvenil de Pevidém em 1999, sendo o seu actual responsável artístico e Director Artístico fundador, tendo realizado com este grupo a gravação do CD “ One Moment in Time “, em Dezembro de 2001. Encontra-se a frequentar o Mestrado em Estudos da Criança – Especialização em Educação Musical, no Instituto de Estudos da Criança da Universidade do Minho. Sociedade Musical de Pevidém Fundada em Outubro de 1894 na região de Pevidém a Banda da Sociedade Musical de Pevidém é hoje uma prestigiada banda no meio artístico. Como em quase todas as colectividades nascidas no séc. XIX os meios eram escassos, mas como tudo na vida para se singrar é preciso sentir dificuldades e limpar o percurso dos escolhos que estão sempre a aparecer. Manuel Martins Coelho Lima, à frente de um punhado de bairristas, funda a Banda da Sociedade Musical de Pevidém. Nesse mesmo ano e graças à colaboração do professor de música Manuel “Necla”, Manuel Martins Coelho Lima é nomeado regente dos seguintes 16 executantes fundadores: António José Lopes Correia, Augusto Silva Marques, Avelino Pereira de Vasconcelos, Avelino Pereira, Domingos da Costa Fernandes, Domingos Pereira Fernandes, Francisco Fontão, Francisco Pereira, João de Oliveira, João Roque Oliveira, José Correia Guimarães, José Fontão, José Luís Carlos Soares, José de Oliveira, José de Oliveira Costa, e Manuel Pereira Fernandes. Ao longo de vários anos os 16 executantes fundadores dedicaram-se de tal forma que mesmo com poucos recursos financeiros adquiriram os seus próprios instrumentos, partituras e todo o material necessário para o início da banda. Ensaiavam, em casa dos próprios, em barracões de alfaias agrícolas, não reunindo estas as condições adequadas para um bom desenvolvimento musical. Sem espectáculos e sem formação empenharam-se de corpo e alma para que este sonho se tornasse realidade. Com o decorrer dos anos a banda foi entusiasmando cada vez mais pessoas, e procuraram evoluir em termos musicais, Manuel Martins Coelho Lima com o apoio do grande entusiasta Manuel José Rodrigues, começa a ter a colaboração dos maestros Capitão Romano e Ribeiro Dantas e dos ajudantes Ferreira e Domingues. É nesta época que a banda adquire alguma formação musical, conseguindo assim um maior número de convites para festividades. Em 1929 é nomeado regente o maestro Albano Martins Coelho Lima, filho de Manuel Martins Coelho Lima. Ao fim de três anos como maestro, Albano Martins Coelho Lima vê-se obrigado a deixar a regência da banda, tornando-se presidente desta, devido ao desenvolvimento da sua empresa “Coelima Indústrias têxteis”. Seguiram-se os maestros Arnaldo Ferreira do Vale e António Ribeiro de Castro. Em 1960 é nomeado maestro Joaquim Martins Coelho Lima, filho de Manuel Martins Coelho Lima, que nasceu para a música na nossa escola da banda, e que teve os seus ensinamentos musicais com o seu pai. Além de músico e maestro, foi também compositor. Em 1970 assume a regência da Banda o maestro Francisco Ribeiro. Depois de 30 anos como regente e 50 anos ao serviço da nossa instituição sucede-lhe Maciel Matos. Em 2007 é nomeado o maestro actual, o Professor Vasco Silva de Faria, que iniciou os seus estudos musicais na nossa colectividade. A nossa Banda tem participado em vários concertos, no país e no estrangeiro, realizou várias gravações para a E.N. e R.C.P. e recentemente acompanhou o trompetista e solista internacional Pierre Dutot. É desde Fevereiro de 2009 Instituição de Utilidade Pública, “pelos relevantes serviços prestados à comunidade ao fomentar a cultura, através da Escola de Música, da Orquestra Juvenil e da Banda Musical, contribuindo, com tudo isto, para a elevação intelectual e artística dos seus sócios e da população em geral”. Francisco Ribeiro Natural de Pevidém, Guimarães, iniciou os seus estudos musicais aos 8 anos de idade com seu pai, ingressando pouco depois na famosa banda local. Em 1958, contando apenas 17 anos, incorporou-se na Banda Sinfónica da G.N.R. e, de seguida, na Orquestra Filarmónica de Lisboa. Durante a sua permanência na Capital, estudou Violino e Piano no Conservatório Nacional, onde se diplomou no instrumento Clarinete. Foi ainda regente da Banda da Sociedade Operária Amorense do Seixal. Em 1963 e 1965 deslocou-se com a Banda da G.N.R., respectivamente, à Holanda e ao Brasil, tendo efectuado digressões pelas mais importantes cidades daqueles países. Em 1967 regressa à sua terra natal para dirigir a Banda da Sociedade Musical de Pevidém e o Orfeão Coelima. Nesse mesmo ano, matriculou-se na Escola de Música Calouste Gulbenkian de Braga, onde concluiu o Curso Superior de Canto. Frequentou e orientou diversos cursos de regência coral e instrumental, nomeadamente os organizados pela Fundação Calouste Gulbenkian, INATEL, APEM, e ARTAVE. Em 1980 foi convidado para Director da Banda Municipal de Celanova - Espanha. Além de Director Artístico do Orfeão Coelima, Coral Santo Condestável do Grupo Nun'Álvares de Fafe e da Banda de Pevidém, o Professor Francisco Ribeiro tem leccionado em várias Academias e Escolas de Música da região, como os conservatórios de Braga e Guimarães, a Escola E.B. 2,3 de Pevidém e, desde a sua fundação, no CCM (Centro de Cultura Musical) e ARTAVE (Escola Profissional Artística do Vale do Ave), exercendo nesta última as funções de Director Pedagógico Adjunto na área dos Sopros, até Setembro último. É autor de vários números corais e instrumentais, colaborando ainda regularmente com artigos de índole musical em jornais da região, em especial no "Boletim Coelima" e "Notícias de Guimarães". Em Dezembro de 1993 voltou ao Brasil acompanhando a Orquestra Sinfónica ARTAVE que executou concertos nas cidades de rio de Janeiro, S.Paulo, Brasília, Belém do Pará, Maceió, Recife e Vitória. Fez várias viagens de estudo a instituições de carácter musical nas principais capitais da Europa e da América Central. Em 1994 viajou até aos Açores com a Banda de Pevidém para participar nos festejos em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres, na cidade de Ponta Delgada. Em Novembro de 1999, visitou uma vez mais a República Checa dirigindo o Coral Santo Condestável que ali se deslocou para participar no 9.º Festival de Música do Advento e de Natal, realizado na cidade de Praga. Além destas deslocações, dirigiu os agrupamentos de que é responsável artístico em todas as regiões de Portugal e nas principais cidades da Galiza - Espanha. Em 2000 comemoraram-se os seus 50 anos de actividade musical. No âmbito destas celebrações foi condecorado pela Câmara Municipal de Guimarães com a Medalha de Mérito Artístico (ouro). Em 2001 cessa as funções de Director Artístico da Banda de Pevidém, da qual recebeu ao longo dos seus 50 anos de carreira, todas as condecorações em vigor na Instituição. No mesmo ano de 2001, em regime de voluntariado, assume a direcção do Coral UNAGUI (Universidade do Autodidacta e da Terceira Idade de Guimarães), com o qual fez uma importante digressão à Rússia, visitando entre outras, as cidades de S.Petersburgo, Uglich e Moscovo. No campo pedagógico tem sido convidado a presidir a diversos júris de provas de instrumento e conjuntos musicais a nível nacional e internacional. Orfeão Coelima Quando ainda pouca gente pensava a sério em realizações pessoais ou colectivas que levassem o rótulo de liberdade de acção emancipação pessoal e cultural dos trabalhadores portugueses, constituía-se numa empresa em Pevidém, por iniciativa e responsabilidade dos seus colaboradores, apoiados pela Administração, um Grupo Coral, sob a direcção artística do Maestro Albano Abreu, que viria a dar origem ao Orfeão Coelima. Foi no dia 3 de Junho de 1963, em homenagem ao trabalhador mais antigo e seu fundador — Albano M. Coelho Lima — que um grupo de empregados, reforçados por uma equipa de coralistas da Póvoa de Varzim e da Banda Musical de Pevidém, resolveu tomar a iniciativa. A união de muitos funcionários da empresa ao seu Orfeão bem como o entusiasmo já reinante me redor do futebol e ciclismo, levaram a que volvidos poucos meses, fosse criado um Centro de Alegria no Trabalho, o qual após a elaboração de estatutos oficiais, a tomar a designação que hoje ostenta — Centro Cultural e Desportivo da Coelima. O Orfeão conta no seu historial actuações por todo o país, sendo impossível enumerar todas elas. Merece porém referência destacada a sua deslocação a Vigo (Espanha) e a gravação para a RTP em 1974, transmitida várias vezes no programa “O povo e a Música”. No arranque da iniciativa para o Encontro de Coros do Norte de Portugal também o Orfeão esteve presente cabendo-lhe a organização do II Encontro no ano de 1972 o qual redundou em pleno êxito artístico e popular. De sua iniciativa, organização nas instalações sociais em Pevidém, tardes e noites de verdadeiro convívio e arte, dos quais salientamos os 28 Encontros de Coros, alguns internacionais, em homenagem póstuma a Albano M. Coelho Lima. O Orfeão Coelima actua regularmente com o seu Grupo Instrumental, Banda de Pevidém e Orquestra de Sopros da Artave. Nestes últimos anos deu concertos nas principais cidades da Galiza, destacando-se em 1994 a solenização da “Missa do Peregrino”, na imponente Catedral de Santiago de Compostela. Desde 1972 tem como director artístico o Maestro Francisco Ribeiro.