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25 de Julho, 2026

Banda Nova de Fermentelos reviveu momentos altos de 2016

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No passado sábado, o auditório da Banda Nova de Fermentelos encheu-se por completo de associados e amigos, para assistirem ao primeiro concerto deste ano. De entre as inúmeras personalidades presentes, há a mencionar o Dr. Gil Nadais e a Dra. Elsa Corga, presidente e vereadora da Câmara Municipal de Águeda, respetivamente, o Dr. Francisco Vitorino, presidente da Assembleia Municipal, e o Sr. Carlos Nolasco, presidente da Junta de Freguesia de Fermentelos, e, em representação da coletividade, o comendador Augusto Gonçalves e o Dr. Carlos Almeida, presidente da Assembleia Geral e do Conselho Fiscal, respetivamente.

O concerto teve início com a execução de “Quadros de uma Exposição” – uma peça clássica de referência, da autoria de Modest Mussorgsky, com arranjos de Mark Hindsley. A peça foi escrita para piano em junho de 1874, em homenagem a Viktor Hartmann, arquiteto e pintor, grande amigo de Mussorgsky, falecido pouco tempo antes, aos 39 anos de idade, inspirada numa exposição realizada em março, numa galeria de São Petersburgo. De facto, depois de a visitar, o compositor resolveu prestar uma homenagem ao amigo, escolhendo dez dos quadros expostos, compondo uma música para cada um deles e unindo as várias partes da peça através de um tema comum, intitulado “Promenade”.

Na segunda parte, foram executadas as obras intituladas “Feria de Julio”, um pasodoble de Fernando Bonete Piqueras, “Adele 21”, uma seleção pop da autoria de Adele, com arranjos de Ong Jiin Joo, e, para finalizar, o pasodoble “Las Arenas”, de Manuel Morales Martinez. Durante a execução de cada uma destas peças foram apresentados vídeos com fotos alusivas a três dos grandes momentos protagonizados pela Banda Nova no decurso do ano 2016: o lançamento do 17º CD, ocorrido em 30/01, a atuação em concerto no festival AgitÁgueda, em 10/07, com a participação de André Sardet, Ana Laíns e Abel Chaves, e, finalmente, a participação no Concurso Internacional de Bandas – “Filarmonia D’Ouro”, realizado no grande auditório do Europarque, em 26/11.

A anteceder a última peça, teve lugar uma pequena cerimónia protocolar. Iniciou-se com a entrega de certificados de participação a cada um dos 99 instrumentistas que então compuseram a formação com que a Banda Nova se apresentou no Concurso Internacional de Bandas. Seguiu-se o descerramento, pelo Dr. Gil Nadais e pelo comendador Augusto Gonçalves, de uma placa evocativa, para, conforme referido pela Direção, “perpetuar publicamente o momento alto vivido pela coletividade e, por certo, por cada um dos instrumentistas”. A cerimónia prosseguiu com as intervenções de Aurélio Carvalho, presidente da Direção da coletividade, que se seguiu a do Dr. Gil Nadais e, finalmente, a do comendador Augusto Gonçalves.

Na sua intervenção, o presidente da Direção, afirmou que “2016 foi, sem dúvida, um ano de grandes momentos para a nossa banda”, acrescentando que “os feitos da Banda Nova farão história na história da filarmonia, sendo motivo de regozijo para Fermentelos e para o concelho de Águeda”. Relativamente aos objetivos da Direção para 2017, relembrou a intenção de realizar obras e apelou à ajuda de todos para a sua concretização. Com o apoio de algumas plantas de piso exibidas, recordou que têm em vista a melhoria das condições do edifício-sede da coletividade, contemplando a implantação de um elevador, tipo monta-cargas, que sirva a totalidade do edifício. Dessa forma, conforme referiu, espera propiciar-se “as condições de acesso ao nosso auditório e à nossa escola de música por aqueles que, no presente, se vêm impossibilitados de o fazer”, pois, no presente, “é particularmente ingrato, saber que há pessoas que deram boa parte da sua vida à Banda Nova ou que sempre deram os seus contributos, mas que não a podem ouvir, ou que, para o fazerem, têm que estacionar os seus carros nas imediações do edifício, ficando-se pela audição possível, sem poderem ver a banda que tanto estimam”. As obras a realizar têm ainda o objetivo de dar cumprimento à legislação vigente, com a criação de uma escada alternativa e a instalação de quadros elétricos, gerais e de piso.

Na expetativa de que as obras estejam finalizadas antes do término dos atuais mandatos autárquicos, o presidente da Direção endereçou convites ao Presidente da Câmara e ao Presidente da Junta de Freguesia para marcarem presença na cerimónia de inauguração, rematando que “não só por motivos artísticos, 2017 também ficará registado na história da coletividade”.

Porque, coincidentemente, na data do concerto se completaram 22 anos sobre a nomeação do comendador Augusto Gonçalves como Associado Honorário da Banda Nova, o primeiro da coletividade, depois de lhe deixar uma palavra de apreço, enquanto presidente da Direção, recordando a sua disponibilidade constante e desmedida, com que, desde há 25 anos, tem servido e apoiado a Banda Nova. Finalizou com o apelo à numerosa plateia a prestar-lhe uma enorme salva de palmas, em sinal de reconhecimento e agradecimento.

Na sua alocução, o presidente da Câmara começou por dar os parabéns à Banda Nova pelo sucesso obtido e pela coragem de participar no Concurso Internacional de Bandas, vincando que, “assim, se a vossa qualidade artística já estava demonstrada, passou a ser reconhecida por outros de forma indelével, para sempre”, e relembrando que isso se deve ao esforço, no passado e no presente, de muitos: dirigentes, instrumentistas e maestros. Terminou congratulando-se com a intenção da Direção em realizar as obras referidas e assegurando o apoio possível da Câmara Municipal de Águeda.

O comendador Augusto Gonçalves, na sua intervenção, começou por relembrar que 2016 também para si foi um ano marcante, por ter completado 25 anos enquanto presidente da Assembleia Geral da Banda Nova. Esse facto, aliás, foi evocado publicamente na cerimónia comemorativa do 95º aniversário, realizada em novembro passado. Prosseguiu, referindo que, dos três momentos marcantes relembrados neste concerto, a participação no Concurso Internacional de Bandas, saldado pela conquista inequívoca do primeiro lugar e do primeiro prémio, foi o que o marcou mais profundamente, dadas as dificuldades de deslocação, por ter sido sujeito a uma intervenção cirúrgica muito recentemente, superadas por uma enorme força interior, afirmando que “se houve momentos em que se sentiu orgulhoso por pertencer à Banda Nova, e foram muitos, esse foi, sem dúvida, um momento inesquecível, tal a forma esplêndida forma da entrada em palco, a meticulosa organização subjacente e da deslumbrante atuação”. Referindo-se às obras previstas, depois de gracejar que não é um assunto em retrospetiva, mas sim “em perspetiva”, pela sua vontade e com o contributo que lhe for possível, afirmou de forma categórica que “as obras serão, certamente, uma realidade”.

A noite terminou com uma pequena confraternização na forma de “Porto de Honra”, para a qual foram convidados todos os presentes.

Fernando Cozinheiro