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Banda Nova de Fermentelos lança 17º CD
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A Banda Nova de Fermentelos, fundada em 1921, no próximo sábado, dia 30 de janeiro, pelas 21h30, contando com a presença de conceituados especialistas da indústria da música, apresenta publicamente o CD intitulado “2015”, a 20ª publicação audiográfica do seu historial. Com a participação de 85 instrumentistas, maioritariamente jovens, dirigidos pelo maestro Orlando Rocha, o CD inclui alguns dos êxitos integrados no repertório ao longo do último ano. Este é o 17º CD, publicado em 16 anos, o que motiva a Direção da coletividade a, orgulhosamente, desabafar, que “poucos serão os artistas em Portugal, individuais ou coletivos, que poderão gabar-se de um tão elevado ritmo de lançamentos discográficos”.
A Banda Nova de Fermentelos (BNF) conta já com 16 CD’s no seu catálogo discográfico, sendo duplo um deles, gravados entre 1999 e 2011, a que se juntam um LP duplo, gravado em 1979, aquando da digressão à Venezuela, e duas cassetes, gravadas no Cine-Teatro S. Pedro (Águeda), em 1990 e 1994, respetivamente. No próximo dia 30 de janeiro, sábado, pelas 21h30, a BNF dará outro passo importante no seu historial, ao lançar o seu 17º CD, intitulado “2015”. Inclui algumas das obras integradas mais recentemente no repertório, que, invariavelmente, nas muitas atuações de Verão, aquando da participação em festividades, mereceram comentários muito elogiosos dos apreciadores da música filarmónica.
A gravação da mais recente obra discográfica, que agora é apresentada ao público, foi efetuada no início do passado mês outubro, na sala de ensaios da coletividade, quase cinco anos após a última gravação. Conta com a participação de 85 instrumentistas, dirigidos pelo maestro Orlando Rocha. Para lá de outras razões, segundo a Direção, “este CD assinala o término do primeiro ano de estadia na Banda Nova de Fermentelos do maestro Orlando Rocha, enquanto seu maestro e diretor artístico da coletividade, demonstrando assim o excelente trabalho realizado no decurso deste ano, a que, no intuito da Direção, se seguirão muitos outros”.
O CD “2015” é composto por cinco obras de referência, totalizando mais de uma hora: “Rua da Fonte”, um pasodoble, de Antón Alcalde, “Valhalla”, variações para banda, de Francisco Zacarés Fort, “Egmont”, poema para banda, de Bert Appermont, “The Golden Age of the Xylophone”, solo para banda e xilofone, de Floyd E. Werle, tendo Rodrigo Marques como solista, e, por último, “Francisco Magalhães”, uma seleção de temas pop / rock do afamado grupo Scorpions, com arranjos do maestro Luís Cardoso, um conterrâneo fermentelense, com um vasto palmarés enquanto autor e arranjador.
A gravação de um CD é um marco importante na evolução de qualquer banda filarmónica, destacando-se duas razões: primeira, porque faz prova da evolução do seu nível musical e demonstra que os seus responsáveis têm orgulho no trabalho que desenvolvem, cimentado pelo reconhecimento que, a esse nível, lhes tem sido dispensado; segunda, porque nenhuma banda mantém o mesmo reportório, renovando-o progressivamente e, como tal, há um trabalho de produção musical que se esbate na memória e que só com a sua gravação poderá ser reproduzido quando se pretenda voltar a ouvi-lo.
As gravações sonoras, além daqueles dois aspetos, refletem ainda as alterações que normalmente se verificam no conjunto dos executantes ou mesmo dos próprios maestros. As gravações discográficas da Banda Nova, num total de 20, tiveram início com o maestro António Neves, a que se seguiram as gravações com o maestro João Neves, e agora, na gravação do CD “2015”, com o maestro é Orlando Rocha. Devido ao aumento do número de executantes, potenciado pelas apostas de formação da “Academia Banda Nova” (designada anteriormente por “Escola de Música”) e da “Orquestra Juvenil”, e às substituições de alguns, motivadas (ou forçadas) pelas circunstâncias da vida, a Banda Nova de Fermentelos apresenta um quadro artístico bem distinto do existente aquando da última gravação, subsistindo, no entanto, o predomínio da juventude, evidenciada pelo facto de mais de 80% dos membros terem idades inferiores a 25 anos. Portanto, no entendimento da Direção, “se a uns foi dado, antes, o orgulho de verem o seu trabalho perpetuado e divulgado na gravação de um CD, é, de todo, justa a oportunidade agora proporcionada ao novo conjunto de maestro e executantes de experimentarem idêntico orgulho”.
A Direção da coletividade parabeniza todos os intervenientes, que tornaram possível o lançamento de mais esta edição discográfica, relembrando que, de forma tão elevada, dignificam a música, a instituição, a freguesia e o concelho. Orgulhosamente, desabafa que “poucos serão os artistas em Portugal, individuais ou coletivos, que poderão gabar-se de um tão elevado ritmo de lançamentos discográficos”, convidando todos a marcarem presença nesse evento de acesso livre, a realizar no salão da coletividade, que contará com a presença de especialistas da música, de renome nas áreas da direção de bandas e da edição discográfica, que, tendo recebido previamente cópias do CD, farão os seus comentários acerca da edição, e, nalguns casos, dirigirão a BNF na execução de peças agora perpetuadas em suporte áudio.
O CD poderá ser adquirido na sessão de lançamento, ou, posteriormente, no secretariado da coletividade ou por ocasião das atuações da BNF em festividades.
Fernando Cozinheiro