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Banda Fil. da Soc. União Musical Alenquerense
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Depois de ouvirmos no sábado passado o concerto aqui noticiamos, pela Banda Alenquerense, em Pombal, nas comemorações dos 180 anos da Filarmónica Louriçalense, cremos ser oportuno referir que, no Sul existem Bandas Filarmónicas que deveriam aparecer mais, porventura a norte. Provavelmente seriam uma grande surpresa para muita gente. Sempre que se fala de Bandas Filarmónicas a referência em termos de qualidade (e até de quantidade) vem do norte. Naturalmente e sem qualquer rodeio no norte a actividade filarmónica é mais intensa, por vários factores que são sobejamente conhecidos de todos. Contudo, não se pense que a situação sem mantém inalterável através dos tempos. Porque os tempos mudam. Há uma semana atrás noticiamos o 1º prémio que a Banda de Porto Salvo arrebatou na Austria. A Banda de Alcohete ganhou em 2003 um 1º prémio no certame internacional de Valência. Soubemos também que a Banda de Palmela se tem apresentado com excelente nível quer em Portugal quer no estrangeiro. E, seguramente porque não nos é dado a conhecer, muitas outras Filarmónicas do sul (tal como no Norte) vão desenvolvendo o seu trabalho elevando o seu nível de qualidade. Um grande surpresa para nós foi de facto neste fim de semana a Banda Alenquerense. Sabíamos que estavam a tentar desenvolver um trabalho de base, desde hà poucos anos, - apostando fortemente na escola de música - com vista á elevação do seu projecto. Não sabíamos era que o retorno, a "rentabilidade do investimento" fosse tão rápido. É que assistimos a um concerto por uma Banda com mais de 70 músicos, com uma faixa etária muito jovem e a apresentar um excelente trabalho. Mas sem qualquer exagero! Tal como referiu o presidente da C.M. de Pombal, é uma Banda muito jovem, muito disciplinada, que no fim do concerto deixa o público com "água na boca" pela qualidade do trabalho que apresenta, que deu imenso prazer assistir ao seu concerto e que assim continuando serão um bom exemplo a seguir. O Público de facto gostou, de tal forma que "obrigou" a Banda a tocar dois "encores" - duas "Polkas" de Strauss - não sendo "propriamente usual" - palavras do maestro Maj. Vasco Flamínio, faze-lo. Mas atendendo a que o público apoiava calorosamente, acedeu. Cumpre também salientar que a Banda apresentou um solista em Clarinete - Pedro Parreira - de apenas 17 anos, que executou de forma brilhante "Gipsy Tunes" de Pablo de Sarasate. O Pedro é um jovem cheio de entusiasmo pela música e pelo clarinete. Está de parabéns, tal como a Banda. Digamos que a Filarmónica Louriçalense, para assinalar os seus 180 anos, neste sábado (14 de Maio 05), neste local e com esta Banda, à semelhança dos eventos anteriores, foi claramente bem sucedida. A ausência de música portuguesa neste concerto foi no nosso entender o único aspecto objecto de reparo.